sábado, 9 de junho de 2018

Greve por gênero?


 
Pubilicamos a seguir tradução feita por nós do artigo Greve por gênero? de
Miguel Alonso,
publicado no blog Dazibao Rojo no dia 27 de fevereiro de 2018. Disponível em espanhol no endreço: http://dazibaorojo08.blogspot.com/2018/02/huelga-por-genero-un-articulo-del.html

Greve por gênero?
Miguel Alonso


A proposta de uma greve de mulheres em todo o mundo, que parte das mobilizações das polonesas e das mulheres argentinas (inspirado nas italianas de 2015), para 8 de Março Dia Internacional das Mulheres Trabalhadoras teve extensa cobertura da mídia e levanta uma série de questões que devem ser analisadas.
Por um lado, há a questão do caráter do Dia da Mulher Trabalhadora como um dia de luta para as mulheres que trabalham ou classe semi-proletária e em segundo lugar, o desejo deliberado de certos setores do feminismo interclasista aproveitá-la a partir de suas perspectivas de gênero.
Há muitas razões que justificam a rebelião das mulheres trabalhadoras seja do setor industrial ou da economia informal ou doméstica, mas tentar colocar no mesmo saco as mulheres da burguesia pelo fato de serem mulheres, apaga a necessária demarcação de classe e é puro oportunismo que adultera o caráter de 8 de março.
As mulheres proletárias deve elaborar seu próprio programa, com base na necessidade de uma mudança revolucionária na sociedade, lado a lado com os homens, em plena igualdade, seguindo o caminho da luz das mulheres de Comuna de Paris, a Revolução Bolchevique, a Revolução Chinesa, ou atualmente as mulheres combatentes nas guerras populares da Índia, Filipinas ou Peru. Ou seja, em torno da destruição do sistema econômico imperialista que oprime mulheres e homens em todo o mundo. Uma revolução que nocultural barre todos os tipos de opressão ou discriminação por sexo, definitivamente rompendo com a prática da ideologia burguesa, que se manifesta como o sexismo ou subordinação de um sexo sobre o outro.
O dia Internacional da Mulher Trabalhadora se instituiu como uma jornada internacional de luta das operárias exploradas no mundo no congresso de Copenhague e isto não tem nada a ver com as condições de vida dos círculos feministas universitários e seu discurso da chamada perspectiva de gênero.
A luta de classes é o fator que define e delimita, ao analisar essas convocações, portanto, todas as manifestações e greves que perseguem objetivos de classe, devem ser fortemente apoiadas e reforçadas, assim não, as que a partir do interclassismo pretendem monopolizar com o discurso pseudo radical burguês do feminismo burguês, as mobilizações para a sua finalidade de manipular e desviar as massas de mulheres, da luta revolucionária, para substituí-la por uma confusa guerra dos sexos, esquecendo que a opressão das mulheres se dá no quadro definido de um modo de produção, que define tanto as relações de produção, como sociais e que, portanto, apenas a destruição deste quadro pode permitir o fim da opressão e a libertação da humanidade.
Levantar alto a bandeira vermelha das mulheres revolucionárias no mundo é a tarefa que deve impulsionar a luta em 8 de março.

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