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02/08/2019

Vale Assassina e Terrorista - Comitê de Apoio e Solidariedade aos Atingidos pelos Crimes da Vale:

Publicamos a seguir panfleto de denúncia do Comitê de Apoio e Solidariedade aos Atingidos pelos Crimes da Vale:

Vale assassina e terrorista!

Organizar o apoio e solidariedade aos atingidos pelos crimes da Vale

✔ A Vale é assassina. A Vale sempre soube dos riscos de rompimento das barragens e nada fez para impedir as centenas de mortes em Brumadinho e Bento Rodrigues/Mariana. Por isso mesmo é crime hediondo e premeditado. Além do risco de rompimento das barragens em Minas Gerais, Pará e em várias partes do Brasil seus trens de carregamento de minério deixam mortos e mutilados por onde passam diariamente.
✔ A Vale é terrorista. A população de várias cidades com barragens de rejeitos da Vale vive diariamente o terror promovido pela mineradora, que, sem nenhuma intenção de desativar as barragens de rejeitos, aciona sirenes no meio da madrugada, expulsa os moradores de suas casas, desestrutura completamente a vida do povo e não dá nenhuma assistência digna.
✔ As barragens de rejeitos e toda a atividade mineradora predatória são bombas montadas e crimes premeditados, anunciados e continuados contra nosso povo e nação. Não só o seu rompimento, mas sua existência mesma, são verdadeiros atentados e ações terroristas contra nosso povo e o meio natural.
✔ A Vale destrói o meio natural de nossa nação. O rompimento das barragens em Bento Rodrigues/Mariana e Brumadinho em Minas Gerais trouxeram além de centenas de mortes, perdas irreparáveis para a população e o meio natural. A Vale destruiu nossos rios e a economia de milhares de famílias camponesas, indígenas e quilombolas. Centenas de quilômetros da bacia do Rio Doce e Rio Paraopeba, afluente do Rio São Francisco, estão condenadas pelos rejeitos, levando milhares de camponeses, pescadores, ribeirinhos, indígenas e quilombolas à falência total, sem meios para trabalharem e produzirem.
✔ A Vale é chantagista. A vale chantageia a população dizendo que sua presença é garantia de emprego e desenvolvimento quando, na verdade, sua atividade predatória impede o desenvolvimento industrial e nacional do povo brasileiro.
✔ A Vale atua como feudo. Onde desenvolve sua atividade exploratória, controla a vida das pessoas, manda nos prefeitos, vereadores, forças policiais e impõe seu poder em todos os aspectos da vida das populações locais.
✔ A Vale faz perseguição política. A Vale persegue aqueles que lutam contra a sua exploração utilizando, além das leis que garantem sua impunidade, verdadeiros bandos armados para intimidar a população das regiões de mineração.
✔ A Vale é um monopólio, explora as riquezas de nossa nação em benefício exclusivo do capital estrangeiro. A Vale, que foi uma empresa estatal criada no ano de 1942, sempre serviu ao capital estrangeiro e na época de FHC foi vendida a preço de banana. Devasta nosso país, suga o sangue e o suor do povo trabalhador, extraindo toneladas de nossas riquezas naturais diariamente para garantir seus superlucros que são todos levados para fora do Brasil, deixando pobreza para o nosso povo e rastros de destruição, impedindo o desenvolvimento industrial e nacional de nosso país.
✔ A Vale é corrupta. Para garantir seus negócios a Vale utiliza amplamente seu poderio econômico e corrupção ditando leis aos órgãos do poder do Estado, no judiciário, executivo e legislativo, garantindo sua livre atuação no território brasileiro com impunidade descarada.
✔A Vale quer se manter impune e vencer os atingidos pelo cansaço, quer que os atingidos e todo o povo brasileiro esqueçam seus crimes. Centenas de famílias que perderam tudo com o rompimento das barragens seguem sem reparação. A Vale quer derrotar os atingidos pelo cansaço para que desistam de processos contra a mineradora. Com suas propostas de acordo, que seguirão por anos na justiça, querem dar um cala boca nos atingidos e confundir a opinião pública. Para isso contam com a propaganda mentirosa dos monopólios de comunicação.
O Comitê de Apoio e Solidariedade aos atingidos pelos crimes da Vale se organiza para não permitir que os crimes da Vale e grandes mineradoras sejam esquecidos. Organizamos o apoio e solidariedade através de divulgação de cartazes, debates, notícias e ações concretas em favor dos atingidos. Organize você também um comitê na sua escola, bairro ou local de trabalho.
Abaixo o roubo de nossas riquezas!
Nacionalização e industrialização dos recursos naturais!
Prisão para toda a diretoria da Vale e seus cúmplices nos governos!
Pelo fim imediato de todas barragens de rejeitos!
Justiça para os assassinados, mutilados, familiares e atingidos pela Vale/BHP Billiton/Samarco em Mariana e Brumadinho!


Contato: coasabrumadinho@gmail.com 

Comitê de Apoio e Solidariedade aos atingidos pelos crimes da Vale

Baixe aqui o Panfleto em PDF

12/07/2019

Pataxós atingidos pela Vale sofrem incêndio criminoso em Minas Gerais

Reproduzimos a seguir nota de denúncia publicada pelo Jornal A Nova Democracia

Pataxós atingidos pela Vale sofrem incêndio criminoso em Minas Gerais
A Nova Democracia, D. Aroeira,   09 de julho de 2019


Foto: Joka Madruga / Página do MAB

Com informações do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)

Entre os dias 6 e 7 de julho, a tribo Pataxó do município de São Joaquim de Bicas, em Minas Gerais, que já havia sofrido com o crime da Vale em Brumadinho, foi alvo de um incêndio criminoso.

Em nota publicada no dia 8, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) informou que "Na tarde de sábado, a população foi surpreendida por um incêndio em sua aldeia Naô Xohã, que foi contida pela presença do Corpo de Bombeiros no local. Já na madrugada de domingo, por volta das 2 horas, cinco homens encapuzados entraram na aldeia dando tiros para o alto".

Reproduzimos abaixo os trechos seguintes da nota do MAB.

"O Ministério Público foi acionado imediatamente, além do Corpo de Bombeiros e a Polícia Federal, que segue investigando o crime. O incêndio foi controlado e ninguém se feriu. A ação criminosa preocupa os moradores e a população da região atingida pelo crime da Vale, pela tentativa de ameaça e intimidação à comunidade pataxó

A aldeia Naô Xohã fica na fazenda que pertence à MMX, empresa de Eike Batista, ocupada pelo Movimento dos Sem Terra - MST desde julho de 2017 e dividido com os indígenas. De acordo com o movimento, o local estava abandonado depois de ter sofrido crimes ambientais devido à exploração mineral desordenada.

A área da aldeia é de aproximadamente 370 hectares quase totalmente cobertas por Mata Atlântica, com presença de flora e fauna silvestre. A Funai já está em contato com as lideranças indígenas locais para garantir o apoio.

O Movimento dos Atingidos por Barragens-MAB esteve com a população da aldeia em solidariedade. Reforçamos a importância de preservação do modo de vida tradicional dos Pataxós e seus territórios. Um crime de ameaça como esse não pode ficar impune!"

11/03/2019

8 de Março - Ato do MFP no centro da cidade de Brumadinho. Vale assassina e terrorista!




Manifestantes ateiam fogo em boneco representando o Diretor da Vale.

O Dia Internacional da Mulher Trabalhadora (8 de março) foi celebrado pelo MFP de Belo Horizonte com um ato de denúncia dos crimes da Vale no centro da cidade de Brumadinho. Participaram do ato, além do MFP, companheiras e companheiros da ExMEPe – Executiva Mineira dos Estudantes de Pedagogia, do MEPR, do Sindicato Marreta e da Liga Operária.
Companheiras e companheiros percorreram as ruas de Brumadinho com faixas e bandeiras do Movimento Feminino Popular, distribuindo o boletim do MFP e fazendo a denúncia do papel da Vale como “Assassina e terrorista” do nosso povo. Ao longo do trajeto palavras de ordem foram entoadas como “Não passará, não passará! Vale assassina o povo vai cobrar!”, “Vale assassina, Vale assassina! Fora o imperialismo da América Latina!”. Houve total apoio dos moradores da cidade que vivenciaram o terror causado pela lama que matou trabalhadores, mas também destruiu o meio natural no entorno da cidade. O Movimento Feminino Popular e as demais organizações presentes no final do ato queimaram um boneco representando o Presidente de Vale, que até o momento não teve nenhuma punição. Denunciamos que os diretores da Vale são os principais criminosos e os governantes seus cúmplices!

A compreensão de que o dia 8 de março é um dia de luta e de resistência foi marcada neste ato. As mulheres que estiveram à frente demonstraram a disposição de luta apontando que o único caminho para a transformação da nossa nação, contra os saqueios que são secularmente feitos no país se dará por meio de uma revolução. O ato representou a posição do Movimento em destacar o papel da mulher nas lutas pela transformação radical da sociedade e contra o saqueio das riquezas do nosso povo, defendendo a necessidade da nacionalização do minério e o desenvolvimento da industrialização a serviço da nação e não do imperialismo como vem acontecendo.



Moradores do centro de  Brumadinho leem boletim do MFP

Viva o 8 de março - Dia Internacional da Mulher Trabalhadora!

Exigimos a punição dos responsáveis por mais este crime hediondo! Prisão para toda a diretoria da Vale e seus cúmplices nos governos!

Pelo fim imediato de todas barragens de rejeitos!

Justiça para os assassinados, mutilados, familiares e atingidos pela Vale em Brumadinho!

Justiça para os assassinados, mutilados, familiares e atingidos pela Vale/BHP Billiton/Samarco em Mariana!

Pelo direito de enterrarmos nossos entes queridos!

Abaixo o roubo de nossas

riquezas! Nacionalização e industrialização dos recursos naturais do país já!


 



06/03/2019

Vale Assassina e terrorista


Vale Assassina e terrorista

Boletim do MFP - Movimento Feminino Popular. Março/2019.


Há pouco mais de um mês o Brasil e o mundo assistiram a mais um crime hediondo da empresa mineradora Vale contra o povo e a nação. Depois de três anos em que o distrito de Bento Rodrigues em Mariana – MG foi devastado pela Vale, assassinando mais de 19 pessoas, dessa vez foi o Córrego do Feijão, bairro de Brumadinho – MG. Mais de 300 trabalhadores e trabalhadoras, funcionários da Vale, de suas empreiteiras e moradores do Córrego do Feijão em Brumadinho, tiveram suas vidas roubadas pela ganância exploratória dessa empresa a serviço dos interesses do capital financeiro internacional. 182 corpos foram encontrados e identificados. Além disso, a estas famílias se somam às de 126 desaparecidos que seguem com o drama de não poderem enterrar seus entes queridos, que foram forçadamente desaparecidos. A destruição não para por aí. O Rio Paraopeba, um dos principais afluentes do São Francisco, está devastado, contaminado com a lama de rejeitos e metais pesados. Centenas, milhares de famílias, pequenos comerciantes, camponeses, pescadores, indígenas e comunidades quilombolas foram atingidos e estão condenados às mais diversas dificuldades, pois perderam parentes e amigos, animais de criação e estimação, casas, empregos e produção.


Pichação contra o crime terrorista da Vale - Belo Horizonte/MG



 A Vale é um dos principais baluartes da subjugação nacional e expressão do caráter semifeudal e semicolonial. Semifeudal porque mantém o país como vendedor de commodities e semicolonial porque é base para a exploração imperialista, hoje principalmente ianque. A atividade mineradora foi desenvolvida em nossa história pelas oligarquias latifundiárias e pela grande burguesia (compradora e burocrática) sempre segundo os interesses do imperialismo como forma de acentuar a dominação e a subjugação do povo brasileiro. Não é necessária uma grande revisão da nossa história para vermos que essa atividade, um dos pilares da economia nacional, se desenvolveu de forma predatória das riquezas minerais nacionais, em prol do enriquecimento de potências estrangeiras esfacelando e atrasando o país.

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