28/07/2020

ÍNDIA: COMITÊ INTERNACIONAL DE APOIO A GUERRA POPULAR NA ÍNDIA FAZ CHAMADO DE SOLIDARIEDADE AOS PRESOS POLÍTICOS

O MFP - Movimento Feminino Popular se incorpora à campanha de apoio a Guerra Popular na Índia e pela liberdade de todos os presos políticos. Leia a seguir o Chamamento do Comitê Internacional de Apoio  à Guerra Popular publicado em português no sítio do CEBRASPO - Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos.




ÍNDIA: COMITÊ INTERNACIONAL DE APOIO A GUERRA POPULAR NA ÍNDIA FAZ CHAMADO DE SOLIDARIEDADE AOS PRESOS POLÍTICOS

Compartilhamos com nossos apoiadores importante chamamento do Comitê Internacional de Apoio à Guerra Popular na Índia de ações de solidariedade com a dramática situação naquele país que, em plena pandemia, tem um governo de turno fascista que tem tornado a situação das massas exploradas ainda mais insuportável. O chamando para as ações é para o dia 28 de julho, dia em que se desenvolve vasta ação dos maoístas e dos combatentes da guerra popular durante a semana dos mártires da revolução.

O CEBRASPO faz um apelo a todos e todas as personalidade e organizações progressistas, democráticas e revolucionárias a atenderem juntamente conosco o chamado para a luta pela liberdade de todos os presos políticos revolucionários e democráticos indianos, em especial de Varavara Rao e do Prof. Saibaba, devido a condições de saúde debilitadas dos mesmos

Segue abaixo, em sua íntegra, o documento traduzido para o português:


Cartaz da campanha: "Libertem todos os presos políticos; Considerando suas condições de saúde deteriorantes: Varavara Rao e G. N. Saibaba deveriam ser libertados sob fiança imediatamente! Organizações por direitos: CLC, HRF, CLMC, PUCL, OPDR"

"A pandemia está se expandindo na Índia. No ranking, é o terceiro país do mundo depois dos EUA e do Brasil. Nas últimas horas, ocorreram 30 mil infecções, o total de casos é de 1 milhão e as mortes são de 24 mil. Os estados mais afetados são Maharashtra e Tamil Nadu, seguidos por Karnataka. O novo lockdown (bloqueio) decidido pelo regime fascista afeta 12 estados, incluindo Bihar. Estes são os estados mais pobres. Ao mesmo tempo, Bangalore também é atingida, que é o centro de tecnologia mais desenvolvido na Índia, onde estão localizados os escritórios da Microsoft, Apple e Amazon. Mais de 3 milhões de trabalhadores perderam o emprego e estão chegando às suas aldeias.

O sistema de saúde na Índia mostra todo o seu atraso para uma massa tão grande de população e a ausência de qualquer serviço de saúde real.

O Partido Comunista da Índia (Maoista) luta desde abril para defender as condições das massas. O porta-voz do Comitê Central chamou o coronavírus de "arma biológica" que tem suas raízes nas políticas imperialistas. Ele solicitou que pelo menos 10% do produto interno bruto fosse destinado à nutrição e saúde das massas; ele denunciou como o governo Modi não hesitou em continuar a exportação pró-imperialista de medicamentos químicos para os Estados Unidos, apesar das dramáticas necessidades das massas indianas.

É nesse contexto que um drama dentro do drama é composto por presos políticos que, além de serem vítimas da repressão fascista do governo, arriscam suas vidas e saúde nas prisões do regime.

O PCI (Maoísta) pediu a libertação imediata de Varavara Rao, um artista intelectual revolucionário, conhecido e apreciado pelas massas indianas, assim como do Prof. Saibaba, uma figura proeminente da oposição democrática revolucionária ao regime Modi e ao sistema indiano de subserviência ao imperialismo.

A luta contra a repressão e libertação desses presos políticos faz parte da resistência das grandes massas populares em luta e, ao mesmo tempo, faz parte da denúncia do governo que usa a força policial, usando o bloqueio, contra as massas. e que nada faz pela segurança dos médicos, profissionais de saúde.

Por esse motivo, hoje é necessário mais do que nunca desenvolver a denúncia do governo Modi, intensificar a solidariedade com as massas indianas em luta e armas, ampliar a demanda pela libertação imediata de Varavara Rao e Saibaba em todos os países.

O Comitê Internacional de Apoio à Guerra Popular na Índia sempre esteve envolvido nessa batalha e hoje pede urgentemente uma nova fase de mobilização. Através da repressão desses dois intelectuais, atingiram um número impressionante de militantes, professores, estudantes e artistas, membros de organizações democráticas; O terrorismo de Estado é praticado contra a liberdade de imprensa, de opinião em um país onde o regime aprova leis racistas e discriminatórias, como as últimas sobre cidadania que afetam milhões de muçulmanos.

O desenvolvimento da pandemia também transforma prisões em armadilhas mortais.

Portanto, o Comitê pede um novo dia internacional de informação, ação e solidariedade para 28 de julho, dia em que se desenvolve a vasta ação dos maoístas e dos combatentes da guerra popular durante a semana dos mártires da revolução.

O Comitê divulgou, ainda neste dia, os numerosos documentos que circulam na Índia e no mundo todo em apoio a essa batalha.

Mais de 130 intelectuais renomados assinaram um apelo alegando que a deterioração das condições de saúde do Prof. Saibaba e Varavara Rao e o surto de Covid nas prisões ameaçam suas vidas e exigem sua libertação imediata sob fiança. Documentos da mesma natureza são assinados em Bangladesh e por grupos de deputados no mesmo parlamento indiano.

À luz disso, o Comitê apela a alguns objetivos imediatos:

espalhar esses documentos por todos os meios na internet;

organizar um envio em massa pelo correio no dia 28 de julho à imprensa internacional, às embaixadas indianas, aos ministros das Relações Exteriores e da Justiça do maior número de governos, ao Parlamento Europeu, ao Tribunal Internacional de Justiça;

organizar reuniões, protestos e todo tipo de ações que, juntamente com mensagens de solidariedade, permitam ampliar a frente de mobilização; em particular, para esta última tarefa, apelamos a todas as organizações políticas e sociais que lidam com prisão, repressão, solidariedade internacional e internacionalista.

São iniciativas já em andamento em alguns países nos últimos meses. O que se pede no dia internacional é a concentração, socialização que pode desenvolver uma campanha prolongada com o objetivo de obter resultados concretos ao longo desses meses, caracterizados pela pandemia."

USA: DEFENDER OS TRÊS PERSEGUIDOS DE AUSTIN, TEXAS - CEBRASPO

Recebemos em nosso correio eletrônico e republicamos a notícia de ato do CEBRASPO - Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos, realizado no dia 16/07/2020.


Atendendo o chamado da Campanha internacional pela defesa dos 3 perseguidos políticos de Austin, no Texas (USA) o CEBRASPO realizou no dia 16 de julho um ato-panfletagem. Contando com a participação de cerca de 30 ativistas do movimento popular (movimentos estudantis, da educação, de mulheres, etc), foram distribuídos 500 panfletos, que denunciavam a perseguição e prisão política dos 3 ativistas de Austin. Os ativistas e os membros do CEBRASPO realizaram importantes falas de denúncias e exposição da situação política explosiva dos USA nos últimos meses, desencadeados pelo covarde assassinato de George Floyd nas mãos da polícia de Minneapolis, Minnesota. 


Após a panfletagem, o CEBRASPO também realizou uma exposição e um debate sobre a situação política dos USA em sua sede no Rio de Janeiro, contando com a participação dos ativistas que estavam na panfletagem.

Informações os sobre a campanha em todo o Brasil podem ser lidas na reportagem especial do jornal A Nova Democracia: Brasil: Ações em defesa dos três perseguidos de Austin (atualização: 22/07)


CEBRASPO
Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos
www.cebraspo.blogspot.com.br

22/07/2020

USA: Defender os três perseguidos de Austin!

O MFP - Movimento Feminino Popular se incorpora à campanha em defesa dos três perseguidos de Austin! Nesse intuito divulgaremos as ações em defesa desses lutadores do povo que lutam contra a besta fera do imperialismo com a certeza do que nos ensinou o presidente Mao Tsetung: O Imperialismo é um tigre de papel! Rebelar-se é justo!
Companheiras do MFP em Belo Horizonte na campanha de defesa dos três perseguidos de Austin.

MFP na campanha em defesa dos três perseguidos de Austin: BH/MG.

MFP na campanha em defesa dos três perseguidos de Austin: BH/MG.
 
Companheiras do MFP participam de agitação no centro de Belo Horizonte/MG em defesa dos três perseguidos de Austin. Dia 16/07


USA: Defender os três perseguidos de Austin!



A seguir reproduzimos editorial do jornal revolucionário estadunidense The Tribune of the People, tratando sobre a mais recente perseguição do Estado imperialista contra os jovens militantes do movimento popular do país. (Retirado de A Nova Democracia)




A Força-Tarefa Conjunta entre o Departamento de Polícia de Austin e o FBI começou a selecionar, rastrear e prender manifestantes que se acredita estarem associados a um protesto contra a corporação Target. Até agora, três pessoas foram presas e acusadas de crimes violentos fabricados como “participação em um tumulto” e “roubo de um prédio”.
A primeira prisão criminosa foi taticamente realizada contra uma jovem mãe negra, que recebeu as duas acusações acima mencionadas. Ela apenas transmitiu ao vivo o protesto sem entrar no prédio ou realizar qualquer ato físico que pudesse ser considerado tumulto. Ela foi alvo do Estado que imediatamente começou a rotulá-la de “Antifa” na tentativa de criminalizar suas reportagens e o movimento por vidas negras. Ela não tem condenações anteriores e está sendo perseguida porque o Estado teme as vozes das mulheres negras que defendem o povo e acreditam que a revolução é necessária.
O protesto da Target que levou as autoridades a perseguir os manifestantes.
Mais dois manifestantes foram presos pelo Estado e acusados quase de forma idêntica. Em nenhum caso o Estado sequer tentou articular um ato criminoso real, apenas que eles acreditavam estar no protesto e eram “membros conhecidos da Antifa”. Isso não é crime, e nenhum dos outros tem registro de sequer ter sido condenado por um crime associado ao amplo e nebuloso movimento “Antifa”.
As agências estatais tentam, com ataques generalizados, rotular qualquer pessoa que se oponha ideologicamente ao fascismo ou racismo como membro da “Antifa” porque sonha em tornar ilegal a dissidência. Embora nenhum dos Três negue ser contra o fascismo (quem o faria!), eles não se identificam com grupos organizados que possuem o nome “Antifa” e não têm envolvimento com esses grupos. Este rótulo foi uma invenção da polícia aplicada a ativistas da comunidade e jornalistas independentes para difamá-los na imprensa e aumentar os vínculos e agravantes em curto prazo. A longo prazo, seu objetivo é corromper potenciais corpos de jurados, de forma que as acusações fraudulentas não se sustentem em nada além da base de medos e inseguranças da direita.
O caso dos Três Perseguidos se tornou notícia local e nacional, tendo sido relatado no New York Times. Os Três são os únicos casos nos EUA em que declarações policiais afirmam, sem nenhuma base de fato, que houve “membros da Antifa” presos, tornando-se uma ponta de lança na representação da fantasia de Donald Trump dos provocadores de “Antifa”. Esse fato torna o apoio e a conscientização em torno deste caso primordial. Se o Estado for capaz de deter aqueles que cobrem protestos e os que participam deles como “arruaceiros e bandidos da Antifa”, certamente generalizarão essa tática. Qualquer pessoa que proteste, qualquer pessoa que registre um protesto pode ser vista como “extremista” ou “terrorista”, para usar as palavras do Estado, e qualquer pessoa que não seja lambe-botas de fascistas pode ser considerada criminosa e rotulada como “Antifa”.
O protesto em que os Três teriam participado não foi uma “ação antifascista”. Foi um protesto para exigir que a corporação varejista Target parasse de financiar a vigilância policial anti-negra em Minneapolis e nos EUA. Não havia símbolos visíveis nem palavras-de-ordem associados ao movimento antifascista.
O NEOMACARTISMO: O NOVO TERROR VERMELHO COMO TENTATIVA DE DETER O ATIVISMO ANTI-POLÍCIA E ANTI-RACISTA
“Antifa” é um termo guarda-chuva que é derivação vulgar da Ação Antifascista, uma organização anterior ao ascenso do fascismo na Alemanha, proibida por Adolf Hitler em 1933. Os discursos do ultrarreacionário Presidente Donald Trump de proibir o contemporâneo “Antifa” ainda fede a hitlerismo. Desde do fim da organização Ação Antifascista original, o nome tem sido usado por diversos grupos, movimentos, organizações e indivíduos, principalmente da vertente anarquista, que não mantêm uma coesão ideológica ou estrutura organizativa. Não é usado para descrever a organização original dirigida e apoiada pelo Partido Comunista da Alemanha. O termo é mais comumente usado para descrever qualquer um em oposição ao fascismo, que usam uma variedade de métodos e táticas. O atual nome não possui nenhuma associação com o uso original, mas as razões fundamentais para querer proibir ele são as mesmas de Hitler.
Ação Antifascista, liderada pelo Partido Comunista da Alemanha, 1932
Em tempos de crise econômica e maior revolta, o Estado se torna desesperado por um bode expiatório para a raiva do povo contra o que eles chamam de “grupos marginais”. Durante a Primeira Guerra Mundial eles usaram os Palmer Raids, e seguindo isso as audiências McCarthy na sede do Comitê sobre Atividades Antiamericanas e os Julgamentos do Terror Vermelho. Nos anos 60, as autoridades usaram a Contra Inteligência e a COINTELPRO para dividir os movimentos populares, com foco claro de destruir organizações de negros e de apoio ao povo.
Armadilha para os Vermelhos (Red Baiting), rotular ativistas como anarquistas ou comunistas para descreditar suas visões políticas contestatórias, não são nada de novo. É parte do legado imperialista dos EUA de opressão e engenharia social. Tudo o acima serve a preservar a velha ordem, racista e desigual. O Estado tenta convencer a todos de que é somente um pequeno grupo de pessoas que estão entediadas, e mesmo a mídia corporativa está tendo dificuldades em manter este artifício, com muitos jornalistas expondo o fato de que é uma farsa, e que os levantes de massa não são um “complô Antifa” para semear a discórdia, mas uma insatisfação genuína devido há mais de 400 anos de história de sangrenta opressão racista. Simpatizar com o comunismo, com o anarquismo, ou identificar com o rótulo “Antifa”, não é em si um crime, os tribunais e a polícia usam estas visões e afiliações para aumentar a quantidade de vínculos e penalidades para aqueles em julgamento, e ao mesmo tempo impedir que eles recebam um julgamento justo. E mesmo que não insistam em rotular como Antifa, anarquista, comunista os que não tenham nenhuma evidência em ter estes princípios, basta um policial dizer que sabe que alguém é tal coisa, e isto ser incontestável para os tribunais e a mídia. Torna-se essencial juntar em defesa destes que são assim rotulados, ao mesmo tempo, declarar em voz alta que fazer revolução não é crime. Quando o Estado torna um pensamento ilegal, ninguém que se opõem a injustiça está a salvo.
Enquanto o Estado foi muito longe em rotular os ativistas populares como radicais perigosos, nada faz para impedir o movimento de verdadeiros fascistas que hoje usam terrorismo violento contra ativistas e outras pessoas oprimidas. Os movimentos de direita e fascistas mantêm ligações próximas com a polícia e possuem vínculos estreitos. Esse não é o caso para os ativistas populares na esquerda: um lado busca preservar o sistema desigual, em decomposição e atrasado, enquanto que outros buscam transformá-lo. Está é a linha divisória entre esquerda e direita.
A PROMOTORA DISTRITAL MARGARET MOORE, CÚMPLICE DE TRUMP
Margaret Moore, procuradora do distrito de Travis County
Moore, a Procuradora Distrital para Travis Country e do Partido Democrata, se mobilizou imediatamente para apresentar acusações sobre os Três, enquanto demonstrava absoluta lentidão para chamar um Grande Júri contra os oficiais da APD Christopher Taylor e Mitchell Pieper que assassinaram o homem preto-latino desarmado Mike Ramos. Antes disso, ela não fez absolutamente nenhum esforço para requisitar a sequência das câmaras individuais dos oficiais da APD da cena do assassinato do Preto desarmado Javier Ambler, que foi brutalmente assassinado na frente das câmeras de televisão em sua jurisdição. Tanto tempo se passou disso que os cúmplices já destruíram a sequência. Moore foi somente forçada a começar a agir contra a polícia, mesmo que um pouco, devido às rebeliões de massas que abalaram a cidade de Austin, no final de maio, e as sucessivas grandes mobilizações que se seguiram.
Onde estava a urgência quando se deveria dar justiça ao povo Preto contra a polícia? O racismo do sistema está totalmente visível quando Moore não perdeu tempo em apoiar a polícia e o FBI em se mobilizar rapidamente na prisão da mãe Preta, que não fez nada mais do que filmar, assim como com os outros dois ativistas comunitários que o Estado busca crucificar.
Do acordo com um dos advogados dos acusados, as acusações são “uma tentativa transparente, incendiária de distrair dos problemas que molestam nossa sociedade – racismo sistêmico e assassinato patrocinado pelo Estado”. Ele falou a Houston Chronicle, “toda hora estas acusações se repetem, elas dão credibilidade à perigosa alegação de que qualquer um comprometido com um mundo onde as pessoas tenham mais valor que a propriedade é um terrorista.” Os objetivos dos reacionários é claro: criminalizar o movimento de massas, neutralizar as vozes de fortes mulheres Pretas, e qualquer um que se levante contra o racismo. Isso deve ser energicamente combatido por todos que acreditam que um mundo melhor é possível.

O QUE VOCÊ PODE FAZER

Todos os companheiros na luta, não importa suas visões ou discordâncias devem vir ao socorro e apoio dos Três Perseguidos em Austin, Texas. Sempre há algo que qualquer um pode fazer para ajudar. Organizar ações de solidariedade, apresentar o slogan “Defender os Três Perseguidos de Austin”, realizar protestos de solidariedade do lado fora dos escritórios da Procuradoria Distrital. Comparecer a todas as datas do julgamento e quaisquer eventos em apoio aos Três Perseguidos. Apoiar e atuar como voluntários nos grupos legais de auxílio, organizações de ajuda mútua, e médicos de campo. Apoiar a Comissão Nacional de Advogados e outros que estão se levantando para ajudar a parar a caça às bruxas.
Todos os que não puderem comparecer aos protestos ou tomar ação direta pode ainda fazer sua parte, difundir amplamente em todas as mídias sociais e plataformas online, falar em defesa dos Três, compartilhar este artigo e outros. Doar para os fundos de defesa dos detidos, e especialmente ao apoio legal dos Três. Compartilhe amplamente estes links de doação. Demande que todas as acusações sejam anuladas contra os Três e os outros cerca de 10.000 dentre os ativistas e manifestantes dos movimentos de massas. Quando o Estado prende qualquer um por se levantar pelas vidas Pretas, eles estão tentando esmagar a luta e continuar seus negócios racistas, opressores como de costume. Documentem e informem sobre ameaças fascistas e racistas contra manifestantes e especificamente contra os Três, enviem os registros para o e-mail tribuneofthepeople@protonmail.com que compartilharemos para apoiadores legais.
Mais importante, defender e sustentar o movimento pelas vidas Pretas, inclusive todos aqueles manifestantes que assumem grandes riscos ao se pronunciarem contra o Estado reacionário. Fique atualizado sobre os eventos atuais e as tentativas do Estado de dividir e terminar com a luta das massas. Desafiar todas as tentativas oficiais e civis de Armadilha para os Vermelhos (Red Baiting) ou a incauta rotulação de indivíduos ou grupos. Deixar claro que é a polícia e o sistema que são responsáveis e detêm toda a culpa e não aqueles que se levantaram em lutas por um mundo melhor. Ao lado com o povo! Apoiadores e advogados asseguraram a soltura dos Três mas eles necessitam de nosso apoio na longa batalha legal que virá.
POVOS DE TODO O MUNDO, DEFENDAM OS TRÊS PERSEGUIDOS DE AUSTIN!
NÃO PERMITAM OPINIÕES POLÍTICAS SEJAM BASE PARA ENQUADRAR ATIVISTAS!
OS TRÊS PERSEGUIDOS SÃO INOCENTES DE TODAS AS ACUSAÇÕES!
FAZER REVOLUÇÃO NÃO É CRIME!
REBELAR-SE É JUSTO!
O “Tribune” incentiva nossos leitores a apoiar os fundos legais para esses ativistas e quaisquer outros manifestantes que o Estado visará no seguinte link: https://gogetfunding.com/help-austin-georgefloyd-protesters-facing-state-repression/

Situação política: compilação dos editoriais de A Nova Democracia


Publicamos a seguir uma compilação dos editoriais de A Nova Democracia publicados durante o aprofundamento da crise no país durante a Pandemia. São importantíssimas análises para estudo de nossas companheiras e todos que estiverem interessados em uma análise científica da realidade de nosso país.





Século XXI e medievo
Redação de AND
A falência histórica e política do sistema imperialista
A atual pandemia mundial revelou em poucos dias toda a falência histórica e a abominável existência política do capitalismo em sua fase monopolista, parasitária, em decomposição e agônica. Deixou patente o quanto os governos imperialistas e seus lacaios mundo afora desprezam a Humanidade e com quão crueldade tratam as massas populares. Como países desenvolvidos deixaram cair, como nunca em sua história e de forma patética, a máscara notoriamente exibida com jactância de melhor dos mundos, mas que nunca se prepararam para enfrentar calamidades de grandes magnitudes e totalmente prováveis, porque não é o que lhes interessa e convêm. Do que se incubem é, sim, da extração do lucro máximo, em todas as situações e por todos os meios, principalmente o de sugar os trabalhadores até a última gota de sangue e lançar guerras de rapina sobre as nações oprimidas, promovendo o extermínio de centenas de milhares a milhões de vidas, sob o descarado pretexto de defesa da sua velha e corrupta democracia.
É um sinistro reviver de épocas quase remotas da história da Humanidade, como meados do século XIV, quando ocorrera a “peste negra” (peste bubônica) que varreu a Europa e Ásia, matando 200 milhões de pessoas; ou mesmo o reviver de 102 anos atrás, quando da “gripe espanhola”, com morte de dezenas de milhões. Porém é revoltante que, em pleno século XXI, com as conquistas da ciência e tecnologia, ter tantas vidas humanas ceifadas impiedosamente pela incapacidade desse sistema de exploração caduco em socorrê-las. Incapacidade cabal por natureza de classe exploradora que se choca em tudo com os interesses da Humanidade e mesmo a vida. Foi uma desgraça terrível a “peste negra” e suas consequências, porém é compreensível dado o grau de atraso histórico da época. Mas o medievo em pleno século XXI é um crime de lesa-humanidade inaceitável!

17/03/2020

Celebração vermelha marca o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora no Rio de Janeiro


RJ: Celebração vermelha marca o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora


Foto: Jornal A Nova Democracia

Uma grande e vermelha cerimônia foi realizada pelo Movimento Feminino Popular (MFP) no Rio de Janeiro em celebração ao Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, no dia 9 de março.
Reunindo mais de 60 pessoas, dentre donas de casa, trabalhadoras domésticas, estudantes, professoras, pesquisadoras, trabalhadoras assalariadas, funcionárias públicas e profissionais liberais, o MFP destacou o caráter classista da data, sob a consigna A emancipação feminina é obra da revolução proletária!
Entoando canções revolucionárias como A Internacional e Lutadoras da Revolução (Hino do Movimento Feminino Popular), as mulheres puseram-se ombro a ombro com seus companheiros nesta importante data memorável do proletariado internacional.
Em um auditório ornamentado, onde destacavam-se as efígies dos cinco grandes mestres do proletariado internacional (Marx e Engels, os fundadores, ademais de Lenin, Stalin e o Presidente Mao Tsetung), figurava em destaque também um retrato do Presidente Gonzalo, chefe da Revolução Peruana, e da camarada Norah, importante dirigente do Partido Comunista do Peru.
A imagem da fundadora do MFP, Sandra Lima, e do companheiro José Pimenta (fundador do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos - Cebraspo) também tiveram posição destacada.
Ao lado, foram afixadas em um mural fotos das heroínas do povo junto de um breve histórico de suas trajetórias de luta.
A atividade contou também com a participação ativa de outros movimentos classistas e revolucionários, como o Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação (Moclate), Unidade Vermelha - Liga da Juventude Revolucionária (UV-LJR), Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR), Movimento Classista em Defesa da Saúde do Povo (Moclaspo).
As mulheres homenagearam a fundadora do MFP, Sandra Lima, relatando sua trajetória de vida dedicada à luta do povo e pela Revolução no Brasil, além de apresentarem um jogral com performance teatral de As Milicianas, poema escrito por Mao Tsetung, chefe da Revolução Chinesa.
Em seguida a música popular Sangue Latino, uma das canções favoritas da companheira Sandra Lima foi apresentada em homenagem à revolucionária fundadora do MFP.
A mesa da celebração foi composta por duas militantes do MFP que abordaram questões chaves para a compreensão da situação feminina e sua verdadeira emancipação.
Dados sobre a violência reacionária que é despejada sobre as mulheres do povo foram apresentados, evidenciando como as medidas de repressão e “políticas públicas” nesta sociedade não puderam e não poderão resolver o problema que a mulher vivencia dia a dia.
Mostrando o desenvolvimento da sociedade apresentado por Engels, no livro A Origem da família, propriedade privada e do Estado, o MFP expôs muito claramente a raiz do problema feminino como sendo uma questão de classe, fruto do surgimento da propriedade privada e não resultado da divisão do trabalho. E, como tal, sua solução perpassa pelo fim do sistema de exploração do homem pelo homem, que nesta velha sociedade submete as mulheres à exploração pelo patrão, no trabalho, e em casa, pelo marido. Exploração esta que, por sua vez é ramificada nas demais formas de subjugar a mulher que, de forma reacionária, é pintada como tendo uma “natureza especial”, como sendo apenas uma reprodutora ou objeto de prazer, e assim podendo ser tomada como posse, propriedade.
Desta forma, o MFP sustenta que o fim dessa sociedade de exploração e a construção de uma sociedade sem classes é o único caminho possível para a completa e verdadeira emancipação da mulher.
No momento das intervenções, as mulheres presentes no evento revezaram-se nas falas, deixando claro o compromisso e a intrepidez das jovens e mulheres das classes revolucionárias que tomam a firme posição por escolher o caminho da luta e não o do reformismo nem da conciliação. Deixaram marcado também sua disposição de lutar todos os dias de suas vidas pela Revolução que, segundo o MFP é o único caminho capaz de derrubar a quarta montanha de opressão.
As mulheres revolucionárias do MFP compreendem que além das três montanhas que subjugam o povo: o imperialismo, a semifeudalidade e o capitalismo burocrático, as mulheres têm uma quarta montanha, a opressão sexual.
As intervenções também lembraram a companheira Remis Carla, militante do MFP, covardemente assassinada por seu ex-namorado e que lutou até o último dia de sua vida pela emancipação feminina e da classe operária.
Com espírito altivo, orgulhosas de sua condição de lutadoras, as mulheres participaram da atividade cultural, que consistiu na apresentação de bem elaboradas esquetes teatrais que ilustravam a participação combativa da mulher na luta estudantil, camponesa e operária.
Uma companheira recitou o poema Como Parte da Massa, de autoria do Presidente Gonzalo, seguida por outra militante, que entoou a canção Mulher, de Victor Campos Bullón, revolucionário peruano que morreu nas Luminosas Trincheiras de Combate, em Luncanamarco.
Para finalizar as apresentações culturais, um grupo de música popular apresentou lindas canções que narraram a dura, porém heroica vida do povo. As canções foram recebidas com entusiasmo pela plenária que bradou: Resistir, lutar com a cultura popular!
O entusiasmo e altivez prevaleceram ao longo de toda a celebração. Palavras de ordem como: Despertar a fúria revolucionária da Mulher!, Pra mulher se libertar de toda a opressão só com a luta proletária e a revolução!, Viva o 8 de março!, dentre outras, foram exclamadas pelo plenário.
A celebração foi encerrada com uma animada confraternização e o convite para panfletagens que serão realizadas pelo MFP em várias regiões cidade.

 DESPERTAR A FÚRIA REVOLUCIONÁRIA DA MULHER!

Mulheres guaranis: Governo é exterminador e capitalismo 'não interessa ao nosso povo'

Republicamos matéria do jornal A Nova Democracia e saudamos a luta das Mulheres Guaranis. Disponível em: <https://anovademocracia.com.br/noticias/13074-mulheres-guaranis-governo-e-exterminador-e-capitalismo-nao-interessa-ao-nosso-povo>

Mulheres guaranis: Governo é exterminador e capitalismo 'não interessa ao nosso povo'


I Encontro Nacional das Mulheres Indígenas Guarani Yvyrupa reuniu mais de 300 mulheres, em Santa Catarina. Foto: Kunhangue Yvyrupa
Mais de 300 indígenas de diversos estados brasileiros realizaram no litoral de Santa Catarina, entre 5 e 8 de março, o 1º Encontro Nacional das Mulheres Guarani. Com o tema Kunhangue Arandu Rupi Nhemboejerovia, que significa “Nosso Território é Nossa Mãe”, o evento reuniu a pauta internacional do dia de luta das mulheres (Dia Internacional da Mulher Proletária, domingo, 8) com os movimentos de resistência da tribo. Jovens e anciãs de SC, RS, PR, SP, RJ, ES e MS vivenciaram palestras, rezos, cantos sagrados e troca de saberes (incluindo intercâmbio de sementes variadas e de plantas medicinais).
Ao final da assembleia foi elaborado um Manifesto, cujos trechos principais, resumidos e adaptados, são: “(...) O jeito como vive o juruá (a pessoa não-indígena, o branco), com a ganância capitalista, colocando o dinheiro na frente do próprio ser humano, tratando nossa terra e suas mulheres como mercadoria, não nos interessa. (...) Sabemos de nosso direito de acesso à justiça e exigimos que seja cumprido, mas não acreditamos que o sistema de justiça dos juruá possa, sozinho, ser a solução para nossos problemas. Precisamos de mais instrumentos nessa luta, precisamos fortalecer nossas falas. (...)embora honremos a Lei Maria da Penha, nas aldeias ela costuma ser ineficaz (na prática cotidiana dessas comunidades, não funciona). Não fomos ouvidas para pensar esta Lei. Nossas dificuldades (específicas) não foram levadas em conta. (Queremos aqui) manifestar nosso repúdio à legislação anti-indígena que tem sido criada pelo governo ruralista de Jair Bolsonaro, militarizando os órgãos indigenistas como a FUNAI e precarizando os serviços oferecidos a nós. (...) O Estado brasileiro tem agido para exterminar nosso povo e nossa terra, anunciando seu apoio explícito ao agronegócio, que envenena nossas terras e nossos corpos. (...) Contra esse tipo de violência continuaremos resistindo. Nós que sempre cuidamos da Yvyrupa (Terra/TerritórioTradicional) não compactuamos com este governo de destruição. (...) Saímos desse Nhemboaty (Encontro) mais fortes e conscientes de que (ele)marca uma longa caminhada que continuaremos a fazer juntas: a luta é urgente e para agora, é pelas mulheres que vivem hoje mas é também pelas que estão por vir. Viva o Povo Guarani! Demarcação Já!”.   
LUGAR DE BATALHA
O evento foi realizado na Tekoa Jataí Ty, aldeia localizada no município de Balneário da Barra do Sul, no bairro Conquista. A escolha teve uma simbologia. Primeiro porque aquela comunidade costuma enaltecer o papel de uma líder exemplar, a cacica Arminda Ribeiro. Em segundo, porque a aldeia de Conquista envolveu muito empenho para existir como área indígena.
Usando a surrada tática de colocar povo contra povo, o velho Estado jogou várias famílias humildes contra os guaranis no momento de legalizar a aldeia. Aquela zona, no litoral norte de SC, teve antiga presença indígena, porém no correr do tempo foi ocupada por outros supostos “donos”, como foi o caso da empresa Stein. Acusada em ação trabalhista, a Stein viu um de “seus” terrenos, em Barra do Sul, receber famílias não-índias, necessitadas de moradia, enquanto a FUNAI dava andamento ao estudo e legalização da terra indígena, no mesmo local.
Em junho de 2010 o Ministério da Justiça, através da portaria 953, reconheceu e demarcou ali a terra dos guaranis. E em 2014 a FUNAI obteve licença de despejar 63 moradores brancos. Embora todos fossem receber indenizações do governo federal houve descontentamento e a polêmica colocou parte da população do bairro contra os índios.
As mulheres Guarani reunidas entre 5 a 8 de março na Tekoa Jataí Ty em Conquista, Balneário Barra do Sul (SC). Foto: Kunhangue Yvyrupa

Movimentos revolucionários celebram o 8 de março mundialmente

Republicamos matéria do Jornal A Nova Democracia sobre as celebrações do 8 de março retirada de <https://anovademocracia.com.br/noticias/13079-movimentos-revolucionarios-celebram-o-8-de-marco-mundialmente>. 
Saudamos efusivamente as celebrações do dia Internacional da Mulher Proletária em todo o mundo!

Despertar a fúria revolucionária da mulher!

Movimentos revolucionários celebram o 8 de março mundialmente


No dia 8 de março, diversos movimentos revolucionários que dedicam-se a organizar as mulheres do povo realizaram atividades e publicaram declarações por ocasião do Dia Internacional da Mulher Proletária.
México
Cerca de 80 mil mulheres se reuniram na Cidade do México para protestar contra a opressão que sofrem as mulheres, no país em que dez delas morrem por dia em assassinatos motivados pela opressão feminina (feminicídio). Coquetéis molotov foram lançados contra o Palácio Nacional e diversos prédios do grande comércio foram pichados por manifestantes, em repúdio à conivência do governo.
Já o Movimento Feminino Popular (MFP) do México, em sua declaração, afirmou: “A todas as nossas irmãs que no Movimento Feminino Popular encontraram abrigo na bandeira vermelha, que tomam as ruas para lutar pelos direitos do povo, que no marxismo-leninismo-maoismo encontram o caminho para servir o povo com todo o seu coração, para ti, companheira, que enche a sua classe de orgulho porque não baixa a cabeça diante do cacique, porque denuncia o patrão abusivo, que não se intimida diante das grandes transnacionais que a querem roubar, porque não há ninguém que compre a sua dignidade, para todas nós, companheiras, dizemos que é uma honra lutar a seu lado.”
As revolucionárias afirmam que “o caminho é sinuoso, é verdade, mas temos de nos preparar para enfrentar as batalhas mais difíceis, porque optamos por lutar com tudo o que isso implica”.
E concluem, dizendo que “aquelas de nós que perderam o medo e tiraram a venda que a velha ordem nos impôs de sua ideologia dominante, aquelas de nós que buscam um mundo melhor para todos os pobres, os oprimidos, os explorados, os sem terra, os esquecidos, os marginalizados, porque sabemos que junto com os trabalhadores, os camponeses pobres e as camadas mais profundas do povo poderemos combater o velho Estado, libertar nosso país das garras do imperialismo e agitar as bandeiras vermelhas da Revolução Proletária Mundial”.
Chile 
No Chile, uma onda de cerca de 2 milhões de mulheres tomou as ruas de Santiago em marcha, sendo que na capital e nas cidades do interior, as manifestantes foram duramente reprimidas pelos carabineros (polícia militar chilena, conhecida por suas atrocidades). Na cidade de Valparaíso, as manifestantes construíram barricadas pela cidade.
Cerca de 2 milhões de mulheres marcham em Santiago contra a opressão e exploração das mulheres
Alemanha
Manifestação em Bremem
Diferentes ações de propaganda foram realizadas em Berlim e Friburgo, na Alemanha, com o Comitê Vermelho de Mulheres de Berlim participando da grande manifestação do dia 8. 
Manifestação em Freiburg
Já em Bremen e Hamburgo, o Comitê Vermelho de Mulheres participou das marchas do dia 8,  e relatou a aceitação das massas pelo movimento feminino e popular, com muitas mulheres da massa se juntando espontaneamente ao bloco combativo, sendo que outras, que não aceitavam panfletos de outros movimentos, aceitaram o das revolucionárias pela clara diferença entre eles. 
Também em Hamburgo, após uma extensa campanha de propaganda do Comitê com bairros operários, as revolucionárias conseguiram diversos contatos de companheiras interessadas em se organizar.
Peru
No Peru foram publicados folhetos do Sindicato de Professores Classista (Sutep) de Lambayeque com o título Honra e glória eterna para as melhores filhas do povo que oferecem a vida por um mundo novo e mais justo! e Tributo à mulher proletária.
Índia
Na índia, os maoistas divulgaram no 8 de março o nome de 22 guerrilheiras mortas em combates no ano de 2019, como forma de homenagear suas heroínas. Também, o Partido Comunista da Índia (Maoísta) divulgou uma declaração na zona de Bastar, em Chattisgarh, denunciando o abuso e exploração sexual através de “cursos” que o velho Estado disponibilizaria no local. 
Esses “cursos” incluíam filmes, programas para TV, anúncios de propaganda, entre outros, pornográficos e degradantes para as mulheres locais. O Partido também fez um apelo para que as mulheres não participassem de tais enganações.
USA
No dia 8 de março, no Estados Unidos (USA), um panfleto da publicação do Dia Internacional da Mulher Proletária foi divulgada, agitando pela emancipação das mulheres e realizando eventos culturais com o objetivo de organizar mulheres para lutar contra as classes dominantes.
Em Austin, mulheres revolucionárias lideraram uma procissão em homenagem a mulheres trabalhadoras e vítimas de abuso sexual, que foi brutalmente reprimida pela polícia, resultando na prisão de dezenas de ativistas e membros da comunidade.
Revolucionária segura cartaz escrito Organize as mulheres trabalhadoras!
Pichação em Austin diz: As mulheres sustentam metade do céu!
Em Los Angeles, Califórnia, ativistas realizaram um evento fora do Centro de Detenção Metropolitano onde os participantes criaram cartazes e bottons com palavras de ordem revolucionárias como: Libertar a fúria revolucionária da mulher! e Eleição, não! Revolução sim!
Em Pittsburgh, Pensilvânia, a organização Servir ao Povo celebrou o dia num parque público na área de Wilkinsburg, bairro operário.
Em Houston, Texas, o jornal revolucionário Incendiary News, juntamente com outros ativistas, realizou um evento cultural onde os participantes celebraram as mulheres proletárias e fizeram uma faixa escrita: As mulheres sustentam metade do céu. Em Charlotte, Carolina do Norte, as revolucionárias realizaram um evento para comemorar o Dia Internacional da Mulher Proletária.
Finlândia
Uma faixa com o palavras de ordem saudando o movimento feminino revolucionário foi pendurado antes do Dia Internacional da Mulher Proletária, em Tampere. A ação teve lugar num local destacado e muito transitado, onde o banner foi mantido por mais de 24 horas.
Uma marcha com 75 pessoas aconteceu também em Turku. A marcha começou na rua da Universidade e terminou na praça Velha Grande, com consignas, como: Tomar as ruas! e Esmagar o imperialismo! 
Equador
Já o MFP do Equador, também em uma declaração publicada, começam o texto com uma citação do chefe do Partido Comunista do Peru, Presidente Gonzalo, em que esse expõe: “Mulheres são a metade do mundo e desenvolvem o movimento feminino para a emancipação da mulher, que é uma tarefa e obra das próprias mulheres, mas sob a direção do Partido”.
Áustria
Na Áustria, foram distribuídos panfletos pelo Comitê Vermelho de Mulheres, apelando às mulheres da massa a se organizarem: “Vamos dar expressão às nossas justificadas reivindicações!”, iniciava o panfleto. Também foi publicado o mais novo número da revista A Lutadora.
Suécia
Na cidade de Estocolmo, um bloco vermelho e combativo de revolucionários participou da marcha do 8 de março.
Dinamarca
Movimento revolucionário da Dinamarca celebra o 8 de março, dia internacional da mulher proletária
França
O MFP da França participou das marchas como um bloco vermelho e combativo, em diversas cidades, entre elas Caen, Clermont-Ferrand e Brest.
MFP (França) participa da marcha do 8M em Caen

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