25/05/2018

A inolvidável memória de Sandra Lima

A inolvidável memória de Sandra Lima

Matéria Publicada no Jornal A Nova Democracia da 1ª quinzena de setembro de 2016

Fausto Arruda / Mário Lúcio de Paula

Citando Sema Tsien, escritor da China antiga, Mao Tsetung assinalou que embora a morte colha a todos igualmente, a morte de alguns tem mais peso que o monte Tai, enquanto que a de outras pesa menos que uma pena. Morrer pelos interesses do povo tem mais peso que o monte Tai, mas empenhar-se ao serviço dos fascistas e morrer pelos exploradores e opressores do povo pesa menos que uma pena (Servir ao povo, 8 de setembro de 1944).

24/05/2018

Lenin e o Movimento Feminino

Lenin e o Movimento Feminino 

Clara Zetkin - 1920 


O camarada Lenin falou-me várias vezes sobre a questão feminina, à qual atribuía grande importância, uma vez que o movimento feminino era para ele parte integrante e, em certas ocasiões, parte decisiva do movimento de massas. É desnecessário dizer que ele considerava a plena igualdade social da mulher como um princípio indiscutível do comunismo. 

Nossa primeira conversação longa sobre esse assunto teve lugar no outono de 1920, no seu grande gabinete, no Kremlin. Lenin estava sentado diante de sua mesa coberta de livros e de papéis, que indicavam seu tipo de ocupação e seu trabalho, mas sem exibir «a desordem dos gênios». 

«Devemos criar necessariamente um poderoso movimento feminino internacional, fundado sobre uma base teórica clara e precisa» — começou ele, depois de haver-me saudado. «É claro que não pode haver uma boa prática sem teoria marxista. Nós, comunistas, devemos manter sobre tal questão nossos princípios, em toda sua pureza. Devemos distinguir-nos claramente de todos os outros partidos. Infelizmente, nosso II Congresso Internacional não teve tempo de tomar posição sobre esse ponto, embora a questão feminina tivesse sido ali levantada. A culpa é da comissão, que faz com que as coisas se arrastem. Ela deve elaborar uma resolução, teses, uma linha precisa. Mas até agora seus trabalhos não avançaram muito. Deveis ajudá-la.» 

22/05/2018

Viva o Bicentenário de Karl Marx, gigante do proletariado

Viva o Bicentenário de Karl Marx,  gigante do proletariado

Artigo publicado no Jornal do MFP - março de 2018

 Em 5 de maio de 2018 completam-se 200 anos do nascimento de Karl Heinrich Marx, genial fundador do socialismo científico, em Tréveris, na Alemanha. Pela passagem de tal acontecimento, o Movimento Feminino Popular presta sua homenagem a um dos maiores pensadores revolucionários da História da Humanidade, dirigente do proletariado internacional e artífice da ciência que trata das leis gerais que regem a matéria, o universo, a natureza, a sociedade e o pensamento. 
A concepção marxista da opressão feminina é a que guia o Movimento Feminino Popular em nossa linha ideológica e prática revolucionária.
Foi Karl Marx, junto com seu companheiro de armas Friedrich Engels, que através do estudo do desenvolvimento histórico da humanidade demonstrou que o problema da opressão feminina tem sua origem e determinação no surgimento da propriedade privada (quando na base da sociedade primitiva, a família patriarcal monogâmica substituiu o matriarcado) e em suas decorrências de divisão da sociedade em classes antagônicas e aparecimento do Estado.

Agrava-se a crise do imperialismo, cresce a luta revolucionária dos povos!

Agrava-se a crise do imperialismo, 
cresce a luta revolucionária dos povos!

Artigo publicado no Jornal do MFP - março de 2018



O mundo está sacudido por grandes tormentas provocadas, por um lado, pela crise geral resultante da decomposição e afundamento do imperialismo que se expressa principalmente no incremento das guerras de rapina pela repartilha do mundo, agudizando a contradição principal entre nações oprimidas e imperialismo;  por outro lado, pela reação das massas populares contra a exploração e opressão e resistências às guerras de rapinas e de agressões contra seus países e principalmente pelas guerras populares dirigidas por partidos comunistas maoístas no Peru, Índia, Filipinas e Turquia, ademais das greves e revoltas populares nos próprios países imperialistas e principalmente das greves e revoltas camponesas e de povos originários nos países dominados pelo imperialismo. 
Como nos ensinou o Presidente Mao Tsetung, a lei do imperialismo é provocar distúrbios e fracassar sucessivamente até sua derrota definitiva. Por outro lado “A lei do povo é lutar e fracassar, tornar a lutar e fracassar novamente, lutar outra vez até triunfar definitivamente!” Em todo o mundo se levanta uma Nova Grande Onda da Revolução Proletária Mundial!




A origem e simbologia do Dia Internacional da Mulher Proletária

A origem e simbologia do 

Dia Internacional da Mulher Proletária

Rússia, 8 de março de 1917: dezenas demilhares de mulheres saem às ruas contra a falta de alimento e a 1ª Guerra Mundial, agitando a consigna de “Paz, Pão e Terra!”
Artigo publicado no Jornal do MFP - março de 2018

O dia 8 de Março – Dia Internacional da Mulher Proletária tem uma importância especial na luta revolucionária de todos os povos. O tributo à luta das mulheres das classes exploradas e oprimidas de todos os países foi proposto por Clara Zetkin – dirigente do Partido Social Democrata (Comunista) da Alemanha – na II Conferência de Mulheres Socialistas em 1910, realizada na Dinamarca. Aprovada pelas delegadas, a homenagem foi realizada em dias diferentes nos primeiros anos.

A crise no país aumenta a violência sobre as mulheres: só a Revolução porá fim a esta violência

A crise no país aumenta a violência sobre as mulheres: só a Revolução porá fim a esta violência

Artigo publicado no Jornal do MFP - março de 2018


Manifestação durante o 8º Congresso da LCP do Norte de Minas e Sul da Bahia, em Januária (out/2015)
Os índices de violência contra as mulheres no Brasil vêm aumentando ano após ano e ultrapassaram os 5 milhões de mulheres agredidas fisicamente no ano de 2017 (segundo estatísticas oficiais). Mas há investigações que estimam que em um ano o número de mulheres agredidas fisicamente possa chegar à cifra de 19 milhões. No ano de 2015 aconteceram 1 estupro a cada 11 minutos e estes foram somente os dados registrados. Estima-se que estes sejam apenas 10% do total dos casos que realmente acontecem. Ou seja, o Brasil pode ter a taxa de quase meio milhão de estupros de mulheres a cada ano. Além disso, nosso país ocupa a marca de 5° lugar entre os países com maior taxa de feminicídio.
Toda esta horrenda realidade é produto da sociedade dividida em classes baseada na exploração e opressão do ser humano, e é reproduzida por todos os meios pelo capitalismo de modo geral e particularmente pelo capitalismo burocrático vigente em nosso país, no qual impera um sistema de exploração e opressão semicolonial/semifeudal.

Nem intervenção militar, nem farsa eleitoral! O Brasil precisa de uma grande revolução!

Nem intervenção militar, nem farsa eleitoral! 
O Brasil precisa de uma grande revolução!

Artigo publicado no Jornal do MFP - março de 2018

Bloco combativo no protesto contra intervenção militar no Rio de Janeiro  (19/2/2018)
O povo brasileiro já está farto de tanta mentira e enganação promovida pelas classes dominantes em nosso país. Enquanto aumentam a exploração retirando direitos e favorecendo os monopólios, insistem na velha farsa eleitoral, vendendo a ilusão de que a mudança dos gerentes de turno no velho Estado é o caminho para a mudança no país.  Todas as siglas do partido único (PSDB, PMDB, PT, PDT, PSD, PCdoB, etc.) já passaram pela gerência do velho Estado burguês e latifundiário e provaram que estão a serviço do latifúndio, da grande burguesia e do imperialismo, principalmente USA. 
O povo está cansado de enganação. O boicote às eleições é crescente, eleição após eleição. Nas últimas eleições presidenciais, para governadores e de muitas prefeituras a soma dos eleitores que não comparecem para votar com os votos brancos e nulos superaram os números de votos dos eleitos. A abstenção e o rechaço popular à farsa eleitoral é fato inconteste e aumentará a cada pleito.
As condições de vida do povo pioram ainda mais a cada dia com o aumento da carestia de vida, desemprego, endividamento, aumento das concentrações de terras nas mãos dos malditos latifundiários que mandam no judiciário, legislativo e executivo. O povo está morrendo à míngua nos hospitais, não há médicos, não há leitos, não há exames, não há medicamentos essenciais e quem mais padece com isso são as mulheres.
No campo, a concentração de terras aumenta como nunca. Os crimes dos latifundiários contra o povo continuam impunes. Enquanto o Estado promove sua “regularização das terras”, que nada mais é que a legalização das terras griladas para especulação pelos latifundiários e mineradoras! As massas respondem cada vez mais a esta situação com sua justa rebelião. Isto sim é o novo! A organização da revolta das massas populares do nosso país para destruir este sistema podre e corrupto é o caminho para construir uma nova nação.
Nem intervenção militar, nem farsa eleitoral melhorarão a vida do povo! Para se libertar de séculos de dominação, o Brasil precisa de uma Revolução! Revolução Democrática, que se inicia com a Revolução Agrária para entregar aos camponeses pobres, à classe operária, aos servidores públicos, professores e estudantes, bem como aos pequenos e médios proprietários, tudo o que lhe foi usurpado pelas classes de latifundiários e grandes burgueses serviçais do imperialismo, principalmente ianque.

Centenas de camponeses tomam as ruas de Pedras de Maria da Cruz, no Norte de Minas Gerais, em repúdio ao assassinato do dirigente da LCP Cleomar Rodrigues (nov/2014)


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