terça-feira, 16 de março de 2021

Dia internacional da mulher proletária é comemorado em diversos países

Retirado do site A Nova Democracia em 15 de março de 2021: 


Dia internacional da mulher proletária é comemorado em diversos países


Foto: Reprodução.

No 8 de março de 2021, o Dia Internacional da Mulher Proletária foi comemorado em todo o mundo com marchas, palestras, apresentações culturais e muito mais. O dia vermelho e proletário, celebrado anualmente por revolucionários em todo o mundo há mais de um século, é uma ocasião importante para levantar o apelo à mobilização das mulheres como uma força indispensável para a revolução proletária.

No Equador a Frente de Defesa de Lutas do Povo (FDLP-EC) divulgou um comunicado em homenagem à data e denunciando o novo ciclo da farsa eleitoral: “Nosso rumo já está traçado, o da luta de classes e a luta pelo Poder; as pegadas ainda estão frescas: Rosita Paredes, camaradas Cecília e Camila; Norah, Edith Lagos, Sandra Lima. Não permitamos que este caminho seja prejudicado por demandas e apelos pós-modernos - de oportunismo ou revisionismo; que o caminho e a luta serão firmes e implacáveis ​​até a conquista do Poder. ”

O Movimiento Femenino Popular do Equador queimou propagandas eleitorais como parte de suas atividades.

Movimento Feminino Popular do Equador comemora o 8 de março queimando propagandas da farsa eleitoral. Foto: Reprodução

No México, um muro de metal de três metros foi erguido em volta do Palácio Nacional, na Cidade do México, para evitar que as mulheres rebeladas tomassem o local o local símbolo da reação contra o povo, devido à tradição de combatividade das mulheres mexicanas. Em resposta, as mulheres quase derrubaram o muro, e gravaram nele o nome de centenas de mulheres vítimas do feminicídio.

Ao menos 81 policiais foram feridas durante enfrentamentos com as manifestantes, das 1,7 mil policiais destacadas para reprimir o protesto. Cerca de 19 civis ficaram feridas.

Em dezenas de outras cidades além da capital prédios do velho Estado foram atacados pelas manifestantes com pichações, bombas de coquetel molotov, entre outros objetos. As participantes rechaçavam o grande número de feminicídios e outras atrocidades no país, com o México estando apenas atrás do Brasil nas estimativas oficiais.

Manifestantes atacam muro construído para proteger o Palácio Nacional no México. Foto: Reuters

Manifestantes atacam um grupo de policiais no México. Foto: Getty Images

No Estados Unidosna cidade de Pacoima, Califórnia, o movimento revolucionário de mulheres, junto ao povo e o Movimento Unido de Defesa dos Bairros (MUDB) comemoraram o dia com uma marcha. Também estiveram presentes um grupo popular de dança asteca que realizaram apresentações culturais. O MUDB falou sobre o grande número de mulheres que enfrentam despejos durante a pandemia e sobre como elas estão na vanguarda da luta pela moradia. A marcha então rumou a um muro onde uma grande pintura da camarada Norah, do Partido Comunista do Peru, foi realizada.

Em Austin, Texas, no 6 de março, o Movimento Feminino Popular, realizou um evento cultural que incluiu música, apresentações de militantes e discursos para homenagear mulheres revolucionárias. Foi apresentada uma canção sobre a recente crise enfrentada pelo povo do Texas após uma tempestade extrema de inverno e que, devido ao descaso das grandes empresas capitalistas e o Estado imperialista, tirou a vida de 70 pessoas.

Também ocorreram manifestações em Port Hueneme, Nova Inglaterra, Kansas City, Orlando, Wheeling e Pittsburgh.

Marcha do 8 de março em Austin, Texas. Na faixa consta: Despertar a fúria revolucionária da mulher como uma força da revolução proletária. Foto: Tribune of the People.

Marcha do 8 de março em Port Hueneme. Na faixa consta: Despertar a fúria revolucionária da mulher como uma poderosa força da revolução proletária. Foto: Tribune of the People.

Protesto do 8 de março em Pacoima. Revolucionários carregam imagem da militante revolucionária brasileira Carla Remís. Foto: Tribune of the People

Na Turquia, em Istambul, milhares de mulheres participaram de uma passeata no 8 de março. A repressão do Estado fascista recaiu violentamente sobre a marcha, resultando em 12 mulheres presas e duas torturadas enquanto nuas. As casas de outras mulheres que participaram da marcha também foram invadidas.

Na marcha ocorrida na cidade de Antakya, a organização revolucionária turca Partizan enfatizou a relação umbilical entre a emancipação das mulheres e a libertação da classe proletária. Os manifestantes entoaram O 8 de março será vermelho!, entre outras palavras de ordem.

Na França, em Caen e Grenoble, a organização de juventude Jovens Revolucionários (Jeunes Révolutionnaires, em francês) participou de manifestações do dia 8 de março, carregando sua bandeira e faixas com a palavra de ordem, Somente a revolução proletária emancipará as mulheres!.

Em Toulouse, a marcha do dia internacional da mulher proletária realizada em 5 de março foi fortemente reprimida pelas forças policiais. Gás lacrimogêneo foi usado contra os manifestantes e 43 foram presos.


Faixa escrita Somente a revolução proletária emancipará as mulheres!. Foto: Jeunes Révolutionnaires.

Na Alemanha, este ano marcou a primeira marcha do 8 de março organizada e liderada pelo Comitê Vermelho de Mulheres em Bremerhaven. A faixa no início da marcha dizia: Mulheres se unem à luta contra circunstâncias e crises excepcionais por um movimento revolucionário de mulheres!. Bandeiras vermelhas com foices e martelos também foram desfraldadas.

Já em Freigburg, milhares marcharam de Stühlinger Kirchplatz até a Velha Sinagoga em celebração ao Dia Internacional da mulher Proletária. Uma faixa vermelha com uma foice e martelo liderando a marcha tinha os mesmos dizeres que a de Bremerhaven. A prisão de uma participante foi denunciada pelo jornal revolucionário Dem Volke Dienen.

Em Essen, bandeiras vermelhas com foice e martelo foram hasteadas em um movimentado shopping center e uma faixa com um retrato de Rosa Luxemburgo foi amarrada a uma cerca.


Marcha em Bremerhaven. Foto: Dem Volke Dienen.

Na Noruega, apesar das restrições pela covid-19 estritas, o 8 de março foi celebrado em todo o país. Em Oslo, a marcha foi confrontada por reacionários do Pare com a Islamização da Noruega. Os reacionários foram expulsos por membros do Comitê de Luta.

Na marcha de Bergen, uma fala realizada por um militante revolucionário dizia: “Esse ano marcamos o 8 de março em meio a uma crise global. Os que estão no poder chamam de crise de saúde, mas na realidade é uma crise sistêmica. É uma crise em todo o sistema imperialista. A crise leva a um trabalho mais pesado e perigoso em hospitais, lares de idosos, escolas e lojas. As pessoas estão perdendo seus empregos e sendo despedidas, e o fardo sobre as mulheres pobres e trabalhadoras é mais pesado ”.

Na Austrália, em Melbourne, um banner foi pendurado celebrando o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora em um complexo habitacional operário. O banner dizia: Comemore o 8 de março, Dia Internacional da Mulher Trabalhadora! As Mulheres Sustentam Metade do Céu!. Os ativistas também distribuíram panfletos com informações sobre a data.


Foto: Reprodução.

Na Áustria, uma marcha com centenas de pessoas presentes tomou as ruas em homenagem ao Dia Internacional da Mulher Proletária em Viena.


Foto: Reprodução.

Na Finlândia, em Turku, um banner em comemoração a 8 de março, Dia Internacional da Mulher Proletária, foi documentado.

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