quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Viva os 125 anos do nascimento do Presidente Mao Tsetung

 
 Em 26 de dezembro de 2018 completaram-se 125 anos do nascimento do Presidente Mao Tsetung, grande dirigende da Revolução Chinesa e da Grande Revolução Cultural Proletária e mestre do proletariado internacional. Em homenagem a esse grande Titã do proletariado internacional reproduzimos o artigo do Núcleo de Estudos do Maxismo-Leninismo-Maoísmo - Brasil publicado pelo jornal A Nova Democracia, Ano XII, nº 124, 2ª quinzena de Janeiro de 2014.


O grande guia da Revolução Proletária Mundial


"Os imperialistas e todos reacionários são tigres de papel." 
"Ou a revolução conjura a guerra mundial ou a guerra mundial atiça a revolução."
Presidente Mao Tsetung 



Dos três maiores marcos da Revolução Proletária Mundial no século XX, afora a Revolução Bolchevique (1917), dirigida pelo grande Lenin, o Presidente Mao Tsetung dirigiu dois deles. Chefatura inconteste da revolução no país mais populoso do mundo e grande guia do mais alto patamar alcançado pela Revolução Proletária Mundial, a Grande Revolução Cultural Proletária (GRCP). O Presidente Mao, grande continuador de Marx e Lenin e grande chefe do proletariado internacional, aportou imarcescíveis contribuições à Revolução Proletária e ao tesouro do marxismo-leninismo, as quais constituíram-se numa nova etapa do desenvolvimento da ciência do comunismo.
Assim como Marx e Engels fundaram o marxismo em luta contra as correntes filosóficas idealistas e metafísicas, dialética-idealistas e o materialismo antigo, bem como as teorias e ideologias correspondentes a essas concepções das classes dominantes exploradoras e opressoras, Lenin o elevou a uma segunda etapa de desenvolvimento, em dura luta contra o revisionismo que buscava negar sua essência revolucionária. O leninismo constituiu-se, portanto, como segunda etapa deste desenvolvimento. Como afirmou Stalin, “o leninismo é o marxismo da época do imperialismo e da revolução proletária”. Coube ao Presidente Mao em sua tormentosa época, como chefatura da Revolução Chinesa, o desafio, papel e labor semelhante, confirmando os precedentes do surgimento com Marx e desenvolvimento com Lenin, de que a ciência do proletariado só pode desenvolver-se em luta inconciliável contra todas as tentativas de sua negação.

Aplicação criadora

Desde o triunfo da revolução na China (1949) após 22 anos de luta armada e a construção do socialismo com o “Grade salto à frente” e as “Comunas populares”, passando pelo

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Viva os 140 anos do nascimento do Camarada Stálin!

No dia 21 de dezembro celebramos o nascimento do grande camarada Stálin. Chefe do Partido Comunista (Bolchevique) da URSS e da construção do socialismo e dirigente do Exército Vermelho na heróica guerra em defesa da pátria socialista contra invasão das hordas nazifascistas. Ainda hoje todos os reacionários temem o camarada Stálin por ser uma representação do Poder do Proletariado e uma ameaça ao poder da burguesia. Em homenagem a este grande chefe do proletariado internacional publicamos a seguir o texto "As mulheres na época de Stálin" de Anna Louise Strong publicado no jornal A Nova Democracia em março de 2003. Também disponível em (https://anovademocracia.com.br/no-7/1217-as-mulheres-na-epoca-de-stalin).


Anna Louise Strong, jornalista e escritora estadunidense, durante muitos anos, viveu na União Soviética e na República Popular da China. Autora de inúmeros livros e reportagens sobre os países que visitou e residiu, tais como Rússia na guerra e na paz, A China luta pela liberdade, Rio Selvagem, Cartas da China, dentre outros, Strong se tornou uma das maiores entusiastas personalidades que divulgavam as grandes realizações e lutas dos povos que construíam o socialismo. De sua intensa atividade como repórter-correspondente, destaca-se a entrevista com o maior líder revolucionário que o mundo conheceu, o presidente Mao Tse-tung, realizada em 1946 — quando, desde Yenam, a lendária base de apoio situada ao noroeste da China dirigia o Exército Popular e as massas de seu país na luta contra a agressão militar japonesa.
O texto que AND publica a seguir, uma tradução de Cristiano Alves, descreve a luta pela emancipação das mulheres soviéticas e expressa as observações da autora, Anne Louise Strong, nos 20 anos de vivência nas terras livres da então revolucionária União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).


"Ó mulher, o mundo não esquecerá da sua luta pela liberdade!"
A mudança no status das mulheres constituiu-se numa das transformações sociais mais importantes ocorridas no interior da nova sociedade em toda a URSS. A revolução dera às mulheres uma igualdade jurídica, porque, principalmente, havia produzido grandes e decisivas conquistas políticas. A industrialização em bases revolucionárias dotou a economia do pagamento igualitário para igual trabalho.

Ainda assim, em cada aldeia, as mulheres tinham que lutar contra hábitos seculares. Notícias vindas de uma aldeia da Sibéria, por exemplo, onde — depois de implantadas as granjas coletivas, as mulheres passaram a ter uma renda independente —, as esposas se decidiram por uma greve dirigida contra as surras que levavam dos maridos e, no prazo de uma única semana, puseram fim à tradição consagrada ao longo dos séculos de divisão social do trabalho. "Os homens todos zombaram da primeira mulher que nós elegemos no soviete da nossa aldeia", me falou uma presidenta da aldeia, "mas na próxima eleição nós elegeremos seis mulheres e seremos nós quem riremos". Conheci vinte destas presidentas de aldeias, em 1928, em um trem na Sibéria, rumo ao Congresso das Mulheres em Moscou. Para a maioria delas, aquela tinha sido a primeira viagem de trem e apenas uma estivera fora da Sibéria alguma vez. Elas tinham sido convidadas para ir a Moscou com o intuito de "aconselhar o governo" sobre as exigências das mulheres; para tanto, seus municípios as haviam escolhido por votação para representá-los.

A mais difícil região onde as mulheres tiveram que se bater pela sua liberdade foi a Ásia Central. Ali, as mulheres eram tratadas como bens semoventes, vendidas em matrimônio. Mesmo assim, quando muito jovens, e nunca, depois disso, eram vistas em público sem o horroroso paranja* — um longo véu preto feito com crina de cavalo tecida, que cobria toda a face, dificultando a respiração e a visão das mulheres. A tradição conferia aos maridos o direito de matar as esposas caso retirassem o véu e os mulás, sacerdotes muçulmanos, justificavam tal prática através da religião. As russas trouxeram a primeira mensagem de liberdade: elas montaram clínicas de bem-estar para a criança e, através delas, as mulheres nativas retiraram o véu em suas presenças.

Ali, foram discutidas as liberdades a serem conquistadas pelas mulheres e os males advindos do uso do véu. O Partido Comunista pressionou seus filiados a permitir que suas esposas retirassem os véus se assim desejassem.

Quando visitei Tashkent pela primeira vez, em 1928, uma conferência de mulheres comunistas estava denunciando: "Nossas camaradas estão sendo violadas, torturadas e assassinadas. Por isso, ainda este ano, teremos que acabar com essa horrorosa obrigação do uso de véus; este deve ser um ano histórico."

Enquanto isso, incidentes chocantes deram razão a esta resolução. Houve o caso da garota de uma escola de Tashkent, que recebeu férias para que pudesse participar de agitações pelos direitos das mulheres na aldeia de sua casa. Como resposta, seu corpo desmembrado foi mandado de volta à escola em uma carroça, onde se lia: Isto é para a liberdade de suas mulheres.

Uma outra mulher havia recusado as atenções de um proprietário de terras e casara-se com um camponês comunista. Em conseqüência, um grupo de dezoito homens, incitados pelo proprietário, a violou no oitavo mês de gravidez e lançou seu corpo em um rio. Poemas foram escritos por mulheres para expressar sua valentia e o suplício a que fora submetida. Quando Zulfia Khan, uma lutadora da liberdade, foi queimada viva pelos mulás, as mulheres de sua aldeia escreveram um lamento: "Ó mulher, o mundo não esquecerá da sua luta pela liberdade! Sua chama não os deixou pensar que te consumiu. A chama na qual você queimou é uma tocha em nossas mãos."

A fortaleza da opressão ortodoxa era Santa Bokhara. Ali, um dramático desvelamento vinha se organizando. Foi difundida a notícia de que "algo espetacular" aconteceria no dia 8 de março, o Dia Internacional das Mulheres. Celebraram-se reuniões massivas de mulheres em muitas partes da cidade naquele dia, e as oradoras urgiram que todas as mulheres se "desvelassem de uma só vez". As mulheres marcharam, então, à plataforma, lançaram seus véus ante suas companheiras e realizaram uma manifestação pelas ruas. Tribunas foram erguidas, de onde os líderes do governo saudavam as mulheres. Outras companheiras mais, se uniram à parada, saindo diretamente de suas casas e abandonando seus véus ao passar nas tribunas. Aquele ato quebrou a tradição do véu em Santa Bokhara. Muitas mulheres, claro, vestiram seus véus novamente antes de encarar seus maridos enfurecidos. Mas o véu aparecia cada vez menos, desde então. Ao tomar conhecimento deste fato, o Poder Soviético usou várias armas para libertar as mulheres, como a educação, a propaganda e a lei em todas as partes. Grandes julgamentos públicos condenaram duramente os maridos que assassinaram suas esposas. Com a pressão das novas exigências, juízes confirmaram a pena de morte para os praticantes do que o velho costume não considerava como crime**.

A arma mais importante para livrar as mulheres era, como na própria Rússia, a industrialização. Visitei um novo moinho de seda em Velha Bokhara. O diretor desse empreendimento, era um homem pálido, exausto, trabalhando sem sono para construir uma nova indústria. Disse não esperar que o moinho fosse lucrativo por muito tempo. "Nós estamos treinando as aldeãs para ter um novo pessoal nos futuros moinhos de seda do Turcomenistão. Nosso moinho é a força conscientemente aplicada que quebrou o véu das mulheres; nós exigimos que as mulheres se desvelassem no moinho". Jovens trabalhadoras do setor têxtil escreveram canções para o novo significado da vida, quando trocaram o véu pelo lenço de cabeça russo, o kerchief. "Quando tomei a estrada da fábrica, eu lá encontrei um novo kerchief, um kerchief vermelho, um kerchief de seda, comprado com o trabalho das minhas próprias mãos! O rugido da fábrica está em mim. Me dá o ritmo, me dá a energia".

Alguém pode ler isto quase sem recordar, mas em contraste "A Canção da Camisa", de Thomas Hood, expressou como eram as fábricas inglesas de hoje: "Com dedos cansando e trabalhando/com as pálpebras pesadas e vermelhas, uma mulher sentou, vestida de trapos/manipulando a agulha e a linha. Pondo, ponto a ponto, em pobreza, fome e sujeira,/ e ainda, com uma voz de doloroso cansaço/ela cantou a canção da camisa". Na Inglaterra capitalista, a fábrica apareceu como uma arma de exploração para lucro. Na URSS, ela era não apenas um meio de riqueza coletiva, mas, também, uma ferramenta conscientemente usada para quebrar as algemas do passado.

*O paranja era muito semelhante à burca afegã.
**Desde então, passou a ser crime punível com a pena capital assassinar mulheres que retirassem o véu.

Heroísmo das mulheres revolucionárias no Vietnã

A luta do proletariado internacional é marcada por heoísmo de homens e mulheres. A seguir divulgamos trecho retirado do livro "Vietnã a Guerrilha Vista Por Dentro" de Wilfred G Burchett, retirado do site Unidade Vermelha - Liga da Juventude Revolucionária (http://unidadevermelha.com/index.php/111-historias-da-luta-proletaria-ii-heroismo-das-mulheres-revolucionarias-no-vietna). É um relato dos fatos mais marcantes na luta de libertação do Vietnã, que serve de inspiração para todos (as) aqueles (as) que lutam pela revolução no mundo.

 

Um incidente conhecido em todo o Vietnã – Norte e Sul – aconteceu na província de My Tho, em meados de 1960. Milhares de mulheres marcharam na capital da província para protestar contra uma operação de “varredura”, especialmente violenta, na qual meia dúzia de povoados tinham sido queimados. Quando chegaram ao chamado “cruzamento do pássaro” - por causa de um entrocamento rodoviário de cinco vias, em formato de um pé de pássaro -, os manifestantes se encontraram com um bloco sólido de soldados diemistas¹, com rifles em punho. Uma jovem grávida que carregava o primeiro cartaz levou um tiro e caiu morta com o grito: “compatriotas, avançar”. Uma segunda garota agarrou o cartaz e também foi morta por um tiro; e depois uma terceira – todas com menos de 20 anos. As mulheres que marchavam detiveram-se somente durante o tempo para recolher os corpos que foram levados para frente do cortejo. Uma quarta garota pegou o cartaz, e os soldados cederam, abismados com tal coragem e determinação e já pressionados pela marcha furiosa da multidão. O cortejo continuou até o escritório do governador da província, onde depuseram os corpos das três garotas mortas exigindo compensação pelos povoados queimados e para as famílias das três heroínas. Uma grande multidão de pessoas da cidade se concentrou em torno delas e as apoiaram; o governador cedeu às suas exigências.
O incidente no “cruzamento do pássaro” entrou para história da luta de libertação do Vietnã do Sul e, certamente, inspirou inúmeros outros exemplos de heroísmo de mulheres patriotas.
Notas:
¹ – Tropas oficiais de Jean-Baptiste Ngô Đình Diệm (Hué, 3 de janeiro de 1901 – Saigon, 2 de novembro de 1963) que foi o primeiro gerente de turno do Velho Estado do Vietnã do Sul após a independência e divisão do Vietnã, entre 1955 e 1963, quando foi deposto e executado.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Manifesto de Fundação do Popular Woman's Movement - Movimiento Femenino Popular - USA

Com otimismo revolucionário saudamos a fundação do Popular Woman's Movement - Movimiento Femenino Popular - USA e seu manifesto. A organização proletária de mulheres em todo o mundo, que combata energicamente o feminismo burguês e pequeno-burguês é uma necessidade peremptória para fazer avançar a Revolução Proletária Mundial. 

Publicamos a seguir tradução feita por nós do Manifesto de Fundação do Popular Woman's Movement - Movimiento Femenino Popular - USA retirado do site www.newepoch.media em  25 de novembro de 2018. Disponível em inglês no endereço <https://www.newepoch.media/single-post/2018/11/25/USA---Popular-Women%E2%80%99s-Movement-Movimiento-Femenino-Popular---founding-statement>




Manifesto de fundação – Popular Woman’s Movement-Movimiento Femenino Popular - USA

“Ninguém deveria se surpreender pelo fato de que nem todas as mulheres se unem em um único movimento feminista. O feminismo tem necessariamente cores diferentes, tendências diferentes. Podemos distinguir três tendências principais no feminismo, três cores substantivas: feminismo burguês, feminismo pequeno-burguês e feminismo proletário. Cada um desses feminismos fez suas demandas de uma maneira diferente. As mulheres burguesas são uma solidariedade feminista com o interesse da classe conservadora. A mulher proletária consubstancia seu feminismo com fé nas massas revolucionárias para criar uma sociedade futura. ”- José Carlos Mariátegui
Um movimento popular para as mulheres é absolutamente essencial para a libertação da classe operária e para a construção de uma sociedade nova e igualitária. Esmagar o velho mundo não pode ser feito quando a opressão e a subjugação das mulheres ainda estão intactas.
A classe operária enfrenta uma multidão de indignidades, opressão e dificuldades no interesse da classe dominante, que tira proveito do nosso trabalho. As mulheres trabalhadoras enfrentam indignidades, opressão e dificuldades adicionais, pois somos comumente vistas como o sexo inferior, o objeto do desejo dos homens e uma ferramenta de reprodução no lar. Social e economicamente a misoginia ainda reina suprema como padrão. Ao longo da história da luta das mulheres pela igualdade e dignidade, a classe dominante tomou a nossa luta, distorceu-a e vendeu a nossa própria opressão de volta para nós. A luta por reformas menores ou mesmo o abraço de tendências misóginas em nossa sociedade teve muita divulgação e a luta pela verdadeira libertação e poder foi silenciada e deixada de lado. O PWM-MFP é um movimento para a libertação das mulheres trabalhadoras dentro do movimento revolucionário mais amplo por estabelecer o poder da classe operária. Nosso objetivo é claro: Revolução! Procuramos não apenas ser apoios da revolução, mas líderes dentro dela. Teremos todo o nosso potencial realizado como lutadoras para a nossa classe.

Vídeo em Homenagem ao companheiro José Pimenta


Reproduzimos vídeo produzido pelo CEBRASPO - Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos em homenagem ao grande companheiro José Sales Pimenta, destacado defensor dos direitos do povo e um dos fundadores e presidente do CEBRASPO, falecido no dia 19 de outubro de 2018.



COMPANHEIRO JOSÉ PIMENTA, PRESENTE NA LUTA!.

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