quarta-feira, 10 de outubro de 2018

2º Boletim da Frente Reolucionária de Defesa dos Direitos do Povo - Abaixo a farsa eleitoral!



Reproduzimos o 2º boletim da Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo contra a farsa eleitoral.

Baixe aqui o PDF para impressão. 

  
Nem eleição nem intervenção militar: Revolução já!
 
Não Vote, Organize-se e lute!

A Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo – FRDDP convoca o povo brasileiro a boicotar a farsa eleitoral, denunciando os partidos e seus candidatos, se negando a dar aval a este sistema político corrupto e seus candidatos mentirosos, demagogos e cínicos, sejam eles da direita, do centro ou da falsa “esquerda” oportunista.
O Estado brasileiro e seus governos, ao longo de nossa história, aplicaram de forma sistemática a violência para esmagar a luta do povo e serviram- se da farsa eleitoral para enganá-lo a legitimar este sistema que o explora e oprime. Este é o velho Estado de grandes burgueses e latifundiários, serviçais do imperialismo, principalmente ianque (Estados Unidos), cujos governos não passam de meros gerenciamentos de turno a seu serviço.
É o guardião do secular sistema semicolonial/semifeudal em que se desenvolve o capitalismo burocrático, atrasado, é a fonte da exploração, opressão, injustiças, miséria e fome de que padece a imensa maioria do nosso povo, dos privilégios indecentes para uma minoria de ricaços e da rapina das nossas riquezas naturais pelas potências estrangeiras. Até os dias atuais todas as revoltas populares pela verdadeira democracia foram esmagadas a ferro, sangue e fogo pelas forças armadas. Esta é a causa política do país ter chegado a essa grave situação.
A crise atinge brutalmente o nosso povo com desemprego, corte de direitos (as “reformas” e cortes de programas sociais), sucateamento dos serviços públicos de saúde e educação, miséria, delinquência e com a guerra covarde que polícia e exército lançam contra os pobres no campo na luta pela terra e na cidade contra as greves e protestos dos trabalhadores e estudantes, além da matança de pobres nas favelas a pretexto de combater traficantes. Mas atinge também as classes dominantes, divididas numa luta que já virou guerra pelo governo e controle do Estado. A sua causa econômica é a crise de putrefação desse capitalismo burocrático atrasado, dentro da crise geral do imperialismo com recessão, desemprego, guerras de rapina e migração em massa, desordens contra as quais cresce a revolta popular em todo o mundo.
Assustados com a rebelião popular que vem estourando país afora e que como fogo de monturo prepara a grande revolta que mais cedo que tarde rebentará, os guardiães dessa velha ordem puseram em marcha um golpe militar contrarrevolucionário preventivo, se antecipando à inevitável rebelião para tentar esmagá-la em seus inícios.
A rebelião do povo contra os desmandos, injustiças e violência que sofre em sua luta pela terra, por melhores salários e condições de vida, contra os cortes de direitos duramente conquistados em cem anos de luta, ameaça o sistema de exploração e seu regime político corrupto. A greve geral dos caminhoneiros, apoiada pelo nosso povo por todo o país abalou o sistema, demonstrando a força que o povo tem quando se rebela e se organiza.
Passo a passo vão impondo a intervenção militar como o exército nas favelas do RJ, operação ACISO em Suzano- SP (tropas e tanques nas ruas), em Pacaraima–RR, fronteira com Venezuela, e objetiva estender a todo país com a crescente atuação dos militares na GLO – Garantia da Lei e da Ordem, nas repetidas declarações do comandante do exército e generais ocupando altos cargos do velho Estado.
A farsa eleitoral, com o cinismo e mentiras à caça de votos, passa ao largo da gravidade da crise. O país, com governos, partidos e políticos desmoralizados, vem sendo empurrado a uma guerra civil reacionária do velho Estado, sob ordem do alto comando militar. Cansado das mentiras e enganos o povo, cada dia mais, se convence de que o caminho da sua libertação não é esta velha e podre farsa eleitoral. Esta sempre foi uma armadilha do imperialismo, da grande burguesia e dos latifundiários para assegurarem os seus interesses, reforçando e aprofundando o caminho burocrático imposto à Nação.
É preciso acabar com este velho Estado e o sistema de exploração de que é guardião e só uma revolução pode fazer isto. A revolução é o caminho do povo, o único caminho democrático para sua libertação e da Nação. O nosso sofrido povo deve abandonar de vez as ilusões com essas eleições podres e corruptas e marchar pelo caminho da revolução.
Na farsa eleitoral, os candidatos e partidos prováveis em vencer, são representantes dos grupos de interesses das frações da grande burguesia e dos latifundiários e não importa que se chamem de direita, centro ou “esquerda”, e aqueles sem chance se alinharão com um com ou outro.Portanto nenhum deles pode sequer tocar nos grandes problemas do povo e da nação porque sua solução vai contra os interesses que representam. A solução destes problemas compõe o Programa de transformações democráticas do povo: 1) pôr fim a este sistema político corrupto com estabelecimento de uma República Democrática Popular; 2) a questão agrária com a liquidação do latifúndio e entrega das terras aos camponeses pobres sem terra ou com pouca terra; 3) a independência e progresso da nação com a nacionalização e industrialização das nossas riquezas naturais, secularmente saqueadas pelas corporações estrangeiras (como o ouro, o minério de ferro, o nióbio e tantos outros); 4) estabelecimento do monopólio estatal bancário, dos transportes e do comércio exterior; 5) estabelecer como público e gratuito todo o ensino básico, médio e superior, desenvolver a ciência, a pesquisa e a tecnologia nacionais, bem como a cultura científica e de massas; 6) cancelar a dívida pública interna (mais de 5 trilhões de reais, 80% do PIB) e externa (mais 400 bilhões de dólares); 7) confiscar os grandes capitais locais e estrangeiros e empregar todos estes recursos no desenvolvimento do país, progresso e bem-estar do nosso povo; 8)romper todos os acordos internacionais lesivos ao país; 9) adotar como política externa a solidariedade aos trabalhadores de todo o mundo e o apoio à luta dos povos e nações oprimidas; e assim 10) unir a imensa maioria da Nação na frente única de operários, camponeses, pequena e média burguesias, baseada na aliança operário camponesa e sob hegemonia da classe operária, através do seu autêntico Partido Comunista clandestino e restabelecido, para rechaçar a agressão imperialista pondo fim à subjugação e domínio que o imperialismo, principalmente ianque (Estados Unidos) impõe secularmente a nossa Pátria. Só pela força e imposição o povo pode realizar isto, só com a revolução de Nova Democracia!
Muito ao contrário, os candidatos tentam se diferenciar em firulas, mas o blá-blá-blá de todos é o de fazer “o país voltara crescer com emprego e renda”, através da continuação da cartilha do FMI, da banqueirada sanguessuga e do “agronegócio”. A falsa “esquerda” eleitoreira faz coro com a direita tanto na economia quanto na defesa da farsa eleitoral como a única forma do povo buscar sua libertação e a da Nação. O candidato do PT diz que “vai trazer de volta o Brasil de Lula pro povo ser feliz de novo”. O que estes oportunistas(PT/PcdoB/PSB/etc.), em conluio com o PMDB, fizeram em quase 14 anos foi engabelar as parcelas mais sofridas do nosso povo com os programas assistencialistas do Banco Mundial, enquanto entregava o grosso do produto
do seu suor e lágrimas às corporações do imperialismo, aos banqueiros e ao “agronegócio”.
Na verdade, para o povo este governo foi só sonho de verão, tal como a farra do crédito fácil (endividando dezenas de milhões de famílias) e do empréstimo consignado para espoliar os aposentados e funcionários públicos; implantou o fator 85/95 progressivo até 90/100 (para cálculo da aposentadoria) e a funesta alta programada; aumentou vagas na universidade ao custo de doar bilhões para o ensino privado. Criou a Força Nacional para reprimir o povo, enviou o exército para o Haiti para massacrar a revolta popular contra a invasão estrangeira imposta pelo USA. Só foi mais do mesmo, na política econômica do FMI, na política social foi a cooptação das direções do MST, CONTAG, Centrais Sindicais, UNE/UBES e do assistencialismo do “Bolsa Família” para curral eleitoral e nas práticas da corrupção.
Já a extrema direita (lambe-botas dos Estados Unidos) com Bolsonaro e general Mourão à cabeça, que se criaram graças às lambanças dos oportunistas, se aproveitam da descrença do povo nos desmoralizado governos e políticos corruptos vende- pátria para apregoar a intervenção militar. Defendem descaradamente o regime militar fascista do golpe de 64 a mando do USA. Dizem que vão “por ordem no país”. Como? O povo brasileiro já sabe: repressão sanguinária contra os pobres, operários, camponeses, estudantes, intelectuais e artistas, democratas e revolucionários. Os militares no governo só trouxeram mais exploração, arrocho, abusos e corrupção desbragada denunciada até por seus oficiais, censura e repressão, desgraças e sofrimento para nosso povo, o endividamento da Nação e entrega das riquezas naturais às potências estrangeiras. Por isto, participar da farsa eleitoral é legitimar todos esses bandidos, todo o sistema de exploração e opressão do povo e de subjugação nacional que representam. É afiançar esses canalhas que criam leis para aumentar o arrocho contra o povo e assegurar seus altíssimos salários, suas mordomias e a corrupção desbragada. Votar é dar o seu aval a essa política fascista de criminalizar, perseguir e assassinar os filhos e filhas do povo.
A crise é gravíssima e a farsa eleitoral não pode resolvê- la, menos ainda a intervenção militar, muito ao contrário só a agudizará. Ganhe quem ganhe as eleições, com intervenção militar aberta ou não, o velho Estado lançará mais repressão sangrenta contra o protesto popular, mas as massas em defesa de seus direitos responderão com a mesma moeda com lutas cada vez mais violentas. O dever dos revolucionários e verdadeiros democratas e patriotas é de mobilizar as massas com audácia, politizando-as e construindo organizações classistas, no campo e na cidade, principalmente para reestabelecer o autêntico e verdadeiro Partido Comunista clandestino, ligando a luta reivindicativa com a justa luta pelo Poder, transformando a guerra contra o povo numa guerra popular. Só numa persistente e prolongada luta revolucionária, no campo e na cidade, de batalha em batalha, o povo destruirá, parte por parte, este sistema de exploração e opressão. Será aplicando desde já o programa da Revolução Democrática, Agrária e Anti-imperialista, em cada parte conquistada com o Novo Poder, até o triunfo da revolução em todo o país com criação da República Democrática Popular do Brasil Novo.

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