sexta-feira, 13 de julho de 2018

A flor revolta


A seguir publicamos poesia feita em homenagem à companheira Sandra, escrita pelo companheiro Eugênio. No próximo dia 27 de julho completará 2 anos da morte da nossa companheira e dirigente Sandra Lima.

A flor revolta*

Será que toda flor é singela?
conheci uma que é revolta
não se limitava a forma
queria expor sua essência.

Não podia ser definida
não devia ser contida
a fronteira viva de seu pensamento
não permitia estagnação.

Os destemperos climáticos não a dobraram
sempre vermelha apontava o caminho adiante
sua beleza não estava apenas em sua forma
existia em sua conduta na sua luta.

Quando secou, sua essência seguiu
muitas sementes brotaram
sua imagem pode ainda ser vista
outros seguem semeando sua revolta.

* Poesia escrita em homenagem à companheira Sandra Lima pela passagem de um ano de seu falecimento, em 2017.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

161 anos do nascimento de Clara Zetkin


Publicamos a seguir, como homenagem aos 161 anos do nascimento da grande comunista alemã Clara Zetkin, o artigo de Ana Botner publicado no Jornal A Nova Democracia no número 218, primeira quinzena de julho de 2018. Disponível também em: <http://anovademocracia.com.br/no-212/9129-161-anos-do-nascimento-de-clara-zetkin> Acesso em: 04 de jul. 2018.

161 anos do nascimento de Clara Zetkin

Ana Botner, A Nova Democracia, Ano XVII, nº 212 - 1ª quinzena de Julho de 2018

A obra de uma mulher comunista à serviço de sua classe

No dia 5 de julho completam-se 161 anos do nascimento de uma das grandes figuras do proletariado, Clara Zetkin, registrada Clara Eissner. Nascida na Alemanha no ano de 1857, foi uma marxista convicta, tendo dedicado toda sua vida à causa do comunismo e à luta feminina revolucionária. Seus discursos profundos e atos heroicos induziram em milhares de homens e mulheres a vontade de lutar.
Vladimir Lenin, Clara Zetkin e Nadezhda Krupskaya. Ilustração de Boris Lebedev, 1969

quinta-feira, 21 de junho de 2018

O Poder Soviético e a Situação da Mulher - Lenin


 Publicamos a seguir, o artigo do grande Lenin, O Poder Soviético e a Situação da Mulher. Lenin nos deu o grande ensinamento de que A Emancipação da mulher é Obra da Revolução Proletária.
Disponível também em:
<https://www.marxists.org/portugues/lenin/1919/11/06.htm> Acesso em: 21 de jun. 2018.
Primeira Edição: Publicado na Pravda, nº 249, de 6 de novembro de 1919. (Obras Completes, vol. XXIV, págs, 517-519.)
O Poder Soviético e a Situação da Mulher
  
V. I. Lênin
06 de Novembro de 1919
 O segundo aniversário do poder soviético nos impõe passar em revista tudo aquilo que foi realizado no decorrer desse período e refletir sobre a significação e os fins da revolução que realizamos.
A burguesia e seus defensores nos acusam de haver violado a democracia. Declaramos que a revolução soviética deu à democracia um impulso sem precedentes, tanto em amplitude como em profundidades; esse impulso ela o deu precisamente à democracia para as massas trabalhadoras exploradas pelo capitalismo, isto é, à democracia para a imensa maioria do povo, à democracia socialista (para os trabalhadores), que se deve distinguir da democracia burguesa (para os exploradores, os capitalistas, os ricos).

terça-feira, 19 de junho de 2018

Dia da heroicidade — Relembrando um encontro com os bravos combatentes



Publicamos a seguir, como homenagem aos combatentes das luminosas trincheiras de combate no Peru, o artigo da jornalista Rosana Bond publicado no Jornal A Nova Democracia em setembro de 2006. Disponível também em: <http://anovademocracia.com.br/no-31/428-dia-da-heroicidade-relembrando-um-encontro-com-os-bravos-combatentes> Acesso em: 19 de jun. 2018.

Dia da heroicidade — Relembrando um encontro com os bravos combatentes

Rosana Bond
A Nova Democracia - Ano V. nº 31, setembro de 2006

No dia 19 de junho de 1986, o governo peruano, comandado pelo então gerente Alan García, efetuou uma perversa operação de extermínio dos prisioneiros de guerra, pertencentes ao Partido Comunista do Peru.
Mobilizando exército, marinha, força aérea e polícia, o governo consumou um dos mais infames genocídios da história da América Latina. Passados 20 anos de total impunidade e com a reeleição de Garcia à presidência do Peru, é preciso relembrar essa data, marcada como o Dia da Heroicidade.

E o fazemos rememorando um encontro que tivemos com os bravos combatentes do PCP, um ano antes de seu assassinato, numa viagem feita ao tenebroso presídio da ilha do Frontón, no Pacífico.
Tal relato é um resumo do que publicamos no livro Peru: do império dos incas ao império da cocaína.

A Família e o Estado Socialista - Alexandra Kollontai


A Família e o Estado Socialista

Alexandra Kollontai

1. A Família e o trabalho assalariado da mulher.

Conservar-se-á a família no Estado comunista? Será esta a mesma e com a missão que tem hoje? Eis aqui uma questão que atormenta a mulher da classe operária, e do mesmo modo os seus companheiros, os homens. Nestes últimos tempos este problema ocupa particularmente os espíritos no mundo dos operários, e isto não deve surpreender-nos, já que a vida muda ante os nossos olhos, vêem-se desaparecer a pouco e pouco os antigos costumes; toda a existência da família proletária organiza-se de modo novo; de modo insólito e estranho, afirmam alguns. Todavia o que mais fez refletir a mulher nas presentes contingências é que o divórcio foi facilitado na Rússia dos Sovietes. Com efeito, em virtude do decreto dos comissários do povo de 18 de dezembro de 1917, o divórcio deixou de ser um luxo, apenas acessível aos ricos; para o futuro, a mulher operária não deverá solicitar durante meses, ou durante anos, um passaporte separado para reconquistar a sua independência e afastar-se de um marido bruto ou bêbado, que a enche de pancada. Para o futuro, o divórcio far-se-á no espaço de uma semana ou, no máximo, duas semanas. Mas precisamente esta facilidade de divórcio, tão abençoado pelas mulheres infelizes no matrimônio, é o que espanta as demais, especialmente as que estão habituadas a considerar o marido como seu único sustento na vida, e que não compreendem que a mulher deve acostumar-se a procurar e encontrar o seu sustento em outra parte, não na pessoa do homem, mas na coletividade, no Estado.

domingo, 17 de junho de 2018

A crise no país aumenta a violência sobre as mulheres: só a Revolução porá fim a esta violência

Artigo publicado no Jornal do MFP - março de 2018


Manifestação durante o 8º Congresso da LCP do Norte de Minas e Sul da Bahia, em Januária (out/2015)
Os índices de violência contra as mulheres no Brasil vêm aumentando ano após ano e ultrapassaram os 5 milhões de mulheres agredidas fisicamente no ano de 2017 (segundo estatísticas oficiais). Mas há investigações que estimam que em um ano o número de mulheres agredidas fisicamente possa chegar à cifra de 19 milhões. No ano de 2015 aconteceram 1 estupro a cada 11 minutos e estes foram somente os dados registrados. Estima-se que estes sejam apenas 10% do total dos casos que realmente acontecem. Ou seja, o Brasil pode ter a taxa de quase meio milhão de estupros de mulheres a cada ano. Além disso, nosso país ocupa a marca de 5° lugar entre os países com maior taxa de feminicídio.
Toda esta horrenda realidade é produto da sociedade dividida em classes baseada na exploração e opressão do ser humano, e é reproduzida por todos os meios pelo capitalismo de modo geral e particularmente pelo capitalismo burocrático vigente em nosso país, no qual impera um sistema de exploração e opressão semicolonial/semifeudal.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Notas para deslindar com o feminismo burguês e pequeno-burguês, opondo uma linha de classes na luta da mulher. Miguel Alonso



Pubilicamos a seguir tradução feita por nós do artigo Notas para deslindar com o feminismo burguês e pequeno-burguês, opondo uma linha de classes na luta da mulher de
Miguel Alonso, publicado no blog Dazibao Rojo no dia
15 de junho de 2018. Disponível em espanhol no endereço: <http://dazibaorojo08.blogspot.com/2018/06/apuntes-para-deslindar-con-el-feminismo.html> (acesso em 15-06-2018)

Notas para deslindar com o feminismo burguês e pequeno-burguês, opondo uma linha de classes na luta da mulher.


Miguel Alonso

Nem os mais acirrados inimigos do comunismo podem negar que o mesmo, sempre tem contemplado a igualdade das mulheres com os homens e a libertação de qualquer opressão como parte fundamental de seu programa e praxis revolucionária e que nas diversas revoluções triunfantes, A Comuna de Paris, A Revolução de Outubro, a Revolução na China e nos países da Indochina e em particular na Kampuchea Democrática, as mulheres tem jogado um papel fundamental.
O Mesmo podemos dizer das atuais guerras populares em marcha desde o Peru, nas Filipinas, da Turquia e no Kurdistão norte à da Índia em que milhões de mulheres camponesas, dalits, adivasis ou trabalhadoras e intelectuais enfrentam dia a dia a luta junto a seus camaradas homens contra o regime semifeudal e opressor que se baseia no fascismo azafrán e seu regime de castas.
São as verdadeiras heroínas de nosso tempo, muito distante do discurso falsamente radical das pequeno-burguesas do feminismo universitário ocidental e sua visão de “gênero, feminino”.
Feminismo burguês que ignora, a propósito, a luta de classes como motor da história, para substituí-la por uma luta “transversal” (eufemismo de interclassista) entre sexos, dentro da política burguesa de fracionar as lutas por reivindicações específicas de diversos coletivos oprimidos, como um meio para dar “soluções”cosméticas dentro do sistema capitalista sem questioná-lo radicalmente como fazemos as e os comunistas.
Não se trata de fazer crítica das justas lutas dos coletivos oprimido; mulheres, homossexuais, transexuais ou de raças discriminadas nas sociedades capitalistas, se trata de assinalar com clareza que toda esta opressão, que afeta majoritariamente às classes populares, só pode ser resolvida no marco de uma Revolução Socialista ou de Nova Democracia e nas mesmas, por meio de revoluções culturais, varrer os velhos hábitos da opressora sociedade capitalista.
Isto não é uma visão reducionista, como sem dúvida se apressarão a dizer algumas e alguns, se trata da chave de todas as múltiplas copntradições existentes nas sociedades do capitalismo desenvolvido ou das de capitalismo burocrático.
O Presidente Mao assinalou que não há que esquecer jamais a luta de classes e esta importante instrução do Pdte. Mao devemos não só recordá-la senão que temos a obrigação de levá-la a nossa prática como comunistas.
As sociedades patriarcais, unidas intrinsecamente pela superestrutura ideológica das religiões monoteístas, estão ligadas à aparição da propriedade privada e a sua transmissão hereditária pelo núcleo familiar. Sem golpear e aplastar, tanto no ideológico, como no material, estes mecanismos não se avançará verdadeiramente para por fim à exploração do ser humano pelo ser humano.
No entanto o feminismo burguês, em sua versão mais grosseira, achaca todo o mal aos homens, aos que culpabiliza de todos seus males falando de “lugares seguros” com a exclusão dos homens, planteando na prática um segregação por sexos, difundem o falso mito de “seres de luz e paz” inclusive clamam contra o “teto de cristal” para as mulheres da grande burguesia, obviamente ignorando que mulheres tão reacionárias como Margaret Thather, ou Christine Lagarde ou Hillary Clinton que desde seus postos, supostamente oprimidas pelo machismo, tem aumentado a exploração e sofrimento das massas populares, tanto de homens como de mulheres, em todo o mundo.
E que dizer das teorias da divisão por opções sexuais, que qualificam tanto homens como mulheres com etiquetas como “cis-genero” apresentando a heterossexualidade como outro monstro opressor; o hetero-patriarcado, que sustenta teorias anti-científicas e pós-modernistas, como o Queer.
Para os comunistas é simples liberalismo ou oportunismo não enfrentar estas e outras teorias para não criar polêmica com um lobby feminista, que conta com o respaldo da maioria da imprensa liberal burguesa e muito mais é unir-se, como vagão, destes movimentos feministas que, como já vimos no dia 8 de março passado, tem tratado de usurpara o caráter de classe do Dia Internacional da Mulher Trabalhadora por seu discurso transversal interclassista e de guerra de sexos.
No Estado espanhol compõe estas forças os velhos revisionistas de IU, Podemos ou o PSOE e seu porta-voz midiático el diário Público e a rede televisiva La Sexta.
A dirigente bolchevique Alexandra Kollontai, em 1907, em um documento sobre a questão da mulher (1) assinalava com clareza duas linhas existentes. Palavras que tem plena atualidade:
O mundo das mulheres está dividido, assim como é o mundo dos homens, em dois campos: os interesses e aspirações de um próximo a burguesia, enquanto o outro grupo tem ligações estreitas com o proletariado e sua proposta libertadora inclui uma solução completa para a questão da mulher. Assim, embora ambos os campos seguem o slogan geral da “libertação das mulheres”, seus objetivos e interesses são distintos. Cada uma das partes, inconscientemente partem de interesses e aspirações de sua própria classe, o que dá uma cor específica de classe aos objetivos e tarefas que estabelecem para si mesmas
Apesar da aparente radicalidade das demandas das feministas, não há que perder de vista o fato de que as feministas não podem, em razão de sua posição de classe, lutar pela transformação fundamental da sociedade, sem a qual a libertação da mulher não poderá ser completa.” (...)
Então, é realmente possível falar das feministas como as pioneiras no caminho em direção ao trabalho das mulheres, quando em cada país centenas de milhares de mulheres proletárias haviam inundado as fábricas e as oficinas, apoderando-se de um ramo da indústria atrás de outro, quando o movimento das mulheres burguesas nem sequer havia nascido? Somente graças ao reconhecimento do trabalho das mulheres trabalhadoras no mercado mundial as mulheres burguesas foram capazes de ocupar a posição independente na sociedade de que as feministas se orgulham tanto...
Para concluir com estas notas a seguir formulo alguns pontos básicos de uma linha classista proletária, anti-revisionista na questão da opressão das mulheres:
  • Deslindar com o feminismo burguês e suas falsas teorias, opondo uma forte crítica a seus princípios ideológicos baseando-se em documentos elaborados por conhecidas dirigentes proletárias como a camarada A. Ghandy ou a camarada Chiang Ching.
  • Potencializar a criação de um Movimento Internacional Classista Feminino e Popular com um programa próprio voltado para a revolução.
  • Programa baseado nas ricas experiências das revoluções proletárias para libertar a mulher do âmbito do trabalho doméstico ou cuidado dos filhos, potencializando creches para as mulheres proletárias e camponesas assim como a criação de restaurantes populares ou um novo modelo de urbanismo e construção habitacional em que as tarefas domésticas, limpeza ou alimentação se desenvolvam de forma coletiva ou profissional rompendo com o modelo do núcleo familiar burguês.
Este artigo pretende aportar alguns instrumentos para a luta ideológica contra a corrente principal do feminismo burguês e pequeno-burguês desde o marxismo-leninismo-maoismo para o movimento revolucionário, já que as mulheres sustentam a metade do céu e qualquer forma de opressão tem que ser varrida, pois o comunismo é, não o esquecemos, uma ideologia de libertação em todos os âmbitos.

Notas:
(    1) Alejandra Kollontai Extractos de Los fundamentos sociales de la cuestión femenina 1907


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