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16/02/2022

LCP: 'Carta Aberta – Liberdade Já para Luzivaldo!'

Recebemos  e reproduzimos uma importante nota emitida no dia 2 de fevereiro e assinada pela Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres (LCP) acerca do camponês preso político Luzivaldo.


Belo Horizonte, 01 de fevereiro de 2022

Carta Aberta

Aos verdadeiros democratas,
Ao movimento sindical,
Aos apoiadores do movimento camponês combativo,
A todos que se indignam com as injustiças e perseguições contra o
povo pobre e lutador,

Liberdade Já para Luzivaldo!

Amanhã, no próximo dia 02 de fevereiro de 2022, em audiência virtual, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais julga recurso da defesa contra a decisão que leva a júri, por um CRIME QUE NÃO COMETERAM, os camponeses Luzivaldo e Robério, de Campina Verde, triângulo mineiro. Luzivaldo está preso, têm sérios problemas de saúde, quase morreu em dezembro do ano passado, e se mantêm inquebrantável, vide a carta que enviou ao juiz do processo no anos passado.

Uma campanha pela liberdade de Luzivaldo está em curso pelo país com diversas ações de denúncia. O que estará em julgamento neste próximo dia 02/05/2022 é o recurso contra a decisão do Juiz de Campina Verde.

A situação de Luzivaldo é semelhante a de milhares de brasileiros, e gravíssima, visto que o próprio CNJ (Conselho Nacional de Justiça) determinou a revisão de todos os processos em que os réus foram reconhecidos por fotografias. E Luzivaldo então? Nem acusado por ninguém foi, preso há mais de dois anos por “ouvir falar”!!!!!! Que todos transmitam sua manifestação para que este clamor chegue ao relator do Processo.


Enviem manifestações para:

Processo nº: 0005038-50.2019.8.13.0111
Local: TRIBUNAL DE JUSTIÇA – Cartório da 4a Câmara Criminal Afonso Pena 1500
Desembargador relator Correa Camargo
Endereço Eletrônico do cartório (cacri4@tjmg.jus.br)

Luzivaldo é coordenador da Área São José da Boa Vista, luta pela terra organizada pela LCP na região que já dura mais de 10 anos entre Ituiutaba e Campina Verde. Robério é irmão de Luzivaldo.

O processo farsa montado contra Luzivaldo por um conluio de latifundiário, promotores e polícia local é tão canalha quanto ridículo juridicamente.

Preso há mais de dois anos, primeiro preventivamente e depois por estar pronunciado, durante todo este tempo os acusadores de Luzivaldo NÃO CONSEGUIRAM APRESENTAR NENHUMA PROVA contra o companheiro.

O que eles têm é a palavra de um policial que diz ter ouvido de uma pessoa (que nem de
testemunha pode ser chamada, porque até agora não apareceu no processo, depois de mais de dois anos) de que Luzivaldo teria cometido o crime por motivos diversos (inclusive a versão do tal policial é conflitante).

LUZIVALDO É PRESO POLÍTICO. SEUS ALGOZES O MANTÊM PRESO PARA FACILITAR SUA INTENÇÃO DE EXPULSAR AS FAMÍLIAS DA TERRA, O QUE INCLUSIVE JÁ FOI NEGADO DIVERSAS VEZES POR DIVERSOS TRIBUNAIS PAÍS AFORA.


LUZIVALDO É PRESO POLÍTICO.
LUZIVALDO É INOCENTE.
VIVA A LUTA PELA TERRA.
LIBERDADE PARA LUZIVALDO.

Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres

Veja aqui fotos da carta do Companheiro preso político Luzivaldo e também fotos de ações em apoio a ele por todo o país.



05/01/2022

LCP: 'Camponês preso político Luzivaldo de Souza Araújo corre risco de morte'

Recebemos  e reproduzimos uma importante nota emitida no dia 30 de dezembro e assinada pela Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres (LCP) acerca da
camponês preso político Luzivaldo.

O companheiro Luzivaldo de Souza Araújo, preso político, injustamente acusado por um crime que não cometeu e que ninguém, a não ser o promotor, o acusou (conforme testemunhas e declarações em mais de 3 anos de processo-farsa), corre sério risco de morte.

Fomos informados por seus familiares que na semana passada (20 a 24 de dezembro do corrente) Luzivaldo ficou internado em um hospital na região (Frutal-MG) em virtude de cálculos e infecções pelo menos na vesícula e no fígado (os advogados, em contato com o hospital, providenciam o laudo e solicitam informações exatas).

Antes disso uma senhora conhecida, que visitava o marido também preso, já havia alertado a família de Luzivaldo que as visitas da data em questão tiveram que ser interrompidas pelos gritos de dor de Luzivaldo.

As informações, que estão sendo confirmadas pelos advogados ou não, dão conta que Luzivaldo foi medicado, terá que ser operado, mas que retornou ao presídio for “FALTA DE AGENTES” para acompanha-lo no hospital.

É um absurdo, um crime repetido milhões de vezes contra tantos presos comuns, em sua imensa maioria pretos e pobres no Brasil, mas mais grave ainda porque Luzivaldo é um preso político, cujo julgamento de um recurso entre dezenas dos já interpostos pelos advogados teria que ser julgado em dezembro, mas não o foi porque o meritíssimo entrou de férias.

Os camponeses da Área São José da Boa Vista já estão se mobilizando para exigir, uma vez mais, A IMEDIATA LIBERTAÇÃO DE LUZIVALDO.

Que todos os democratas Brasil afora façam o mesmo. Protestem nos endereços abaixo:

1 – Governador MG Romeu Zema
E-mail: governador@governo.mg.gov.br

2 – Tribunal de Justiça de Minas Gerais
Presidente Desembargador Gilson Soares Lemes
E-mail: gapre@tjmg.jus.br

3 – Departamento Penitenciário de Minas Gerais (órgão responsável pela gestão do sistema prisional mineiro e atua de forma)
Ouvidoria do Sistema Penitenciário – (link para registro de providências)
https://www.ouvidoriageral.mg.gov.br/ouvidorias-tematicas/ouvidoria-do-sistema-penitenciario

4 – Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos – CONEDH
E-mail: conedh@social.mg.gov.br

5 – Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais
Presidenta: Dep. Andréia de Jesus /PSOL
E-mail: dep.andreia.de.jesus@almg.gov.br

 


Fotos: Campanha pela libertação de Luzivaldo. Campina Verde - MG. Fonte:Resistência Camponesa.


 Luzivaldo, de boné, em audiência na Ouvidoria Agrária em Brasília, em outubro de 2017.

A VIDA DE LUZIVALDO DEPENDE DESTA MOBILIZAÇÃO!

LUZIVALDO É INOCENTE! LUZIVALDO É PRESO POLÍTICO! LUZIVALDO ESTÁ GRAVEMENTE DOENTE!

LIBERDADE IMEDIATA PARA LUZIVALDO!

Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres

Goiânia, 28 de dezembro de 2021

 

29/12/2021

LCP: 'Companheiro Pelé, PRESENTE NA LUTA!'

Reproduzimos importante nota emitida no dia 12 de dezembro de 2021 e assinada pela Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres (LCP) acerca do falecimento do companheiro Pelé.


10/10/2020

LCP - Abaixo a grosseira montagem do governo de RO e sua PM de demonização dos camponeses em luta pela terra para fazer despejos, prisões e massacres

 A seguir, publicamos a nota da Comissão Nacional da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) denunciando tentativa de massacre e desmascarando as mentiras imputadas às famílias camponesas e ao movimento.

Abaixo a grosseira montagem do governo de RO e sua PM de demonização dos camponeses em luta pela terra para fazer despejos, prisões e massacres

 

 

Nota da LCP aos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade e ao público em geral

Desde as primeiras horas de hoje (dia 8) o governo de Rondônia enviou 300 policiais armados até os dentes para sitiar o acampamento Tiago dos Santos, em Nova Mutum-Paraná,onde vivem 600 famílias, mais de 2.400 hmens, mulheres e crianças. Os policiais estão atirandocontra as motos ou qualquer coisa que se move no acampamento, impedem a entrada de qualquer coisa e até de alimentos, quando centenas de crianças não tomam leite desde segunda-feira última, numa verdadeira ciranda de terror.

Passados 05 dias dos graves acontecimentos naquela região, uma sucessão de fatos, revelações contundentes dos camponeses do Acampamento Tiago dos Santos e o próprio comportamento do monopólio da imprensa e principalmente dos “sites marrons” a serviço do latifúndio e da pistolagem, cada vez nais vão desmascarando a tempestade de mentiras, provocações, acusações, ameaças e a grosseira montagem do governo de Rondônia e sua PM para demonizar as famílias camponesas em sua dura luta por um pedaço de terra para trabalhar e sobreviver.

No dia 05 de outubro, um dia após a morte dos PMs, Sebastião Martins, irmão e advogado do maior grileiro de terras de Rondônia, Antônio Martins “Galo velho”, entrou com petição na justiça pedindo cumprimento de liminar para retirar as mais de 600 famílias, mais de 2.400 homens, mulheres e crianças, do Acampamento Tiago dos Santos. Esta área de 57 mil hectares, grilada e mantida improdutiva, é a terra pela qual as famílias de camponeses lutam desde 2016. Desde então os camponeses vêm sendo atacadas por pistoleiros e sendo retiradas por decisão judicial. Um dos que lutava por essa terra, o companheiro Tiago dos Santos, foi assassinado e por isto dá nome ao acampamento atual.

Em julho deste ano, 2020, o mesmo “Galo velho” e seu irmão foram presos por formação de quadrilha, compra de documentos falsos para roubar terras públicas e por compra de sentenças dando as terras improdutivas como produtivas, além de ter bloqueados mais de 300 milhões de reais. O Juiz Federal Herculano Nacif, da 5.º Vara Federal em Porto Velho, já falecido, julgava todos os seus casos, inclusive tendo sido o responsável por derrubar o processo da desapropriação da terra, desapropriação que já estava em curso no INCRA, à época.

Este é o fato mais revelador após os acontecimentos ao lado deste sitiamento do acampamento. Mas, e antes do dia 03 de outubro de 2020, o que acontecia?

Houve sobrevoos quase diários de helicópteros da PM, como agora, na área do acampamento Tiago dos Santos. Mas é importante ressaltar, uma vez mais, o que é reconhecido pelas próprias “autoridades de segurança” de Rondônia que NÃO FOI NA ÁREA ONDE ESTÃO AS FAMÍLIAS, QUE OS PM`S FORAM MORTOS. Também circularam na internet diversas fotos de “guaxebas” armados (como os camponeses de Rondônia chamam os pistoleiros) e vídeos em prometem limpar a região dos “sem terra” a mando do “Galo velho”.

Se o primeiro policial que foi morto estivesse simplesmente pescando numa área de conflito agrário, a qual a PM monitorava com sobrevoos de helicópteros, como querem fazer crer as versões preparadas pelos “sites marrons”, pelo secretário de segurança e o comando da PM, seria no mínimo muito estranho que sendo policial, o morto estivesse desinformado da situação de tensão na região, que se arrasta pelo menos há quatro anos.

E o que dizer da chamada “operação Mors”, em Jaru-RO, em julho de 2016, onde a polícia federal desbaratou e prendeu um grupo de extermínio que atuava na região de Jaru e do Vale do Jamari, com dezenas de execuções, e no qual onze membros eram da PM-RO (Onze policiais militares são presos durante operação da PF de Rondônia)

Mas admitindo-se que o policial morto estivesse em pescaria ali, o fato é que quem circula nas áreas próximas aos acampamentos de camponeses em luta pela terra são pistoleiros do latifúndio ocupado. É de conhecimento público em RO que dentre os pistoleiros há sempre policiais reformados e da ativa, tal como comprova o publicamente conhecido, entre outros, o caso do sargento Moisés (da PM RO), na chacina de nove camponeses, em Coniza-MT, em 19 de abril de 2017 (Caso Sargento Moisés JB News e Processo contra o Sargento Moisés no Diário Oficial do Matogrosso da 1ª, 2ª e 3ª Região). Porque tão ligeira e automaticamente essa imprensa venal de RO, o comando da PM e o secretário de segurança imputam a morte dos PM’s aos camponeses, quando é prática conhecida de policiais que servem de guaxebas a latifundiários torturar, assassinar e queimar carros? É como, por exemplo, ocorreu com os jovens camponeses assassinados Alyson e Ruan, em fevereiro de 2016, na Fazenda Tucumã, em Cujubim-RO, crime pelo qual respondem latifundiários, policiais e pistoleiros chefiados pelo mesmo foragido sargento Moisés da referida chacina de Coniza. Neste caso, fica evidente que os policiais que entraram na área onde fora morto o PM reformado, não foram ali simplesmente para buscar seu corpo e sim para “limpar a sujeira”, pois que outro PM foi morto e outros feridos em “confronto” com os “sem terra”, como alardeiam os defensores do latifúndio e seus crimes hediondos de matar camponeses, desmatar e incendiar a floresta Amazônica, e não confronto com os mesmos pistoleiros que mataram o PM reformado e que deixaram que seus acompanhantes escapassem no propósito, como está exposto acima.

A acusação contra os camponeses é tão absurda que contraria a própria lógica da versão dessa imprensa venal de Rondônia e seus “sites marrons”, a do secretário de segurança e comando da PM. Ao montar tal versão de que foram os camponeses daquele acampamento que mataram o policial que pescava, não se deram conta da incoerência da mentira. Ou seja, de que a “quadrilha de criminosos dos sem terra”, como demonizam os camponeses em luta pela terra, “assassinou o policial reformado que estava pescando” e que estes “bandidos de alta periculosidade”, como afirmou o secretário de segurança em entrevista, deixaram os acompanhantes do policial morto atravessarem o rio e irem embora. Tal versão corrobora exatamente para a tese de que os assassinos são guaxebas do “Galo velho”, que armaram para matar cruelmente o policial e deixar escapar os acompanhantes dele para que pedissem socorro à corporação. Uma provocação para que a imprensa vendida armasse seu berreiro para impressionar a opinião pública e justificar que o Estado e seus órgãos de repressão, com sangue nos olhos, caíssem em cima dos camponeses e arrasassem com seu acampamento. Da mesma forma é a versão de que um contingente policial, acatando a denúncia do assassinato pelos que escaparam, teria ido ao local para resgatar o corpo e recebidos a tiros, tiveram de retirar-se com a morte de um sargento e ferimentos de outros. Conforme a denúncia dos que escaparam qual foi o contingente enviado? Grande não foi porque senão não teriam recuado. Se foi pequeno, porque fizeram assim diante do assassinato de um policial numa área de conflito agrário? Grosseira montagem! Provocação da qual, provavelmente o comando da PM sequer sabia que membros da corporação haviam se dirigido àquela área, mas que por sua natureza de defensor dos latifundiários ladrões de terras públicas, necessitam encobrir os fatos com essa grosseira montagem.

Conhecendo a polícia de Rondônia, em que o Secretário de Segurança Pública, coronel José H. Cysneiros Pachá, conhecido oficial da PM-RO por sua participação direta no repulsivo Massacre de Corumbiara de 9 de agosto de 1995 (Oficiais de Corumbiara receberam promoções) , então tenente à época, quem pode duvidar que se esses parasitas defensores dos latifundiários ladrões de terras públicas realmente acreditassem que os policiais foram assassinados por “terroristas” e “milícias armadas dos sem terra”, LCP, etc., eles não teriam imediatamente promovido um banho de sangue como fizeram em Corumbiara, em Eldorado dos Carajás e tantos que ensanguentam a luta dos camponeses pela terra na história de nosso país?

Em Rondônia o comando da PM sabe, todo mundo sabe, que os esquemas de pistolagem do latifúndio funcionam por dentro e por fora daquela corporação, e geralmente quando há “desencontro”, conflitos de interesses ou outras contradições nos acertos da féria criminosa, a solução é muito violenta. Donde não se pode excluir as maquinações dos latifundiários com eliminações de policiais para provocar a demonização e fúria das forças repressivas do Estado contra os camponeses em luta pela terra, para exatamente expulsá-los.

Só para lembrar, no início dos anos 2.000, três camponeses entre os quais dois ativistas da LCP foram acusados e presos por assassinar um funcionário, na verdade guaxeba do “galo velho”, na disputa por terras comprovadamente griladas. No julgamento, o advogado dos camponeses lembrou do dia em que o ex-presidente João Figueiredo entregara aquela terra aos posseiros. Um dos ativistas da Liga passou quatro anos preso, pelo menos dois anos no Urso Branco. No julgamento, acima citado, uma das testemunhas de acusação, um militar, subordinado ao então major Enedy, reconheceu que policiais de Rondônia, para completar o soldo, trabalhavam como segurança para latifundiários. Também a viúva do guaxeba morto relatou a estranha insistência de “Galo velho” para que seu marido fosse receber seus “atrasados” por tanto tempo procrastinados. Os camponeses foram absolvidos. Depois de publicamente demonizados, difamados e moralmente linchados.

É o que, uma vez mais estamos vivenciando!

Os camponeses do Acampamento Tiago dos Santos, as mais de 600 famílias, mais de 2.400 homens, mulheres e crianças, são pessoas comuns, camponeses que já foram expulsos de suas posses covarde e ilegalmente, muitos foram trabalhar na construção de Jirau e ficaram desempregados, sem dinheiro, longe das famílias, “rodados”. Juntos estão lutando por esta terra pública, roubada e grilada por latifundiários dados como criminosos pela justiça deste velho Estado, com o conluio de juízes e funcionários públicos, como única forma de sobreviver frente ao brutal desemprego, miséria, pandemia e violência contra o povo!

Além de situações de grosseiras montagens como esta para justificar a continuação do secular massacre de camponeses e defesa dos latifundiários ladrões de terras públicas, também quando cansados da exploração sem fim e sofrimentos os camponeses radicalizam a luta pela terra os demonizam mais ainda para massacrá-ĺos. Essa récua de parasitas, após chupar o suor sofrido destes humildes brasileiros trabalhadores e trabalhadoras de mãos calejadas, quer ainda o seu sangue. Para levar seu hediondo e oprobioso crime insiste em difamá-los como “vagabundos sem terra” e, quando os enfrentam e não se dobram, de “bandidos” ou “terroristas”!

Os camponeses são inocentes!

A Liga dos Camponeses Pobres é um movimento de luta pela terra!

Terroristas e assassinos são essa malta de reacionários, serviçais e a soldo dos latifundiários ladrões de terras públicas, quer o sangue dessas famílias camponesas, humildes trabalhadores e trabalhadoras. Além de montagens grosseiras como o caso em questão, também em toda luta que estes honrados brasileiros e brasileiras radicalizam por estarem esgotados de serem sugados até a última gota de suor por esses exploradores, secularmente ladrões de terras públicas e demais parasitas que os rodeiam, como essa imprensa venal, barata e mentirosa de RO, de políticos corruptos descarados e de militares fascistas, acostumados a se cevarem com o sangue de massas empobrecidas indefesas e desarmadas, insistem em todas as oportunidades para, odiosamente, desqualificar como “sem terra vagabundos”, e, quando estes os enfrentam e não se dobram, demonizam como “bandidos” e “terroristas”!

Os camponeses são inocentes, são trabalhadores honrados!

A Liga dos Camponeses Pobres é um movimento desses brasileiros deserdados de tudo em luta pela terra!

Até um senador bufão, alvo de vários processos por participação em assassinato, desvio de dinheiro público e participação em milícias para-militares, foi a Mutum Paraná para aparecer como se estivesse na área do conflito, para agitar sua bandeira mulambenta e repulsiva do fascismo.

Este monte de lixo demoniza os camponeses e sua sagrada luta à estafa e lança contra eles os massacres e chacinas, o faz, além do mais, para servir o seu sangue nos banquetes em que entregam o Brasil de mão beijada para seus amos imperialistas.

Esta é a verdade!

Que os verdadeiros democratas e progressistas se levantem contra mais este crime anunciado e o banho de sangue contra os camponeses do Acampamento Tiago dos Santos.

Abaixo a demonização e criminalização da luta pela terra!

Terra para quem nela vive e trabalha!

Viva o Acampamento Tiago dos Santos!

Terroristas e assassinos são os mentirosos a serviço dos latifundiários ladrões de terras públicas !

Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres

Goiânia, 08 de outubro de 2020

 

Saudacao às mulheres e crianças do Acampamento Tiago dos Santos que se encontram cercados


O MFP saúda a luta camponesa do acampamento Tiago dos Santos em Rondônia e de todo o país. A belíssima imagem das mulheres junto com suas crianças dispostas a enfrentar todo aparato policial militar do velho Estado para garantir o seu sagrado direito à terra para trabalhar e sustentar suas famílias é reveladora daquilo que todos os sabujos desse Estado burguês-latifundiário, serviçal do imperialismo, principalmente norte-americano, defensor de grileiros e pistoleiros tentam esconder: a fúria secular do povo em geral e das mulheres em particular contra toda essa velha ordem de exploração e opressão.

Quando as crianças gritam suas palavras de ordem “queremos leite”, junto com suas mães, afirmam que apesar do medo a coragem é maior para lutar e defender a terra, demonstrando energicamente que nada nem ninguém pode deter a luta camponesa nesse país de miséria. As mulheres de rosto tampado, com filhos nos braços e empunhando bandeiras vermelhas, é um comovente e contundente exemplo para quem ainda duvida da fúria e da luta popular, ou, como faz o oportunismo, só vê a gritaria histérica dos fascistas e não enxerga a fibra, coragem e disposição do povo de lutar.

Nenhuma mentira pode apagar o fato de que os maiores bandidos e assassinos desse país são os grandes burgueses e latifundiários e todos os seus asseclas. Quem quer que se interponha à sua frente não impedirá a luta que é maior quanto maior for a opressão. A declaração dessa mulher camponesa expressa a fúria e decisão da mulher pobre em todas as partes de nosso país e em todo o mundo. As mulheres do povo que na batalha para defender o pão dos filhos, defender o pedaço de chão para sair da humilhação, defender os direitos mínimos de sobrevivência, passam por cima de qualquer tipo de dificuldade e transformam-se em verdadeiras leoas capazes de superar qualquer obstáculo.

Saudamos todos os camponeses do acampamento Tiago dos Santos e particularmente as mulheres e crianças. Voces nao estao sozinhos nessa batalha!

Rebelar-se é justo!

Terra para quem nela vive e trabalha!

Viva a Revolução Agrária!

Viva o acampamento Tiago dos Santos e a Liga dos Camponeses Pobres!

Viva a luta das mulheres do povo!

Despertar a fúria revolucionária da mulher!



A seguir o vídeo e a notícia do Jornal A Nova Democracia:





URGENTE! PM cerca covardemente Acampamento Tiago dos Santos e impede entrada de mantimentos

Taís Souza (A Nova Democracia, 08 de outubro, 2020)

Camponeses do Acampamento Tiago dos Santos, localizado na região de Porto Velho, em Rondônia, denunciam o covarde cerco imposto pela Polícia Militar (PM) nesse momento. Os trabalhadores, que são organizados pela Liga dos Camponeses Pobres (LCP) de Rondônia e Amazônia Ocidental, estão sendo impedidos de entrar e sair do acampamento pela PM, assim como é impedida a entrada de mantimentos.

Em um vídeo divulgado pelos próprios camponeses, mulheres, mães e crianças do acampamento denunciam o cerco feito pela PM, reivindicam leite e alimentação e afirmam que desde o dia 5 de outubro já falta leite para as crianças.

De acordo com denúncia recebida pela redação de AND, os camponeses afirmam: “Estamos todos muito preocupados aqui com as violações de direitos que podem acontecer, assassinatos, torturas, humilhações e retaliações aos camponeses inocentes”.

O fato ocorre desde que mentiras foram propagadas pelo monopólio de imprensa atribuindo o assassinato de um policial ao acampamento, acusação sem indício algum que justificasse. A morte do tenente da reserva, ocorrida na tarde do dia 3 de outubro, há dezenas de quilômetros de distância do acampamento, desencadeou toda sanha da sanguinária da PM de Rondônia, que passou a atacar os camponeses do Acampamento Tiago dos Santos e da área Dois Amigos, na região do distrito de União Bandeirantes, em Porto Velho. Logo após o ocorrido, através de uma rede social, o fascista Jair Bolsonaro fez uma incitação contra a LCP, publicando um vídeo dos camponeses em uma outra área, no qual policiais são expulsos do acampamento após tentarem intimidar as famílias, sem mandado judicial. Na ocasião, o capitão golpista publicou: "Eu tenho a minha opinião, qual é a sua?".

Leia mais: Assassinato de oficial da reserva da PM é a sanha para justificar ataques aos camponeses

Em nota emitida pela LCP, o movimento afirma que a morte do policial é fruto do acerto de contas entre bandas de policiais militares, pistoleiros e grupos de grileiros, e nada tem a ver com os camponeses pobres.

Afirmam também que no Acampamento Tiago dos Santos há mais de 600 famílias, 2 mil homens, mulheres e crianças que lutam por uma área pública, de mais de 57 mil hectares, criminosa e ilegalmente grilada, roubada e usada pelo latifundiário Antônio Martins dos Santos, conhecido como "Galo Velho".

Leia mais: 'Abaixo as mentiras da PM de Rondônia e dos sites 'marrons' a serviço do latifúndio', conclama LCP.

O movimento conclama que todas as vozes dos democratas e honestos, por esse Brasil afora, se levantem imediatamente e afirma ainda: “Todo esse discurso é para esconder alguma coisa muito grave e justificar um massacre! Viva a luta pela terra! Terra para quem nela vive e trabalha!”.


05/09/2020

Vídeo: Camponeses tomam todas as terras da antiga Fazenda Santa Elina

Saudamos com muito entusiasmo as familias que tomaram o restante da fazenda Santa Elina em Corumbiara-RO. Essa éuma luta histórica e questao de honra para os camponeses e camponesas do Brasil. 

Viva a heroica resistencia de Corumbiara!

Viva os 25 anos da batalha de Santa Elina!

Viva a Revoluçao Agrária e a alianca operário-camponesa!

 

A seguir pulicamos, do jornal Resistencia Camponesa o video das familias ja na terra tomada:

 




Famílias camponesas que tomaram uma das últimas terras da antiga Fazenda Santa Elina no último dia 16 de agosto realizaram uma marcha pela área ocupada após a realização de assembleia no acampamento.

A manifestação, realizada na principal entrada do Acampamento Manoel Ribeiro, dois dias depois da ocupação, foi marcada pela animação e combatividade.

Os camponeses entoaram várias palavras de ordem, que aponta o caminho para solução da crise em todo o pais: avançar na organização e luta por tomar todas as terras do latifúndio.

Erguendo bem alto as bandeiras vermelhas, além de machados, foices, facões e enxadas – seus instrumentos de trabalho – os camponeses mostraram organização e disposição de luta.

Com a ocupação do latifúndio Fazenda Nossa Senhora, os camponeses erguem o Acampamento Manoel Ribeiro, nome dado em homenagem ao vereador que foi assassinado por pistoleiros na porta de sua casa, em Corumbiara, pouco tempo após o chamado “Massacre de Corumbiara”. Conhecido como Nelinho, Manoel havia apoiado as famílias acampadas na Fazenda Santa Elina durante toda a ocupação em 1995.

Bem na entrada do Acampamento Manoel Ribeiro, junto à uma grande faixa saudando os 25 anos da Heroica Resistência Camponesa de Corumbiara pode ser visto um estandarte com a foto do Nelinho, exibida junto às imagens dos demais lutadores que verteram seu sangue pela conquista da terra para quem nela trabalha.

09/01/2020

Companheira Remis, Presente na luta!

Companheira Remis, Presente na luta!

A seguir, republicamos nota do MFP e LCP do Norte de Minas e Sul da Bahia de dezembro de 2017, por ocasião do feminicídio contra nossa companheira Remis Carla. 



Nota de consternação e repúdio pelo assassinato da companheira Remís Carla

Nós, companheiras e companheiros da LCP - Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas e Sul da Bahia e do MFP – Movimento Feminino Popular, com muita indignação e ódio de classe, lamentamos profundamente a morte da companheira Remís e desde o Norte de Minas enviamos nossos sentimentos de pesar aos familiares, companheiras e companheiros de luta desta jovem lutadora do povo e a nossa palavra de certeza e firmeza na luta e de que a vitória do povo, especialmente a emancipação das mulheres, brilhará luminosa e incandescente um dia como o sol!
Repudiamos veementemente a atitude covarde de seu assassino e ex-namorado Paulo César e especialmente o que esta representa: continuidade e agravamento da violência particularmente brutal contra as mulheres pobres, por sua condição de classe e também como expressão do ódio dessa sociedade patriarcal que se volta de modo sistemático e por todas as formas contra as mulheres, mais ainda se estas desafiam levantar sua voz, principalmente na luta contra este sistema de exploração e seus valores reacionários de que a mulher deve ser submissa e serviçal do homem. Como não bastasse toda esta cultura e costumes apodrecidos já no momento de seu surgimento baseadas na famigerada e absurda concepção de uma suposta natureza deficitária da mulher, através de todos os meios de reprodução deste sistema de exploração e opressão fazer valer tais valores retrógrados, arcaicos e medievais que impõe à mulher, especialmente as mulheres do povo, em pleno século XXI, de modo encoberto ou abertamente toda sorte de prejuízos, inferioridade, incapacidade, fragilidade e até mesmo novas formas de justificar a dupla jornada e a obrigação exclusiva da mulher de cuidar da casa, da infância, do marido, da família, dos enfermos, enfim a escravidão doméstica mesmo para aquelas que trabalham fora.

12/07/2019

Denúncia urgente: Criminosa reintegração de posse contra famílias camponesas da Comunidade Olaria Barra do Mirador (MG)

Reproduzimos a seguir denúncia feita pelo Comitê de apoio ao jornal A Nova Democracia do Norte de Minas

Denúncia urgente: Criminosa reintegração de posse contra famílias camponesas da Comunidade Olaria Barra do Mirador (MG)


NORTE DE MINAS: CRIMINOSA REINTEGRAÇÃO DE POSSE CONTRA MAIS DE 50 FAMÍLIAS CAMPONESAS DA COMUNIDADE OLARIA BARRA DO MIRADOR/MIRAVÂNIA
Na madrugada desta terça-feira, dia 9 de julho, uma grande operação envolvendo mais de 100 policiais militares fortemente armados expulsou e destruiu as casas das famílias da Comunidade Olaria Barra do Mirador, localizada no município de Miravânia, no Norte de Minas Gerais. A decisão pelo cumprimento da injusta, ilegal, ilegítima e criminosa reintegração foi assinada pelo Sr. Walter Zwicker Esbaille Júnior, juiz da Vara Agrária de Conflitos Agrários do estado.
Os policiais militares, em dezenas de viaturas, chegaram à comunidade ameaçando as famílias, destruindo suas casas e coagindo os camponeses a assinarem um suposto “acordo” que, na prática, legaliza o roubo de suas terras pelo latifundiário grileiro Walter Arantes. Ainda nesta madrugada, apoiadores dos camponeses realizaram um bloqueio de uma estrada que liga Januária à cidade de Miravânia, com pedaços de pau, fogo e faixas denunciando o latifundiário grileiro, que é conhecido na região como “Waltinho”. O Comitê de Apoio ao jornal A Nova Democracia está no local e continuará noticiando o desdobramento dos fatos.
As famílias da Comunidade Olaria Barra do Mirador, apoiadas pela Liga dos Camponeses Pobres (LCP) do Norte de Minas e Sul da Bahia, há 19 anos ocupam aquelas terras, que antes eram improdutivas. Em nota publicada no dia 08/07, o Comitê de Defesa das Famílias da Olaria Barra do Mirador denunciou que tal operação foi orquestrada e financiada pelo latifundiário Walter Arantes, recentemente preso por “lavagem de dinheiro” pela “Operação Lava Jato”, e que responde a dezenas de processos em aberto na região e na capital do estado, envolvendo crimes que vão desde “danos ambientais” à “enriquecimento ilícito”.
O antes e o depois do ataque da polícia. Residência camponesa é destruída durante reintegração
Evidenciando como mais este crime contra os pobres do campo está sendo articulado pelo latifúndio junto à Policia Militar, a reintegração foi realizada, sorrateiramente, um dia antes da realização de uma Audiência Pública da Comissão de Direitos Humanos da ALMG, que seria realizada no dia 10/07, em Belo Horizonte.
As famílias e seus representantes legais não foram notificados sobre a realização da reintegração de posse, mas, pelo contrário, no objetivo de tentar impedir sua justa resistência e a grande repercussão favorável às famílias camponesas, o comandante do 30º Batalhão da PM - tenente coronel Rubens Pereira - enviou um ofício ao Conselho Tutelar somente no domingo, dia 07/07. Como demonstra a imagem abaixo, tal ofício foi expedido ainda no dia 14/06 e deliberadamente comunicado somente às vésperas da reintegração. Importante frisar que tal documento não deixa evidente que o cumprimento da reintegração se daria naquele dia, mas anuncia a formação do “Comitê Permanente de Crise”, que sequer foi formalizado.  
Em nota, o Comitê de Defesa das Famílias da Olaria Barra do Mirador afirma:
“No dia 31 de maio, em ato público ocorrido na Escola Estadual Dona Maria Carlos Mota, dezenas de pessoas de bem de diversas comunidades e entidades, comerciantes, vereadores de nossa cidade, a LCP (Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas e Sul da Bahia),  a FETAEMG (Federação dos Trabalhadores da Agricultura de MG), a CPT (Comissão Pastoral da Terra), camponeses de outras cidades e intelectuais honestos, manifestaram apoio à luta das famílias da comunidade Olaria Barra do Mirador. Em todo o Norte de Minas e na capital, nossa denúncia foi levada. Já saiu até em jornal de circulação nacional. Se alguém pretende cometer esse crime contra as famílias, vai fazer à luz do dia e não terá mais paz na vida! Não estamos sozinhos nessa luta! Calamos a boca de muita gente no dia 16 de maio. Até a  advogada do latifundiário ficou de boca aberta, quando uma amiga nossa nos defendeu e falou as verdades na cara de todo mundo. As famílias que estavam sendo pisadas e humilhadas levantaram a cabeça. O prefeito e a polícia estão do lado dos ricos e poderosos, mas nós acreditamos na força do povo organizado, porque ao final das contas a justiça final está é do nosso lado e ela não falhará no momento certo de nos dar força e coragem para enfrentar nossos inimigos.  O gerenciamento de Bolsonaro já declarou guerra aos camponeses e quer a todo custo legalizar a atuação dos pistoleiros e grupos paramilitares dos latifundiários. Este velho Estado, com seu congresso e judiciário corruptos, já demonstrou que está caindo de podre. Não reconhecemos qualquer decisão judicial que não seja pela imediata suspensão da Reintegração de Posse e a legalização das propriedades camponesas”.

25/05/2019

LCP - Bolsonaro prega guerra no campo

Reproduzimos a seguir importante nota da Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres publicada no site Resistência Camponesa no dia 6 de maio de 2019:

Bolsonaro prega guerra no campo

Na abertura da Agrishow, em Ribeirão Preto, no último dia 29 de abril, Bolsonaro defendeu que os latifundiários que assassinem quem invadir suas terras não sejam nem processados e nem condenados por seus crimes. Bem como prometeu enviar ao Congresso projeto de lei que caracterize a luta pela terra como terrorista.
Também anunciou para os ladrões das terras públicas e dos camponeses pobres, os latifundiários, mais especificamente para os barões do agronegócio, que o seguro rural em seu primeiro ano de governo será de 1 bilhão de reais (aumento de 125 %), bem como pediu juros menores dos empréstimos contraídos pelos latifundiários com o Banco do Brasil: mais uma farra para estes parasitas que só exportam e não colocam um grão de feijão, que seja, no prato dos brasileiros.
Antes, já havia renovado a mordomia desses tubarões, com isenção de 40 bilhões de impostos dos insumos agrícolas, em sua grande maioria vendida por multinacionais cartelizadas.
No discurso na Agrishow, de concreto, nada de novo, só mais do mesmo, além da defesa aberta da pistolagem e do genocídio no campo. Servil, sabujo e descarado, falou o que pensa e que agradaria aos donos da festa.

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