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12/06/2019

GREVE GERAL - COM CORTES DE VERBAS UNIR SÓ TEM RECURSOS PARA FUNCIONAR ATÉ JULHO

Reproduzimos nota do Moclate - Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação - recebido em nosso correio eletrônico



COM CORTES DE VERBAS UNIR SÓ TEM RECURSOS PARA FUNCIONAR ATÉ JULHO

Recurso liberado pelo MEC atende apenas 50% de orçamento de custeio da Universidade.


O anúncio da liberação de R$ 1 bilhão em crédito suplementar autorizados pelo Congresso Nacional para o Executivo utilizar na pasta do MEC, por meio de operações de crédito é insuficiente para manutenção das Universidades e Institutos Federais. O texto aprovado nesta terça-feira, 11 de junho, garante apenas quitar despesas discricionárias (como água, luz e manutenção). O corte de 7,4 bilhões da Pasta ainda está mantido.

Segundo Nota Informativa da Pró-Reitoria de Planejamento da UNIR a liberação de R$ 2.982.296,00 (dois milhões, novecentos e oitenta e dois mil, duzentos e noventa e seis reais) garantirá “despesas obrigatórias com contratos continuados (energia, água, vigilância, limpeza, telefonia)” o que representa “50% do orçamento de custeio, garantindo o funcionamento institucional até o final deste semestre”. Com férias em julho, o calendário do segundo semestre está comprometido e os acadêmicos correm o risco de ficar sem aula a partir de agosto e o semestre letivo não iniciar.

Em virtude dos cortes no orçamento da educação, acadêmicos, técnicos e estudantes da UNIR definiram cruzar os braços em uma greve de 24 horas na próxima sexta-feira. Segundo o Comando Unificado da UNIR, a greve do próximo dia 14 (sexta-feira) tem como pauta a defesa da educação pública, contra os cortes de verbas e contra a reforma da previdência. Uma programação extensa inclui um ATO UNIFICADO, convocada por sindicatos e o movimento estudantil (centros acadêmicos e grêmios), que ocorrerá às 08:00 da manhã na praça das 3 caixas d’água. Na parte da tarde a programação incluirá atividades de formação e debate na UNIR Centro e à partir das 17h ocorrerão atividades culturais. Segundo Carlos Henrique, estudante de pedagogia e integrante do Comando Unificado, “a proposta é um dia de protesto, formação e integração da comunidade universitária que visam chamar a atenção dos ataques que a educação vem sofrendo”. 

Para Estefani Morais, do Centro Acadêmico de Ciências Sociais, “é preciso se mobilizar e cobrar do governo federal mais investimentos na educação. Inúmeros centros acadêmicos já estão se mobilizando para parar a universidade”, afirma. Segundo o professor Marco Teixeira, professor do curso de história da UNIR, “é preciso que toda a sociedade se mobilize e se manifeste contra o governo, levando suas reivindicações em defesa da educação, da previdência pública e em defesa de outros direitos. Dia 14 estaremos nas ruas e é importante que cada cidadão e cidadã se mobilize”, conclui. Outras categorias como trabalhadores da educação da rede estadual e municipal, bancários e servidores públicos federais também aderiram à greve do dia 14.

Veja Nota Informativa da Pró-Reitoria de Planejamento da UNIR em http://www.unir.br/index.php?pag=noticias&id=26997

15/05/2019

MFP PARTICIPA DE SESSÃO DE CINEMA NA UNIR QUE DENUNCIOU OS CRIMES DO REGIME MILITAR




Proposto pelo Grupo de Estudos e Pesquisas. "História, Sociedade e Educação no Brasil" – HISTEDBR/UNIR em conjunto com a Executiva Rondoniense de Estudantes de Pedagogia – ExROPe, Centro Acadêmico de Ciências Sociais – CACS/UNIR e Frente Rondoniense em Defesa da Educação Pública, ocorreu na última sexta-feira, 05 de abril de 2019, às 17h, no Auditório da Biblioteca Central da UNIR – Campus José Ribeiro Filho, o CINE DEBATE com a temática sobre o Golpe Militar de 1964.
O Filme exibido foi do Documentário Histórico “O Dia que durou 21 anos” (BRA, 2012, Thriller/Documentário Histórico, 1h 17m). A dinâmica do CINE DEBATE, possibilitou analisar o contexto social e político do período histórico que culminou com o golpe militar de 1964 e o desenvolvido da repressão daquele regime político que perseguiu e criminalizou, sobretudo, os revolucionários brasileiros.
O evento reuniu cerca de 30 participantes, entre estudantes, professores e técnicos da Universidade Federal de Rondônia – UNIR, Universidade Federal do Amazonas – UFAM e ativistas de organizações de luta, como o Movimento Feminino Popular – MFP, ex-militantes e perseguidos políticos do regime militar. O Cinedebate também foi estendido para o sábado em virtude da mobilização dos povos indígenas que se encontravam hospedados no campus da Universidade Federal de Rondônia. O MFP organizou um mural em que se denunciou os crimes cometidos pelo regime militar e a foto de inúmeros heróis e heroínas do povo brasileiro, que tombaram na luta armada contra aquele regime exceção.




16/03/2019

SEMINÁRIO: Marxismo e Questão Feminina - UNIR Universidade Federal de RondôniaRO

 
No Último dia 14 de março, o MFP participou do Seminário Marxismo e Questão Feminina, organizado pelo Grupo de Estudos e Pesquisas  "História, Sociedade e Educação no Brasil" – HISTEDBR/UNIR em conjunto com a Executiva Rondoniense de Estudantes de Pedagogia – ExROEPe.
O Seminário teve a palestra da Professora Doutora Marilsa Miranda de Souza (PPGE/UNIR) seguida de debate acerca da relação entre a teoria Marxista e Questão Feminina. O evento, celebrou o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora (08 de Março), e se propôs, entre outras temáticas, a relacionar a origem e o histórico da opressão feminina, bem como problematizar as lutas atuais acerca da emancipação da mulher e das relações de exploração existentes na sociedade de classes. Na abertura do evento a expositora saudou a memória da dirigente fundadora do MFP, Sandra Lima, da militante do MEPR, Remis Carla, assassinada em 2017 e da vereadora Marielle Franco, em razão de nesse dia estar fazendo um ano de seu assassinato no Rio de Janeiro.
A exposição, além de elucidar a concepção marxista sobre a Questão Feminina, delimitou campo e apresentou diferenciações entre as correntes do feminismo burguês e pós-moderno.
O seminário contou com cerca de 170 participantes, a maioria, jovens estudantes universitários e secundaristas, que lotaram as dependências do Auditório da UNIR-Centro (prédio da reitoria da Universidade Federal), espaço que ficou pequeno para um público ávido por compreender a temática sobre a perspectiva Marxista. Também esteve presente a Pró-Reitora de Extensão Universitária, Prof.ª Marcele Regina Nogueira Pereira, que saudou os presentes conclamando a necessidade de discutir de forma mais ampla esta temática.
Diversas organizações estiveram presentes, entre elas o Movimento Feminino Popular – MFP, Movimento Estudantil Popular Revolucionário – MEPR, Centros Acadêmicos e Organizações de Mulheres. O Comitê do AND – realizou exposição de materiais de propaganda e edição atual de A Nova Democracia e ativistas da LCP realizaram panfletagem denunciando a invasão de terras indígenas. O MFP realizou uma intervenção contundente acerca da luta da mulher trabalhadora frente as medidas anti-povo e vende-pátria do gerenciamento bolsonarista, além da divulgação de seu boletim informativo sobre o 08 de março. Muitos estudantes expuseram seus questionamentos e dúvidas no debate ao mesmo tempo em que compartilharam seus anseios em torno da superação das relações de opressão vivenciadas em seu cotidiano. Ao final de sua exposição, a palestrante conclamou à todos os presentes à mobilizar-se na construção da Greve Geral de Resistência Nacional, defendendo a posição classista de mulheres e homens da classe trabalhadora, para barrar os ataques aos direitos do povo.



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