terça-feira, 16 de março de 2021

Jornal MFP: Os grandes feitos da Revolução Chinesa no caminho da emancipação da mulher

 Os grandes feitos da Revolução Chinesa no caminho da emancipação da mulher


“As mulheres levam sobre seus ombros a metade do céu e devem conquistá-la.”

Essa consigna, ainda tão atual, levantada pelo grande timoneiro da Revolução Proletária Mundial, Presidente Mao Tsetung, mobilizou e incorporou milhões de mulheres no processo de Guerra Popular Prolongada, dirigido pelo heroico Partido Comunista da China para destruir o latifúndio e libertar a nação de invasores estrangeiros. A vitória da Revolução Democrática na China em 1º de outubro de 1949 e todo o processo de construção socialista até a Grande Revolução Cultural Proletária fez rasgar os princípios de todos os capitalistas e reacionários que colocam as mulheres como seres de segunda categoria.


Na velha China de antes da revolução, as mulheres do povo, eram excluídas de toda a prática social e tratadas como seres secundários, que deviam obediência aos seus pais e maridos, aprisionadas no trabalho doméstico e impedidas de desenvolverem a prática social em toda sua amplitude. No campo e na cidade toda função social da mulher do povo era reduzida a cuidar da casa, dos filhos, do marido além do pesado trabalho das camponesas ou a dupla jornada das operárias. Mas o Presidente Mao e o Partido Comunista da China sabiam que não era possível destruir toda aquela sociedade de exploração e opressão se a metade das classes exploradas estivessem fora do processo revolucionário, e se o processo revolucionário não emancipasse as mulheres que carregavam uma opressão milenar.

Aprendendo dos enormes avanços da experiência da GRSO – Grande Revolução Socialista de Outubro - dirigida pelo grande Lenin e o camarada Stalin, o Partido Comunista da China, já no poder, destruiu as bases econômicas da velha sociedade de exploração ao mesmo tempo que mobilizou amplas massas de homens e mulheres política e ideologicamente para destruir a cultura, semifeudal e burguesa, dominante de antes da Revolução. Quanto aos avanços que a Revolução promoveu sobre a questão feminina, a Nova China socializou trabalho doméstico, transformando-o em indústria social. Algo impensável para qualquer país capitalista que tem no trabalho doméstico e na família individual uma das bases essenciais de sustentação da exploração do proletariado, do campesinato e demais classes exploradas. A função econômica da família, e particularmente das mulheres, das classes oprimidas no capitalismo é cuidar, alimentar, educar, repor a força de trabalho dos operários, camponeses e trabalhadores em geral de maneira que eles atendam às condições da exploração capitalista e latifundiária. Garantir que a família trabalhadora se reproduza enquanto classe explorada física, intelectual, moral e politicamente.

Na Nova China, desde os primeiros momentos, o funcionamento das oficinas de serviços e outras atividades substituem e tornam coletivo o trabalho doméstico em toda sua amplitude: lavar, passar, arrumar casa, cozinhar, cuidar dos filhos, costurar, consertar roupas e toda uma infinidade de afazeres antes colocados exclusivamente sobre os ombros da mulher.

Alguns exemplos da transformação do trabalho doméstico em indústria social:

Equipes de limpeza das casas: as famílias saíam para o trabalho e uma equipe vinha até sua casa limpá-la. Lavanderias coletivas: as roupas por lavar, passar ou consertar eram apanhadas em casa e levadas para as oficinas especializadas.Restaurantes coletivos: as refeições eram feitas nas fábricas e escolas, ou nos restaurantes coletivos construídos dentro dos conjuntos habitacionais.Creches: O cuidado com as crianças era fundamentalmente responsabilidade das creches (que funcionavam 365 dias no ano durante 24 horas) e escolas públicas, onde a educação socialista afiançava a formação de crianças saudáveis física e ideologicamente.Participação dos idosos na construção da nova sociedade: Os idosos não mais representavam um peso para a sociedade. Em sua maioria trabalhavam apoiando o processo de ensino das crianças e jovens, valorizados em sua larga experiência de vida, como testemunhas vivas da antiga sociedade, transmitindo sua experiência e crítica sobre ela e apoio à nova sociedade que se construía. Ademais de cumprir tarefas em diversos locais, desde as oficinas de limpeza e conserto até o trabalho em horários variados em fábricas segundo a condição de cada um.

Ao coletivizar o trabalho doméstico, esse deixa de ser “invisível”, aparece claramente como uma produção como outra qualquer, demonstrando que essa carga sobre os ombros da mulher não é um destino assinalado pela “natureza feminina” e sim a forma de organização capitalista que o utiliza como método de exploração. A coletivização socialista desse trabalho dá pela primeira vez a ele o caráter de trabalho útil e necessário a todos, conferindo-lhe o reconhecimento social. A transformação das bases econômicas da sociedade permitia que as mulheres desenvolvessem toda a prática social, a participação ativa na produção e vida política, além do desenvolvimento e participação na produção cultural, formação científica, etc. Essa experiência histórica os reacionários tentam, mas não podem apagar. É fato, é concreto, aconteceu e é a base para os ensinamentos de como as mulheres podem se emancipar: somente através da revolução proletária! Não adianta dizer que as mulheres devem ter direitos iguais, dentro do capitalismo isso é impossível. É necessário destruir as bases econômicas sob as quais toda a opressão sobre as mulheres se sustenta. E esse é um grande ensinamento da Revolução Chinesa.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Notícias recentes

Jonal da Liga Operária para o dia do Internacionalismo Proletário.

A seguir, reproduzimos o material da Liga Operária por ocasião do Dia do Internacionalismo Proletário. Retirado do site da Liga Operária. Vi...