sexta-feira, 6 de março de 2020

Panfleto 8 de março MFP - Com a crise, cresce a revolta e fúria popular!


Com a crise, cresce a revolta e fúria popular!

Boletim do MFP - Movimento Feminino Popular. Março/2020.

O mundo está sacudido por grandes tormentas provocadas, por um lado, pela crise geral do
Recente revolta popular no Equador - Mulheres enfrentam policiais
imperialismo e por outro pelo levantamento, cada vez mais frequentes das massas. Tal situação explosiva tem por base a cada vez maior concentração da riqueza e uma gigantesca crise de superprodução que já não podem mais esconder. Puxados pela crise na superpotência hegemônica única, o EUA, a superpotência atômica, Rússia e as demais potências imperialistas aumentam as guerras de agressão e rapina e atiram-se na pugna por nova partilha do mundo. Buscando descarregar sua crise nas costas dos países coloniais e semicoloniais e seus povos, impõe-lhes como política central as medidas bandidescas de assalto aos direitos dos trabalhadores (com as chamadas “reformas”) e de maior entrega de suas riquezas, bem como das “políticas de austeridade” aplicadas nos próprios países imperialistas, como tentativas desesperadas de deter a queda da taxa de lucro e o colapso na economia mundial. Tal política só tem feito aumentar a revolta das massas e grandes explosões de protestos massivos vistos em todo o mundo. Particularmente na América Latina, “quintal” do imperialismo ianque (norte-americano) e base de sustentação da sua hegemonia, o crescente protesto atiçará e agudizará a crise e consequentemente gerará mais revolta.
No nosso país, desde os grandes levantamentos populares da juventude de 2013/14, o Alto Comando das Forças Armadas reacionárias (ACFA), a serviço dos interesses do imperialismo ianque de ampliar a militarização do continente sul-americano, planificaram e puseram em marcha um golpe de Estado através da ofensiva contrarrevolucionária preventiva ao inevitável levantamento das massas. O governo do fascista Bolsonaro, saído das eleições podres e corruptas, mas de fato mesmo, governo dos generais do ACFA, é a tentativa desesperada de salvaguardar esse sistema de exploração e opressão, cumprindo as três tarefas reacionárias do imperialismo para os países oprimidos e em crise de: 1) tirar o país da sua grave crise para impulsionar o capitalismo burocrático; 2) reestruturar o velho Estado num regime de centralização absoluta do poder no Executivo e 3) esmagar a justa rebelião popular para conjurar o perigo de revolução.
Dada às condições de crise política que deu surgimento ao governo Bolsonaro, conformou-se uma disputa na direção da ofensiva contrarrevolucionária, entre a extrema-direita bolsonarista e a direita expressa pelo ACFA. Enquanto Bolsonaro defende a imediata instalação de um regime militar o ACFA vê isto como um grande desastre que arrastaria o país para uma guerra civil inevitável ao alargar o leque de forças na sociedade contra os militares, defendendo um regime de centralização máxima do poder no Executivo, através de “reformas” da Constituição de modo a manter uma aparência de democracia e cumprir as mesmas tarefas contrarrevolucionárias. Após várias crises nesta disputa que ocupou todo o ano passado, agora, Bolsonaro, se acha cercado pelo governo de fato dos generais, limitado à sua surrada propaganda pelas redes sociais, de onde expele suas afrontas e ameaças fascistas, buscando apoio e respaldo popular para seu projeto de regime fascista.
A grave e incessante crise política de desmoralização das instituições do velho Estado é resultante do aprofundamento da crise do capitalismo burocrático no país, que entrou no estágio de sua crise geral de decomposição dentro da crise geral do imperialismo. Crises que levaram à agudização da pugna entre as frações das classes dominantes locais e seus grupos de poder, bem como da luta de classes. Marcado por crescentes revoltas populares contra os cortes de direitos e desmandos dessa corrupta e velha democracia o país passou a um novo desenvolvimento da situação revolucionária, que para contrapor-se a ela a reação lançou sua ofensiva contrarrevolucionária preventiva. É um novo ciclo de radicalização da luta de classes em que nosso povo se levanta farto de tanta mentira, enganação e sofrimento. Inevitavelmente a rebelião popular na cidade e no campo crescerá e se tornará mais explosiva e violenta.
Oportunistas dos mais diversos matizes buscam confundir nosso povo com a frase oca de “democracia contra o fascismo”, o que significa defender o caminho burocrático do velho Estado brasileiro da velha democracia e seu podre, corrupto e farsante processo eleitoral. As instituições do velho Estado estão desmoralizadas e falidas. Está cada vez mais claro que os chamados “três poderes”, executivo, legislativo e judiciário são na verdade um só poder, da grande burguesia, do latifúndio e do imperialismo para explorar e oprimir as massas de nosso povo. Não é por acaso que em 2018 ocorreu o maior boicote eleitoral da história do país. 56 milhões de brasileiras e brasileiros rechaçaram essa farsa não comparecendo nas urnas ou votando em branco e nulo. É o rechaço a toda essa podridão em que nosso país está atolado a séculos.
Hoje dois caminhos se confrontam, o da marcha para o fascismo com a falência dessa corrupta e velha democracia de exploração e opressão do povo e de subjugação da Nação ao imperialismo ianque, e o caminho democrático do povo, o da revolução de Nova Democracia, do fim completo desse velho e genocida Estado e de construção da República Popular Democrática, baseada na aliança operário-camponesa e demais pequenos e médios proprietários, do fim da dominação imperialista. Partindo da destruição do latifúndio com a entrega das terras aos camponeses pobres sem-terra ou com pouca terra, nacionalizar e industrializar a exploração das riquezas naturais do país, confiscando as propriedades do imperialismo e todo o capital burocrático da grande burguesia brasileira lacaia, para colocar tudo a serviço do desenvolvimento de uma nova economia autocentrada e autossustentada, baseada nos interesses do povo e da soberania da Nação.
O Brasil precisa de uma grande Revolução, Revolução de Nova Democracia, cujo conteúdo é Revolução Agrária e Anti-imperialista ininterrupta ao socialismo. Nossa tarefa imediata é mobilizar, politizar e organizar contingentes cada vez maiores de nosso povo intensificando seu protesto e dando rumo revolucionário a sua revolta. Basta de exploração, opressão e miséria,  exigimos e queremos justiça, terra, pão e verdadeira e Nova Democracia! Nem Bolsonaro, Nem Mourão, Nem Congresso de Corruptos! Fora Forças Armadas Reacionárias! Viva a Revolução de Nova Democracia! Vamos à luta companheiras!

Nem Bolsonaro, Nem Mourão, Nem Congresso de Corruptos! Fora Forças Armadas Reacionárias! Viva a Revolução de Nova Democracia! 



Despertar a fúria revolucionária da mulher!

Baixe aqui o panfleto completo do dia Internacional da Mulher Trabalhadora para impressão:

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