domingo, 9 de setembro de 2018

Centenas marcham contra a intervenção militar e a condenação dos 23

Reproduzimos a seguir matéria de Ellan Lustosa publicada no Jornal A Nova Democracia Ano XVII, nº 215 - 1ª quinzena de Setembro de 2018.

RJ: Centenas marcham contra a intervenção militar e a condenação dos 23

 
Centenas de manifestantes percorreram o centro do Rio de Janeiro no dia 14 de agosto, desfraldando bandeiras em defesa dos 23 ativistas condenados recentemente, pelo direito à livre manifestação, contra a intervenção militar, contra o genocídio do povo pobre e negro nas favelas e em repúdio ao assassinato político de Marielle Franco. O ato foi convocado pela campanha Não é só pelos 23, é por todas e todos que lutam! e contou com a participação das mães e familiares vítimas da violência do velho Estado.
Ellan Lustosa/AND

Juventude combatente marcha junto com as mães contra a intervenção militar e o genocídio do povo pobre e negro.



Sob as consignas Chega de chacina polícia assassina, Fora intervenção, o povo quer saúde e educação, Por nossos filhos eu digo não à intervenção e Nem eleição, nem intervenção, o povo quer é fazer revolução, os manifestantes marcharam altivamente da Candelária até a Cinelândia.
O ato foi destacado pela presença massiva das mães e familiares de vítimas assassinadas pelo aparato repressivo do velho Estado, contando também com a participação de ativistas progressistas, membros de movimentos revolucionários, populares, estudantis e democráticos.
Dentre as mães e familiares estiveram presente a mãe de Fabrício, executado pela Polícia Militar (PM) na virada de 2013 a 2014, no Chapadão; a mãe do menino Marcos Vinícius, assassinado em junho por operação da Polícia Civil (PC) no Complexo do Maré; familiares de um dos cinco jovens assassinados em novembro de 2015, em Costa Barros, com 111 tiros; a mãe do jovem Johnatha, executado pela Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) de Manguinhos, em maio de 2014; e o pai do menino Maycon, de 2 anos, executado em abril de 1996, em Acari, classificado como “auto de resistência”, e tantas outras mães e familiares.
Ao fim do ato realizado na Câmara dos Vereadores, Cinelândia, diversos manifestantes realizaram em praça pública intervenções, denunciando as chacinas cometidas pelo velho Estado com suas polícias assassinas contra a juventude negra e pobre. Mencionou-se também que esse mesmo Estado é o responsável por perseguir e condenar os 23 ativistas políticos. As mães de vítimas da violência reafirmaram com combatividade o caminho da resistência ante os genocídios cometidos contra os filhos do povo, prestando sua solidariedade aos 23.





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