22/05/2018

INTERVENÇÃO PREPARA FUTURO GOLPE DE ESTADO!

INTERVENÇÃO PREPARA FUTURO GOLPE DE ESTADO!
Exército intensifica a guerra contra o povo 


Artigo publicado no Jornal do MFP - março de 2018

Todos os moradores da favela são alvo das batidas do exército
O gerente de turno Michel Temer, por imposição do Alto Comando das FF.AA. e “conselho” da embaixada do USA, decretou intervenção na segurança pública em todo o estado do Rio de Janeiro. A decisão põe todo o aparato de repressão estadual – polícias civil e militar – sob comando centralizado das Forças Armadas.
As favelas do Rio de Janeiro estão sendo convertidas em campos de concentração, com invasões de residências, revistas vexatórias, humilhações e o nefando decreto dá carta branca aos militares para execuções sumárias, com a garantia de impunidade com a “segurança jurídica” exigida pelo comandante do exército, general Eduardo Villas Bôas. As tropas com armas de guerra e munições de alta letalidade passarão a atuar sem limites invadindo as favelas, cercear a vida dos moradores e não ter punição nem por previstos “danos colaterais envolvendo civis inocentes”, ou seja, autorização de aterrorizar, torturar e assassinar impunemente os moradores pobres das favelas, tudo sob a cobertura da “justiça militar”. 
A intervenção do exército no Rio de Janeiro não acontece para garantir a “segurança pública” e combater a criminalidade, como anuncia o governo e o Alto Comando e cacareja o monopólio de imprensa com Rede Globo à frente. É sim um planificado ato preventivo a revoltas populares, como as que estão explodindo, volta e meia, país afora (as recentes de Humaitá-AM e Correntina-BA) saturado que já se encontra o povo de tantas injustiças e desmandos dos governantes. Ao mesmo tempo é balão de ensaio na criação de opinião pública consentida, para futuro golpe de Estado, frente  a inevitável insurgência popular contra o estado de miséria e de abandono que tem relegado as massas trabalhadoras da cidade e do campo este caduco sistema de exploração e opressão do povo, e de subjugação da nação brasileira.
O fracasso da Operação Lava Jato, política do establishment dirigido pelos ianques na pretensão de limpar a fachada das carcomidas instituições do velho Estado brasileiro, através da punição de autores de corrupção, varrer as velhacas cúpulas dos partidos oficiais e apresentar “caras novas” na política e assim recuperar moralidade e legitimidade para seu chamado Estado Democrático de Direito, faz o imperialismo lançar mão da principal força de repressão para garantir não só a aprovação das “reformas” antipovo e vende-pátria de que necessita para safar-se de sua profunda crise geral, mas principalmente enfrentar a crescente ameaça da derrocada política de seu sistema de exploração.
Ocupação do exército nas favelas do Rio de Janeiro
São as forças armadas do velho Estado brasileiro de grandes burgueses e latifundiários serviçais do imperialismo, principalmente ianque, que historicamente aplastaram a ferro, fogo e sangue todas as tentativas de uma verdadeira revolução democrática de nosso heroico povo brasileiro, formado por operários, camponeses, pequenos e médios proprietários da cidade e do campo, professores, estudantes, intelectuais e artistas progressistas, indígenas e remanescentes de quilombolas. O exército brasileiro é, em última instância, o principal garantidor e guardião, o “braço forte” deste poder genocida desse atrasado capitalismo burocrático, da semifeudalidade e do imperialismo que esmagam nosso povo e entravam o progresso de nossa pátria, mantendo o país afundado neste mar de lama de corrupção endêmica, modus operandi deste Estado e que graça desde as altas cúpulas às entranhas de todas suas instituições. Haja vista o período em que esteve no comando do regime civil-militar entre (1964-1985). Mesmo diante do chamado regime “democrático” sempre estiveram no comando da contrainsurgência popular.
Diante da gravidade da crise social, política e moral que vivemos no Brasil, cuja base é a crise geral de decomposição do capitalismo burocrático do país dentro da crise geral do imperialismo, a única saída para os exploradores e traidores da pátria é lançar uma guerra civil reacionária contra o as massas.Nosso povo responderá a este crime medida por medida, até por abaixo todo este secular sistema de exploração e opressão.

Protesto popular em São Paulo em repúdio a intervenção do exército no Rio


Viva o 8 de Março!

Viva o 8 de Março!         
Dia Internacional da Mulher Trabalhadora!

Levantar as mulheres do povo para a REVOLUÇÃO!


Artigo publicado no Jornal do MFP - março de 2018

Neste 8 de Março, uma vez mais, nós mulheres do MFP – Movimento Feminino Popular saudamos efusivamente a nossa gloriosa classe proletária e especialmente as mulheres do povo de todo mundo, afirmando peremptoriamente que este é o dia internacional das mulheres do povo e não de todas as mulheres como todo o feminismo burguês/pequeno-burguês alardeia juntamente com as agências do imperialismo e os governos reacionários em todo o mundo.
Saudamos orgulhosas de nossa condição feminina a todas as mulheres do nosso heroico povo, as operárias, as camponesas, as trabalhadoras do comércio, do transporte e demais serviços, as trabalhadoras funcionárias públicas, as trabalhadoras domésticas e donas de casa, as estudantes, as profissionais liberais, intelectuais e artistas progressistas, saudamos as jovens, as adultas e as anciãs, saudamos todas as crianças de nosso país, afirmando a esperança de um Novo Mundo com a certeza   da luta classista e revolucionária. Neste grandioso dia queremos glorificar a memória das heroínas de nossa classe e exaltar seu para todo sempre luminoso exemplo expressos em Louise Michel (francesa), Jenny Marx (alemã), Clara Zetkin (alemã) Rosa Luxemburgo (polonesa), Alexandra Kolontai (russa), Chiang Ching (chinesa), Tina Modotti (italiana), Olga Benário (alemã), Augusta de la Torre Carrasco e Yovanka Pardavé Trujillo (peruanas).
Saudamos as mulheres de nosso povo, reverenciando a memória das combatentes, que na história da luta de classes no Brasil dedicaram suas vidas à revolução. Sobretudo aquelas que encarnaram de forma mais profunda a ideologia do proletariado e, de armas nas mãos, lutaram pela destruição do velho Estado burocrático-latifundiário e pela Nova Democracia e pelo Socialismo no Brasil e o Comunismo em todo o mundo. 
Saudamos estas intrépidas combatentes brasileiras nas figuras das companheiras combatentes da Guerrilha do Araguaia, militantes do Partido Comunista do Brasil: Dinalva Oliveira Teixeira (Dina), Helenira Resende (Fátima), Maria Lúcia Petit (Maria), Dinaelza Santana Coqueiro (Mariadina), Luzia Reis (Baianinha), Suely Kanayama (Chica), Lúcia Maria de Souza (Sônia), Luiza Garlippe (Tuca), Jana Moroni Barroso (Cristina), Áurea Valadão (Elisa), Maria Célia Correa (Rosa), Telma Regina Correia (Lia), Walkiria Afonso da Costa (Walk).
Saudamos a fundadora do Movimento Feminino Popular nossa querida companheira Sandra Lima, que nos deixou em 27 de julho de 2016, seu incansável exemplo de luta e sua convicção de que “O Brasil precisa de uma GRANDE REVOLUÇÃO!”. 
Por fim, saudamos as mulheres proletárias e as massas populares que combatem de armas nas mãos na guerra popular dirigida por partidos comunistas maoístas no Peru, Índia, Turquia, Filipinas e nas guerras de libertação na Palestina, Iraque, Afeganistão, Síria e outros países dominados pelo imperialismo.


Companheira Sandra Presente na Luta!

Sandra Lima companheira fundadora do MFP que nos deixou no dia 27 de julho de 2016 e completaria 63 anos no dia 6 de março de 2018.





Companheira Remís, presente na luta!

Remís, militante do MEPR e do MFP, assassinada covardemente pelo seu ex-namorado, no Recife, em dezembro de 2017.

Heróis do Proletariado

Os Imortais do Proletariado Internacional

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Karl Marx

Friedrich Engels


Lenin
Stalin
Presidente Mao Tsetung
Presidente Gonzalo

Os Heróis do Povo Brasileiro

Pedro Pomar



Joaquim Celso de Lima

Luiz Vergatti

Shuji Kosek

Diniz Cabral Filho

José Duarte

Renato Nathan

Helder e Erionides

Camponeses tombados na Heroica Resistência de Corumbiara

Companheira Elzita

Professor Manoel

Luiz Lopes

Zé Bentão





Heroínas do Proletariado

Louise Michel 

Jenny Marx

Clara Zetkin


Rosa Luxemburgo 

Alexandra Kolontai

Chiang Ching 

Tina Modotti

Olga Benário

Augusta de la Torre Carrasco 

Yovanka Pardavé Trujillo

Norah

Edith Lagos



Mulheres na luta de Classes


Mulheres na Ciência e nas Artes



16/05/2018

Documento Básico do MFP

A questão feminina e o marxismo

A história da humanidade tem sido, há milênios, desde o surgimento da propriedade privada, uma história de exploração e dominação de uma classe por outra, mas tem sido também, uma história de luta combativa dos explorados contra os exploradores. Desde então duas ideologias se confrontam: a dos opressores e a dos oprimidos. Na época contemporânea, na qual vivemos, as duas ideologias em confronto são a ideologia burguesa e a ideologia proletária. O marxismo é a ideologia do proletariado e hoje, mais desenvolvido, o marxismo-leninismo-maoísmo é a que ilumina a luta dos explorados, reafirmando que só com a revolução para a tomada do poder pelas classes exploradas é possível se libertar a Humanidade da exploração e dominação e se construir uma sociedade justa.

O Brasil é dominado pelo imperialismo (principalmente por Estados Unidos) e nosso povo é explorado pelos burgueses e latifundiários, classes serviçais do imperialismo. Isto acontece porque vivemos no sistema capitalista. Neste sistema, as mulheres operárias e camponesas são ainda mais exploradas que os homens porque, além de trabalharem para o sustento da família, mesmo recebendo sempre menos que os homens, ainda têm que assumir as tarefas de casa, que são muitas, pesadas e diárias. Além disto, os próprios homens operários e camponeses, influenciados pela ideologia burguesa dominante, têm muitos preconceitos em relação à mulher, considerando-a inferior a eles, achando-a incapaz de pensar e agir como eles.


07/05/2018

O MFP

O MFP é uma organização de vanguarda e de massas de mulheres do povo. Uma organização que mobiliza e organiza as mulheres das classes populares, porém sob a hegemonia da classe operária. Isto quer dizer que a ideologia, programa e linha política do nosso movimento têm caráter de classe do proletariado revolucionário. Nosso movimento tem como objetivo geral a participação das mulheres do povo na luta de classes, nas lutas reivindicativas, na luta popular e revolucionária pela transformação dessa velha sociedade e construção de uma nova sociedade, de uma nova mulher e um novo homem. Para desenvolver esta luta o MFP propõe três tarefas fundamentais: a mobilização, politização e organização das mulheres do povo.

Levantamos a bandeira da emancipação feminina entendendo que ela só será plenamente possível com a emancipação de toda a classe trabalhadora. E que a participação da mulher é decisiva na luta pela emancipação de sua classe.

O MFP considera imprescindível a participação ativa das mulheres nas fileiras e na direção da luta revolucionária da classe operária e massas populares, para que estas possam triunfar. Combatemos todas as formas de discriminação, opressão e violência que há milhares de anos recaem sobre as mulheres. Fazemos a defesa do direito de igualdade, e também a defesa intransigente do direito da mulher sobre seu corpo e reprodução.

Para a construção do MFP partimos do balanço histórico das lutas da classe operária e demais trabalhadores, tanto no nosso país, quanto internacionalmente. O desenvolvimento e consolidação do nosso movimento tem sido um processo longo, de muita luta, por isso mesmo, muito valioso.

Histórico da criação do Movimento Feminino Popular


O processo de construção do movimento feminino revolucionário, nos últimos onze anos, se dá em meio a uma situação política no mundo de ofensiva geral da contrarrevolução encabeçada por EUA. Nestas condições os percalços pelos quais tem passado todo o movimento revolucionário no país, particularmente após o triunfo eleitoral do oportunismo, têm sido os mesmos e até mais difíceis para o movimento feminino revolucionário. Ao mesmo tempo, a resistência antiimperialista dos povos em todo o mundo cresce e radicaliza, aguçada pela profunda crise política econômica do imperialismo, principalmente nos últimos anos. Abrem-se grandes perspectivas para o avanço da revolução proletária mundial.

O processo de luta pela emancipação da mulher brasileira é o processo de luta da classe operária e de todo o povo brasileiro por sua libertação da exploração e libertação do país da opressão do imperialismo. A hegemonia de sucessivas direções oportunistas, reformistas e revisionistas no movimento operário e popular em nosso país tem debilitado e impedido a classe de atingir seus objetivos supremos de libertação. O mesmo ocorre com o movimento de emancipação da mulher. E foi exatamente, só com a ruptura com todo o oportunismo que se propiciou o surgimento de um autêntico movimento feminino revolucionário de caráter proletário, expresso na construção do MFP.

Luta contra o oportunismo, reformismo e o revisionismo

A luta sem trégua contra todo oportunismo no movimento operário e popular levou ao combate no movimento feminino contra as concepções burguesas e pequeno-burguesas, velhas e novas e todas as espécies de variantes modernas nele presentes. A luta por florescer a concepção proletária da emancipação da mulher tem sido uma dura luta dentro de um prolongado período de derrotas estratégicas e ao nível mundial, do proletariado e das massas populares. Por isto mesmo, esta luta não tem sido fácil. Por isto mesmo o surgimento do MFP, seu programa e sua plataforma de luta têm um valor inestimável. O rompimento com todo oportunismo e a adoção da linha ideológica e política proletárias no movimento operário e popular, levou ao aparecimento da mesma concepção no movimento feminino, liberando-o das ervas daninhas do feminismo burguês. Se foi com muita luta que esta grande vitória foi alcançada, não será com lutas menores que ela poderá triunfar por completo.

Rompimento com o movimento feminino reformista

Um grupo de companheiras rompe com o movimento feminino reformista e decide construir um movimento feminino popular revolucionário, advogando a concepção proletária para o movimento de mulheres.

Homenagem às militantes do movimento revolucionário

O primeiro ato desse grupo de companheiras foi em 1995, no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher Proletária em solenidade realizada em Belo Horizonte. Reunimos neste dia centenas de companheiras para afirmar a posição revolucionária de luta pela emancipação da mulher. Homenageamos assim as mulheres que participaram da luta revolucionária no período da resistência à gerência civil-militar instalada no Brasil após o golpe de 1964, entregando a antigas militantes do movimento revolucionário um diploma de reconhecimento por sua decidida participação na luta popular revolucionária, democrática e antiimperialista.
Manifesto afirma caminho da emancipação da mulher

No dia 26 de maio de 1996, 50 companheiras proletárias de Belo Horizonte, numa ação combativa, invadiram o auditório onde se realizava um congresso de uma organização feminista dirigida pelo nacional-reformismo. Estavam presentes na mesa do congresso Francelino Pereira – ex governador do estado no período da gerência civil militar, deputadas, delegadas de polícia e representantes da organização feminista. Cantando o hino A Internacional, essas companheiras lançaram um manifesto – “Viva a Luta da Mulher Proletária! A libertação da mulher só será conquistada com a libertação de todo o povo!” – onde desmascaravam o feminismo burguês e conclamavam as mulheres do povo a não aceitarem ser massa de manobra do oportunismo.

Afirmando que a luta da mulher é a luta da sua classe, o manifesto convocava as mulheres do povo para o combate revolucionário:

“Para que nossa luta vingue e seja vitoriosa, sabemos que é preciso estar unidas, organizadas e resistindo. O sangue dos nossos, derramado nos massacres, nos ensina e nos impele a seguir ainda mais decididas. Mas não nos deixamos iludir com o palavrório pomposo de tantos que tentam nos usar em seus discursos demagógicos, eleitoreiros e oportunistas. Sabemos que a luta das camponesas pobres não é das latifundiárias, como a luta da operária, da empregada doméstica, da gari, não é a dos seus patrões, sejam eles homens ou mulheres. Lutamos contra os que nos oprimem, contra os que fazem as leis que garantem essa opressão, contra os que comandam a repressão policial sobre o povo, sejam eles homens ou mulheres. Essa história de que nós mulheres temos que nos unir, separadas de nossos companheiros é um artifício para diluir o caráter de classe de nossa luta, como sempre faz a burguesia. As que nos convidam a essa aventura são as burguesas que pagam salário de fome para as operárias e as empregadas domésticas, são as que exploram a mão de obra barata infantil, são as que eleitas fazem leis que beneficiam as mulheres de sua classe, que seguirão a cadeia da exploração e opressão de todo o povo. Nossa história é de resistência e combate! Nossa vida, companheiras, é a resistência e o combate, até o dia em que possamos virar o jogo e garantir todos os direitos de todos os que trabalham e produzem com o suor de seu rosto.”

Esse ato marcou o início da construção do novo movimento feminino que se consolida em janeiro de 2000, em um encontro de ativistas realizado em Belo Horizonte. Este encontro senta as bases teóricas e políticas para a construção do Movimento Feminino Popular.

O grande desafio e as tarefas do MFP


O grande desafio que nos colocamos é o de contribuir para o progresso geral de todo o movimento popular revolucionário. Para isto é preciso muito trabalho, estudo, organização, muita luta e mobilização das mulheres do povo. Organizar bons cursos (escolas populares) para a formação de dezenas e centenas de companheiras para a compreensão e defesa da linha do MFP, da concepção proletária da luta feminina, do nosso programa e da luta revolucionária no campo e na cidade. Organizar atividades de sustentação econômica das companheiras. Atividades para melhorar a assistência às nossas crianças e jovens. Organizar nossa participação nas lutas reivindicativas do povo e nas lutas específicas por creches; por salário igual para trabalho igual de mulheres e homens; contra a violência sobre a mulher, entre elas a luta pela descriminalização do aborto; mas principalmente nas lutas políticas revolucionárias de nosso povo contra a exploração capitalista, contra o latifúndio, contra o imperialismo e toda a reação.

Necessidade de uma organização especial das mulheres em sua luta pela emancipação

Consideramos necessário e imprescindível a construção de uma organização especial de mulheres. Em primeiro lugar porque sem a participação das mulheres exploradas e oprimidas a luta revolucionária não pode desenvolver-se por completo e menos ainda triunfar e consolidar.

Em segundo, porque sendo lei da sociedade que são as massas que fazem a história, ou seja, são as massas que têm a força para realizar a revolução, não se pode conceber tal processo somente com metade dessas massas.

Em terceiro, porque dado o acentuado grau de opressão sobre a mulher, dos mil e um laços que a prendem à dominação, subjugação e submissão na sociedade capitalista, as mulheres necessitam de um instrumento próprio de organização para: encorajar um número cada vez maior de companheiras a lutar por seus direitos de classe pisoteados. Arregimentar forças numa mesma base de opressão, irmãs que são nesse sofrimento milenar. Impulsionar a participação e politização de contingentes crescentes de mulheres nas mais diferentes esferas da vida social e da luta de classes. Constituir um verdadeiro batalhão organizado para os combates de classe, em defesa dos direitos e pela revolução social.

Somente impulsionando uma organização especial de mulheres poderemos vencer os obstáculos que nos impedem, e de forma crescente, de desenvolver o papel destacado como um poderoso contingente revolucionário proletário e popular.

O grande desafio e as tarefas do MFP


O grande desafio que nos colocamos é o de contribuir para o progresso geral de todo o movimento popular revolucionário. Para isto é preciso muito trabalho, estudo, organização, muita luta e mobilização das mulheres do povo. Organizar bons cursos (escolas populares) para a formação de dezenas e centenas de companheiras para a compreensão e defesa da linha do MFP, da concepção proletária da luta feminina, do nosso programa e da luta revolucionária no campo e na cidade. Organizar atividades de sustentação econômica das companheiras. Atividades para melhorar a assistência às nossas crianças e jovens. Organizar nossa participação nas lutas reivindicativas do povo e nas lutas específicas por creches; por salário igual para trabalho igual de mulheres e homens; contra a violência sobre a mulher, entre elas a luta pela descriminalização do aborto; mas principalmente nas lutas políticas revolucionárias de nosso povo contra a exploração capitalista, contra o latifúndio, contra o imperialismo e toda a reação.

O Programa do MFP


A mulher tem uma quarta montanha para derrubar

Os povos dos países semicoloniais e semifeudais, de desenvolvimento capitalista atrasado, como é o caso do Brasil, têm de derrubar três montanhas para conquistar o poder e iniciar a construção de uma sociedade justa e igualitária. São elas: 1) A semifeudalidade no campo, representada pelo latifúndio. 2) O capitalismo burocrático, representado pela grande burguesia. 3) O imperialismo, que no caso do Brasil é representado principalmente pelo imperialismo estadunidense (ianque), que domina e submete o país através das classes serviçais reacionárias e opressoras (grande burguesia e latifundiários), que conformam o velho e podre Estado e submetem o nosso povo e país aos interesses dos monopólios imperialistas.

Nós mulheres temos uma quarta montanha para derrubar: 4) A opressão sexual, representada na forma de organização da família na sociedade de classes. Ou seja, na sociedade de classes, a família individual, como uma unidade econômica do sistema, em nosso caso a família camponesa e a família operária, é uma eficiente forma de exploração das classes oprimidas.

Derrubar a montanha da opressão sexual

Para derrubar as três montanhas que se colocam como obstáculo diante do campesinato, do proletariado e do povo, precisamos da força da mulher. E para contar com essa força é necessário que desde já se inicie a derrubada desta quarta montanha, liberando a energia, a fúria revolucionária dos milhões de companheiras que estão encerradas dentro de casa, num trabalho repetitivo, embrutecedor, que as adoece e lhes apresenta sempre uma nuvem negra no horizonte.

Princípios do Movimento Feminino Popular


Os princípios que norteiam nossa organização e luta são os mesmos que presidem as ações das organizações de luta geradas pelo proletariado e o povo: 

1º. - São as massas que fazem a história e são as massas que decidem tudo.

2º. - Manter nossa independência na luta sempre nos apoiando em nossas próprias forças.

3º. - Rebelar-se contra a exploração e a opressão é justo.

4º. - Levar a luta reivindicativa das necessidades mais imediatas das massas empobrecidas, porém com a consciência de que a solução de todos os problemas que afligem o povo só será possível com a tomada do poder pelo povo.

5º. - Combater o revisionismo e oportunismo de forma inseparável do combate ao latifúndio, à burguesia e ao imperialismo.

04/05/2018

Viva o 8 de março!
Dia Internacional da Mulher Trabalhadora

Levantar as mulheres do povo para a revolução

Neste 8 de Março, uma vez mais, nós mulheres do MFP – Movimento Feminino Popular saudamos efusivamente a nossa gloriosa classe proletária e especialmente as mulheres do povo de todo mundo, afirmando peremptoriamente que este é o dia internacional das mulheres do povo e não de todas as mulheres como todo o feminismo burguês/pequeno-burguês alardeia juntamente com as agências do imperialismo e os governos reacionários em todo o mundo.
Saudamos orgulhosas de nossa condição feminina a todas as mulheres do nosso heroico povo, as operárias, as camponesas, as trabalhadoras do comércio, do transporte e demais serviços, as trabalhadoras funcionárias públicas, as trabalhadoras domésticas e donas de casa, as estudantes, as profissionais liberais, intelectuais e artistas progressistas, saudamos as jovens, as adultas e as anciãs, saudamos todas as crianças de nosso país, afirmando a esperança de um Novo Mundo com a certeza   da luta classista e revolucionária.
Neste grandioso dia queremos glorificar a memória das heroínas de nossa classe e exaltar seu para todo sempre luminoso exemplo expressos em Louise Michel (francesa), Jenny Marx (alemã), Clara Zetkin (alemã) Rosa Luxemburgo (polonesa), Alexandra Kolontai (russa), Chiang Ching (chinesa), Tina Modotti (italiana), Olga Benário (alemã), Augusta de la Torre Carrasco e Yovanka Pardavé Trujillo (peruanas).

Saudamos as mulheres de nosso povo, reverenciando a memória das combatentes, que na história da luta de classes no Brasil dedicaram suas vidas à revolução. Sobretudo aquelas que encarnaram de forma mais profunda a ideologia do proletariado e, de armas nas mãos, lutaram pela destruição do velho Estado burocrático-latifundiário e pela Nova Democracia e pelo Socialismo no Brasil e o Comunismo em todo o mundo. Saudamos estas intrépidas combatentes brasileiras nas figuras das companheiras combatentes da Guerrilha do Araguaia, militantes do Partido Comunista do Brasil: Dinalva Oliveira Teixeira (Dina), Helenira Resende (Fátima), Maria Lúcia Petit (Maria), Dinaelza Santana Coqueiro (Mariadina), Luzia Reis (Baianinha), Suely Kanayama (Chica), Lúcia Maria de Souza (Sônia), Luiza Garlippe (Tuca), Jana Moroni Barroso (Cristina), Áurea Valadão (Elisa), Maria Célia Correa (Rosa), Telma Regina Correia (Lia), Walkiria Afonso da Costa (Walk).
Saudamos a fundadora do Movimento Feminino Popular nossa querida companheira Sandra Lima, que nos deixou em 27 de julho de 2016, seu incansável exemplo de luta e sua convicção de que “O Brasil precisa de uma REVOLUÇÃO!”.
            Por fim, saudamos as mulheres proletárias e as massas populares que combatem de armas nas mãos na guerra popular dirigida por partidos comunistas maoístas no Peru, Índia, Turquia, Filipinas e nas guerras de libertação na Palestina, Iraque, Afeganistão, Síria e outros países dominados pelo imperialismo.

Glória eterna às heroicas combatentes que na luta revolucionária deram suas vidas pela libertação do povo e dos países dominados pelo imperialismo!

Despertar a fúria revolucionária da mulher!

03/04/2018

O MOVIMENTO FEMININO POPULAR E A CRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO

O MOVIMENTO FEMININO POPULAR E A CRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO

Nos países dominados pelo imperialismo, onde se encontra a imensa maioria da população mundial, bilhões de trabalhadores e trabalhadoras são submetidos a mais vil exploração, desemprego, subemprego, miséria, fome, epidemias e toda sorte de injustiças e opressão.

Dentre estes, as mulheres estão condenadas a um padecimento ainda mais terrível, pelo fato de serem mulheres e principalmente mulheres pobres: a opressão sexual. As mulheres do povo, sob este sistema podre, são alvo de abusos de todo tipo tais como a discriminação, o assédio sexual, o estupro, espancamentos e o feminicídio. Uma das manifestações mais abomináveis dessa opressão é a negação à mulher do direito sobre o seu próprio corpo.

Isso se processa de forma geral através do velho Estado que criminaliza o aborto e, por outro lado, pela igreja que através da chantagem da fé religiosa impõe à mulher o dogma de que ela só deve ter relações sexuais para engravidar, para a procriação. Ou seja: a igreja é contra os métodos contraceptivos e ao mesmo tempo contra o aborto que condena como um “assassinato”.

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