terça-feira, 26 de março de 2019

Cartilha - Cadeia para os torturadores e criminosos do regime militar!



Publicamos a seguir cartilha elaborada pelo MFP em 2011 para campanha que levantamos na ocasião pela punição para os criminosos, civis e militares, mandantes e executores de torturas, assassinatos e desaparecimentos forçados do regime militar de 1964-1985. A cartilha foi amplamente utilizada nos núcleos do movimento como formação política e impulsionou dezenas de manifestações, debates, denúncias e atividades de propaganda.


Cadeia para os torturadores e criminosos do regime militar!



I – Apresentação





O MFP – Movimento Feminino Popular está levantando uma importante campanha pela punição dos criminosos – mandantes e executores de torturas, assassinatos e desaparecimentos forçados – do Regime Militar, somando forças com os familiares e organizações que nunca desistiram dessa causa. Para que possamos defender esta causa com um maior entendimento por todas as companheiras escrevemos esta cartilha. Essa luta, além do mais, serve à elevação da consciência política de todo nosso povo.

Este é um problema que afeta terrivelmente não só o passado de centenas e até milhares de pessoas no Brasil, mas o presente e o futuro de todo nosso povo. Com esta Cartilha vamos demonstrar isto e contribuir para levantar um grande movimento nacional pela punição dos criminosos do Regime Militar. Para isto a cartilha deve ser utilizada como material de estudo constante e também de propaganda do movimento.

Desde o início desta luta, as mulheres tiveram papel decisivo na mobilização e pela pressão tiveram importantes conquistas. Nosso dever é encampar esta luta do povo brasileiro, e que faz parte da luta por justiça, democracia e pela transformação de nossa sociedade.

Para fazer uma exposição esclarecedora sobre a questão é necessário remontar à história recente do país, do processo político nacional marcado por regimes fascistas, à luta de nosso povo por uma verdadeira democracia. Apesar de toda riqueza natural que possui e de uma certa industrialização, o Brasil segue sendo um país atrasado cuja imensa maioria da população é muito pobre frente uma brutal concentração de renda por uma ínfima minoria. As crises econômicas são crônicas com desemprego massivo, salários arrochados e os sistemas públicos de saúde e educação extremamente precários. Tudo isto tem uma base e causa histórica da dominação estrangeira secular. A dominação imperialista segue subjugando a Nação e espoliando o povo, mantendo o país na condição semicolonial e semifeudal. Este sistema em que uma grande burguesia unida ao latifúndio a serviço da dominação imperialista determina a natureza do Estado e a situação geral da sociedade.

segunda-feira, 25 de março de 2019

Viva os 97 anos da fundação do Partido Comunista do Brasil!

Hoje, 25 de março, completam-se 97 anos da fundação do Partido Comunista do Brasil. Saudamos esta data e rendemos nossas orgulhosas homenagens a todos os herois e heroínas que na história do Brasil derramaram seu sangue e deram suas vidas por um Novo Brasil, servindo à Revolução Proletária Mundial. A seguir, reproduzimos o artigo Saudemos o 25 de março de 1922 do professor Fausto Arruda, publicado no Jornal A Nova Democracia em duas partes no ano de 2008. Ainda recomendamos a leitura do livro Problemas da História do Partido Comunista do Brasil publicado pelo Grupo de Estudos do Marxismo-leninismo-maoismo, disponível na loja virtual do jornal A Nova Democracia. 
Delegados que participaram da fundação do Partido Comunista do Brasil (PCB) em 1922


Saudemos o 25 de março 

Primeira Parte 


(Também disponível em: <https://anovademocracia.com.br/no-41/1568-saudemos-o-25-de-marco-de-1922#n1>).


"Já faz algum tempo que no dia 25 de março algumas organizações políticas, entre grandes e pequenas, apressam-se em celebrar a fundação do Partido Comunista do Brasil. Essas organizações comumente reivindicam como sua essa data histórica do proletariado e massas populares brasileiras. Pelas posições ideológico-políticas e a prática da maioria dessas organizações não há identidade alguma com o grandioso propósito dos fundadores do partido. Tampouco há identidade com a devoção e abnegação de tantos militantes de base que honradamente se dedicaram totalmente ao partido. Também e, menos ainda, pode haver identidade com os heróicos combatentes do Levante Popular de 35, da gloriosa Guerrilha do Araguaia e de tantos outros que verteram seu sangue, no combate aberto ou dentro dos cárceres e na tortura, doando generosamente sua vida à causa proletária. Dessas organizações só há mesmo identidade com as posições oportunistas, reformistas e revisionistas que por períodos inteiros predominaram na direção do partido e com os episódios negros de traição ao proletariado e de capitulação que tiveram lugar na sua direção fazendo-o sucumbir. As posições de ditas organizações são nada mais que a versão atualizada daquelas podres concepções.

quinta-feira, 21 de março de 2019

MFP celebra 8 de março na Unifesp - Guarulhos- SP



O Movimento Feminino Popular (MFP) celebrou, no dia 13/03, o Dia Internacional da Mulher Proletária em um auditório da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em Guarulhos, região metropolitana de São Paulo. Participaram cerca de 30 pessoas.
Uma companheira, representando o MFP, saudou as heroínas do proletariado – militantes comunistas e combatentes do Brasil e do mundo que tombaram na luta pela Revolução. Entre as heroínas – ressaltou a representante do MFP – destaca-se a dirigente Sandra Lima, fundadora do MFP e dirigente da Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo falecida em 27 de julho de 2016.
A militante do MFP destacou ainda a origem do dia 8 de Março, ressaltando o caráter de classe da mesma. O MFP saudou ainda as mulheres combatentes das guerras populares no Peru, Índia, Filipinas e Turquia.

Celebração do Dia Internacional da Mulher Trabalhadora em São Paulo


O Movimento Feminino Popular (MFP) realizou uma vigorosa celebração por ocasião do Dia Internacional da Mulher Proletária (8 de março) em uma região da periferia de São Paulo, no dia 06/03.

A celebração tomou a forma de sarau e contou com a presença de diversas organizações populares como o Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR), Unidade Vermelha – Liga da Juventude Revolucionária (UV-LJR) e o Comitê de Apoio ao AND da região.

quarta-feira, 20 de março de 2019

Saudamos de efusivamente as celebrações do Dia Internacional da Mulher Trabalhadora deste ano em todo o mundo.

O 8 de março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora foi celebrado em todas as partes do mundo por movimentos que levantam a necessidade da organização das mulheres dentro da luta de classes e apontam que só é possível a emancipação feminina pela via da revolucionária do proletariado.

A seguir, publicamos algumas imagens do Dia Internacional da Mulher Trabalhadora em todo o mundo. Clique nas imagens para acessar as fontes da notícia.

Equador


https://vnd-peru.blogspot.com/2019/03/fdlp-ecuador-8-de-marzo-de-2019-viva-el.html

México


https://vnd-peru.blogspot.com/2019/03/corriente-del-pueblo-sol-rojo-de-oaxaca.html


https://vnd-peru.blogspot.com/2019/03/corriente-del-pueblo-sol-rojo-de-oaxaca.html


Índia - Liberdade para Ajith!


O MFP - Movimento Feminino Popular se soma a campanha pela liberdade imediata para o preso político do Estado reacionário indiano, camarada Ajith. A seguir, reproduzimos cartaz da campanha que está sendo divulgado em várias línguas em todo o mundo e o comunicado do Comitê de Apoio a Guerra Popular na Índia, Áustria. A tradução para o português foi retirada do site do CEBRASPO - Centro Brasileiro de Solidariedade aos povos. (https://cebraspo.blogspot.com/2019/03/india-campanha-pela-liberdade-imediata.html#more)

 

Proletários de todos os países e povos oprimidos, uni-vos!

Liberdade para Ajith! Apoie a Guerra Popular na Índia!


“A Guerra Popular tem agora se elevado a posição de polo revolucionário reorganizado por todo o país, polo este que se firma em total oposição ao polo contrarrevolucionário das classes dominantes e do imperialismo. As classes dominantes, que até recentemente a estavam negligenciando e subestimando, agora são forçadas a reconhece-la como a maior ameaça interna que eles enfrentada”.
– Partido Comunista da Índia (M-L) Naxalbari: “Mensagem à Conferência Internacional de Apoio à Guerra Popular na Índia, Hamburgo”

“A prisão do camarada Murali [Ajith] em particular é uma das maiores perdas sofridas por nosso Partido e Comitê Central”
– Comitê Central do Partido Comunista da Índia (maoísta): Declaração de 16/05/2015

A Índia não é, como os imperialistas gostam de proclamar, a “maior democracia do mundo”, e sim a masmorra [prisão], de proporções enormes, do nosso povo. O imperialismo norte-americano, bem como alguns imperialistas europeus, comanda a Índia através do capitalismo burocrático e também conserva largamente o feudalismo. O fato de os imperialistas estarem falando de “democracia”, em face ao genocídio perpetrado diariamente na Índia, a miséria de incontáveis camponeses, o sistema de castas, o assassinato de mulheres, o genocídio dos povos Advasi e diversos outros exemplos, mostra claramente o que os imperialistas querem dizer quando falam de “democracia”. A pilhagem e a opressão das massas da Índia são inflamadas por numerosas resistências, por múltiplas lutas: movimentos de militantes camponeses, luta do povo contra as estações de energia nuclear e a repressão, lutas de libertação nacional e grandes greves de trabalhadores mostram isso para as forças progressistas e anti-imperialistas de todo o mundo. Isso é, entretanto, a “grande ameaça à segurança interna da Índia”, como o governo indiano descreveu a Guerra Popular, liderado pelo Partido Comunista da Índia (maoísta). O PCI (maoísta) lidera a Guerra Popular e a Revolução de Nova Democracia, que esmaga o velho aparato estatal e traz a libertação das amarras do imperialismo.

sábado, 16 de março de 2019

RJ - Pichações em celebração do Dia Internacional da Mulher Trabalhadora

A seguir, publicamos pichações realizadas em celebração ao dia Internacional da Mulher Trabalhadora na Zona Norte do Rio de Janeiro. As fotos foram tiradas nos bairros de Piedade, Engenho de Dentro e Cachambi.

DESPERTAR A FÚRIA REVOLUCIONÁRIA DA MULHER! 

SEMINÁRIO: Marxismo e Questão Feminina - UNIR Universidade Federal de RondôniaRO

 
No Último dia 14 de março, o MFP participou do Seminário Marxismo e Questão Feminina, organizado pelo Grupo de Estudos e Pesquisas  "História, Sociedade e Educação no Brasil" – HISTEDBR/UNIR em conjunto com a Executiva Rondoniense de Estudantes de Pedagogia – ExROEPe.
O Seminário teve a palestra da Professora Doutora Marilsa Miranda de Souza (PPGE/UNIR) seguida de debate acerca da relação entre a teoria Marxista e Questão Feminina. O evento, celebrou o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora (08 de Março), e se propôs, entre outras temáticas, a relacionar a origem e o histórico da opressão feminina, bem como problematizar as lutas atuais acerca da emancipação da mulher e das relações de exploração existentes na sociedade de classes. Na abertura do evento a expositora saudou a memória da dirigente fundadora do MFP, Sandra Lima, da militante do MEPR, Remis Carla, assassinada em 2017 e da vereadora Marielle Franco, em razão de nesse dia estar fazendo um ano de seu assassinato no Rio de Janeiro.
A exposição, além de elucidar a concepção marxista sobre a Questão Feminina, delimitou campo e apresentou diferenciações entre as correntes do feminismo burguês e pós-moderno.
O seminário contou com cerca de 170 participantes, a maioria, jovens estudantes universitários e secundaristas, que lotaram as dependências do Auditório da UNIR-Centro (prédio da reitoria da Universidade Federal), espaço que ficou pequeno para um público ávido por compreender a temática sobre a perspectiva Marxista. Também esteve presente a Pró-Reitora de Extensão Universitária, Prof.ª Marcele Regina Nogueira Pereira, que saudou os presentes conclamando a necessidade de discutir de forma mais ampla esta temática.
Diversas organizações estiveram presentes, entre elas o Movimento Feminino Popular – MFP, Movimento Estudantil Popular Revolucionário – MEPR, Centros Acadêmicos e Organizações de Mulheres. O Comitê do AND – realizou exposição de materiais de propaganda e edição atual de A Nova Democracia e ativistas da LCP realizaram panfletagem denunciando a invasão de terras indígenas. O MFP realizou uma intervenção contundente acerca da luta da mulher trabalhadora frente as medidas anti-povo e vende-pátria do gerenciamento bolsonarista, além da divulgação de seu boletim informativo sobre o 08 de março. Muitos estudantes expuseram seus questionamentos e dúvidas no debate ao mesmo tempo em que compartilharam seus anseios em torno da superação das relações de opressão vivenciadas em seu cotidiano. Ao final de sua exposição, a palestrante conclamou à todos os presentes à mobilizar-se na construção da Greve Geral de Resistência Nacional, defendendo a posição classista de mulheres e homens da classe trabalhadora, para barrar os ataques aos direitos do povo.



segunda-feira, 11 de março de 2019

8 de Março - Ato do MFP no centro da cidade de Brumadinho. Vale assassina e terrorista!




Manifestantes ateiam fogo em boneco representando o Diretor da Vale.

O Dia Internacional da Mulher Trabalhadora (8 de março) foi celebrado pelo MFP de Belo Horizonte com um ato de denúncia dos crimes da Vale no centro da cidade de Brumadinho. Participaram do ato, além do MFP, companheiras e companheiros da ExMEPe – Executiva Mineira dos Estudantes de Pedagogia, do MEPR, do Sindicato Marreta e da Liga Operária.
Companheiras e companheiros percorreram as ruas de Brumadinho com faixas e bandeiras do Movimento Feminino Popular, distribuindo o boletim do MFP e fazendo a denúncia do papel da Vale como “Assassina e terrorista” do nosso povo. Ao longo do trajeto palavras de ordem foram entoadas como “Não passará, não passará! Vale assassina o povo vai cobrar!”, “Vale assassina, Vale assassina! Fora o imperialismo da América Latina!”. Houve total apoio dos moradores da cidade que vivenciaram o terror causado pela lama que matou trabalhadores, mas também destruiu o meio natural no entorno da cidade. O Movimento Feminino Popular e as demais organizações presentes no final do ato queimaram um boneco representando o Presidente de Vale, que até o momento não teve nenhuma punição. Denunciamos que os diretores da Vale são os principais criminosos e os governantes seus cúmplices!

A compreensão de que o dia 8 de março é um dia de luta e de resistência foi marcada neste ato. As mulheres que estiveram à frente demonstraram a disposição de luta apontando que o único caminho para a transformação da nossa nação, contra os saqueios que são secularmente feitos no país se dará por meio de uma revolução. O ato representou a posição do Movimento em destacar o papel da mulher nas lutas pela transformação radical da sociedade e contra o saqueio das riquezas do nosso povo, defendendo a necessidade da nacionalização do minério e o desenvolvimento da industrialização a serviço da nação e não do imperialismo como vem acontecendo.



Moradores do centro de  Brumadinho leem boletim do MFP

Viva o 8 de março - Dia Internacional da Mulher Trabalhadora!

Exigimos a punição dos responsáveis por mais este crime hediondo! Prisão para toda a diretoria da Vale e seus cúmplices nos governos!

Pelo fim imediato de todas barragens de rejeitos!

Justiça para os assassinados, mutilados, familiares e atingidos pela Vale em Brumadinho!

Justiça para os assassinados, mutilados, familiares e atingidos pela Vale/BHP Billiton/Samarco em Mariana!

Pelo direito de enterrarmos nossos entes queridos!

Abaixo o roubo de nossas

riquezas! Nacionalização e industrialização dos recursos naturais do país já!


 



quarta-feira, 6 de março de 2019

Boletim - Viva o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora! - 2019 - MFP - Movimento Feminino Popular

Boletim do MFP - Movimento Feminino Popular. Março/2019.


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Vale Assassina e terrorista


Vale Assassina e terrorista

Boletim do MFP - Movimento Feminino Popular. Março/2019.


Há pouco mais de um mês o Brasil e o mundo assistiram a mais um crime hediondo da empresa mineradora Vale contra o povo e a nação. Depois de três anos em que o distrito de Bento Rodrigues em Mariana – MG foi devastado pela Vale, assassinando mais de 19 pessoas, dessa vez foi o Córrego do Feijão, bairro de Brumadinho – MG. Mais de 300 trabalhadores e trabalhadoras, funcionários da Vale, de suas empreiteiras e moradores do Córrego do Feijão em Brumadinho, tiveram suas vidas roubadas pela ganância exploratória dessa empresa a serviço dos interesses do capital financeiro internacional. 182 corpos foram encontrados e identificados. Além disso, a estas famílias se somam às de 126 desaparecidos que seguem com o drama de não poderem enterrar seus entes queridos, que foram forçadamente desaparecidos. A destruição não para por aí. O Rio Paraopeba, um dos principais afluentes do São Francisco, está devastado, contaminado com a lama de rejeitos e metais pesados. Centenas, milhares de famílias, pequenos comerciantes, camponeses, pescadores, indígenas e comunidades quilombolas foram atingidos e estão condenados às mais diversas dificuldades, pois perderam parentes e amigos, animais de criação e estimação, casas, empregos e produção.


Pichação contra o crime terrorista da Vale - Belo Horizonte/MG



 A Vale é um dos principais baluartes da subjugação nacional e expressão do caráter semifeudal e semicolonial. Semifeudal porque mantém o país como vendedor de commodities e semicolonial porque é base para a exploração imperialista, hoje principalmente ianque. A atividade mineradora foi desenvolvida em nossa história pelas oligarquias latifundiárias e pela grande burguesia (compradora e burocrática) sempre segundo os interesses do imperialismo como forma de acentuar a dominação e a subjugação do povo brasileiro. Não é necessária uma grande revisão da nossa história para vermos que essa atividade, um dos pilares da economia nacional, se desenvolveu de forma predatória das riquezas minerais nacionais, em prol do enriquecimento de potências estrangeiras esfacelando e atrasando o país.

Somente a luta revolucionária pode pôr fim à violência contra a mulher


Somente a luta revolucionária pode pôr fim à violência contra a mulher

Boletim do MFP - Movimento Feminino Popular. Março/2019.
Temos assistido no Brasil, nos últimos anos, um aumento vertiginoso de todo tipo de violência contra a mulher. Espancamentos, estupros efetivados com todo o tipo de crueldade contra mulheres adultas, jovens e crianças. O Brasil é o quinto país do mundo no ranking mundial da prática de feminicídio. Entre 2003 e 2013 o número de mulheres mortas de forma violenta em todo o Brasil aumentou 21%, passando de 3.937 para 4.762. São 13 mortes violentas de mulheres por dia (números do mapa da violência contra a mulher - 2015). Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou 1 estupro a casa 11 minutos em 2015. Segundo o IPEA, cerca de 70% das vítimas de estupro são crianças e adolescentes. Dados do Ministério da Saúde de 2016 apontam que há em média 10 estupros coletivos notificados todos os dias no sistema de saúde do país. Na cidade de São Paulo há 1 estupro em local público a cada 11 horas.  Outros estudos estimam que os números oficiais representam apenas 10% do total dos casos que realmente acontecem. Ou seja, o Brasil pode ter a medieval taxa de quase meio milhão de estupros a cada ano.


Estes números nos revelam que a tão proclamada “liberdade sexual feminina” não passa de discurso demagógico dos defensores desta velha ordem imperante vendida como democracia. O fato é que em nosso país a mulher segue sendo vítima dessa sociedade patriarcal, machista e misógina, sendo vista como propriedade do homem, que deve dispor da vida feminina como bem queira, como puro objeto sexual e escrava doméstica. A secular naturalização da violência contra a mulher em nossa sociedade, herdada do mesmo mal milenar imposto pela velha ordem colonial pelos conquistadores europeus é algo tão absurdo que milhares de vítimas sofrem durante anos sem a menor condição de se defender. Haja vista o escândalo do chamado João de Deus, latifundiário que controlava toda uma cidade no interior de Goiás com seu poder econômico e sua manipulação da fé religiosa e desamparo de pessoas fragilizadas pelo acometimento de graves enfermidades e seus familiares. Servia-se destas situações para abusar sexualmente de centenas (quem sabe se milhares) de mulheres, adolescentes e crianças por mais de 20 anos em seu “templo de cura”. Mas nada que as hierarquias da Igreja Católica (e outras) não tenha praticado durante séculos, acobertando os estupradores e abusadores por trás da mística de porta-vozes de Deus.

Governo latifundista, antioperário, obscurantista e vende-pátria


Governo latifundista, antioperário, obscurantista e vende-pátria

Boletim do MFP - Movimento Feminino Popular. Março/2019.

A profunda crise econômica, política, moral, social e militar que se desenvolve em nosso país está longe de ser sanada com a conformação de um governo tutelado pelos altos mandos das forças armadas reacionárias e sufragado pela farsa eleitoral. Demonstrando seu caráter de classe, serviçal do imperialismo, principalmente ianque, da grande burguesia e do latifúndio, o governo Bolsonaro tem pressa em aplicar medidas de subjugação nacional bem como de exploração e opressão contra as massas populares. Este governo expressa a conformação de um regime de ofensiva reacionária que tem verdadeiro ódio contra as massas populares.
 
Juventude combatente marcha junto com as mães contra a intervenção militar e  o genocídio do povo pobre e negro Rio de Janeiro/RJ - AGO 2018
A primeira medida de Bolsonaro ao iniciar o seu governo foi a de arrochar ainda mais o salário-mínimo já tão miserável. Como não precisa mais de se preocupar em aprovar a tão abominável “reforma” trabalhista-sindical, já em implementação, avança para a aprovação da famigerada “reforma da previdência”, ou seja, a destruição da Previdência Social pública para se impor o sistema privado de pensão e seguridade que os bancos exigem. Seu “superministro” da justiça e segurança pública Sérgio Moro, com seu “pacote anticrime”, longe de querer punir aqueles que sangram os cofres públicos de nosso país todos os dias, tem o verdadeiro objetivo de criminalizar e reprimir a luta popular e revolucionária. Para cumprir suas promessas de campanha, de criminalizar e reprimir a luta pela terra, favorecendo os grandes latifundiários desse país, Bolsonaro colocou como chefe do INCRA mais um general, para comandar as seguidas chacinas contra aqueles que lutam pelo sagrado direito à terra para trabalhar. Seu ministro da educação não teve menor rubor na face ao declarar que “universidade não é para todos, é para uma elite intelectual”. O discurso reacionário chega a culpar pelo desastre do ensino público no país os professores das escolas públicas, acusando-os de uma suposta “doutrinação marxista”. Professores que trabalham nas piores condições e com salários miseráveis. A intervenção militar no Rio de Janeiro segue a matança de pobres nas favelas, e os militares com carta branca para cometerem todo tipo de atrocidade contra o povo, entre outras medidas.

Frente a agressão imperialista avançar a luta pela libertação nacional



Frente a agressão imperialista avançar a luta pela libertação nacional

Boletim do MFP - Movimento Feminino Popular. Março/2019.
A agressão ianque à Venezuela está em marcha através da imposição de um presidente fantoche, o agente ianque Juan Guaidó. Essa provocação e agressão visa, além de aprofundar a exploração naquele país, criar uma situação de conflito para justificar e incrementar a militarização em toda a América Latina, avançando no intento de estabelecer uma base militar no Brasil e desatar uma verdadeira guerra de rapina em nosso continente.
 
Pichação anti-imperialista em Montes Claros/MG
O imperialismo ianque e seus lacaios, os governantes da maioria dos países latino-americanos, se aproveitam do fracasso do falso socialismo do século XXI de Chaves-Maduro. Na verdade este é um governo dos generais, representantes da fração burocrática da grande burguesia venezuelana. A operação golpista encabeçada por políticos representantes da fração compradora da grande burguesia (Leopoldo e Guaidó) avançou a partir dos bloqueios econômicos contra o país que o desabasteceu de gêneros de primeira necessidade e medicamentos, além do incremento de provocações e distúrbios internos e externos para criar opinião pública favorável à intervenção militar “salvadora”, já tão conhecida dos povos latino-americanos. Foi este o objetivo fracassado do “dia D de ajuda humanitária”, dia D da demagogia e da provocação covarde. Essas são manobras para jogar areia nos olhos da opinião pública mundial e do povo venezuelano e justificar a intervenção. O que querem é aumentar o saqueio das riquezas naturais daquele país, através de impor o regime de monopólio colonial do capital financeiro ianque. Mais ainda, envolver os países vizinhos, como o Brasil, em suas agressões militares, criar distúrbios na região para justificar o estabelecimento de suas bases militares em mais países latino-americanos em seus planos de dominação na nova luta de repartilha entre os imperialistas para fazer frente a crise geral e profunda do capital.

A origem e simbologia do Dia Internacional da Mulher Proletária


A origem e simbologia do Dia Internacional da Mulher Proletária

 

Boletim do MFP - Movimento Feminino Popular. Março/2019.

 

O dia 8 de março – Dia Internacional da Mulher Proletária tem uma importância especial na luta revolucionária de todos os povos. O tributo à luta das mulheres das classes exploradas e oprimidas de todos os países foi proposto por Clara Zetkin – dirigente do Partido Social Democrata (Comunista) da Alemanha – na II Conferência de Mulheres Socialistas em 1910, realizada na Dinamarca. Aprovada pelas delegadas, a homenagem foi realizada em dias diferentes nos primeiros anos.


Rússia, 8 de março de 1917: dezenas de milhares de mulheres saem às ruas contra a falta de alimento
e a 1a Guerra Mundial, agitando a consigna de “Paz, Pão e Terra!”

No dia 8 de março de 1917, no auge de uma situação revolucionária, ocorreu uma passeata com dezenas de milhares de operárias contra a fome, a guerra e o czarismo, sob a direção dos bolcheviques em Petrogrado, então capital da Rússia, dando início a uma greve geral política contra o regime czarista. Esses acontecimentos marcaram o período revolucionário mais importante da humanidade – a Grande Revolução Socialista de Outubro em 1917 – quando a classe operária russa e a classe camponesa aliada histórica, tomam o poder e iniciam a construção da primeira pátria socialista da história, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas – URSS. É em homenagem a esta rebelião das operárias russas que a celebração do Dia Internacional da Mulher Proletária passa a ser realizada no dia 8 de março, pelos movimentos revolucionários de mulheres em todo o mundo, como marca do conteúdo de classe da data.

Nos anos de 1950, as classes dominantes reacionárias tentaram suprimir estas referências históricas vinculadas ao movimento comunista internacional, tentando transformar a data em dia internacional de todas as mulheres, exploradoras e exploradas, opressoras e oprimidas. Apresentaram a versão mentirosa de que a greve das tecelãs em Nova Iorque, quando morreram 129 operárias e 17 operários, num grande incêndio trancado pelos patrões dentro do prédio em chamas, havia ocorrido no dia 8 de março e daí esta data passou a ser comemorada internacionalmente. Como não podiam suprimir o caráter classista de uma data já consolidada em todo o mundo, buscaram então uma luta acontecida fora do território socialista.

A defesa dos livros de história da burguesia, repetida em coro pelo oportunismo e o revisionismo, fazendo referência às operárias de Nova Iorque é, portanto, uma farsa. Não que o fato não tenha ocorrido, nem que a luta das operárias estadunidenses não tenha importância e não seja parte do movimento operário internacional. Pelo contrário, elas são mártires da luta do proletariado e pela emancipação da mulher. Mas seu martírio não se deu no dia 8 de março, e sim no dia 25 de março de 1911. O Dia Internacional da Mulher Proletária não foi instituído com referência neste acontecimento e sim na Grande Revolução Socialista de Outubro em 1917.

Homenagem do Comitê Central do PCUS à grande lutadora Clara Zetikin em seus 75 anos, intrépida combatente em defesa das emancipação da mulher e da revolução
O que o imperialismo pretende na verdade é negar que o Dia 8 de Março está vinculado à Revolução Proletária Mundial e pertence, portanto, às massas exploradas e oprimidas de todo o mundo que combatem o imperialismo. E isso a reação não pode permitir em sua vã tentativa de negar a revolução e de apagar da história os feitos históricos da classe operária e do campesinato dirigidos pelo grande Partido Comunista da União Soviética, sob a grande liderança de Lenin e Stálin.

Despertar a fúria revolucionária da mulher! 

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