terça-feira, 22 de maio de 2018

INTERVENÇÃO PREPARA FUTURO GOLPE DE ESTADO!

INTERVENÇÃO PREPARA FUTURO GOLPE DE ESTADO!
Exército intensifica a guerra contra o povo 


Artigo publicado no Jornal do MFP - março de 2018

Todos os moradores da favela são alvo das batidas do exército
O gerente de turno Michel Temer, por imposição do Alto Comando das FF.AA. e “conselho” da embaixada do USA, decretou intervenção na segurança pública em todo o estado do Rio de Janeiro. A decisão põe todo o aparato de repressão estadual – polícias civil e militar – sob comando centralizado das Forças Armadas.
As favelas do Rio de Janeiro estão sendo convertidas em campos de concentração, com invasões de residências, revistas vexatórias, humilhações e o nefando decreto dá carta branca aos militares para execuções sumárias, com a garantia de impunidade com a “segurança jurídica” exigida pelo comandante do exército, general Eduardo Villas Bôas. As tropas com armas de guerra e munições de alta letalidade passarão a atuar sem limites invadindo as favelas, cercear a vida dos moradores e não ter punição nem por previstos “danos colaterais envolvendo civis inocentes”, ou seja, autorização de aterrorizar, torturar e assassinar impunemente os moradores pobres das favelas, tudo sob a cobertura da “justiça militar”. 
A intervenção do exército no Rio de Janeiro não acontece para garantir a “segurança pública” e combater a criminalidade, como anuncia o governo e o Alto Comando e cacareja o monopólio de imprensa com Rede Globo à frente. É sim um planificado ato preventivo a revoltas populares, como as que estão explodindo, volta e meia, país afora (as recentes de Humaitá-AM e Correntina-BA) saturado que já se encontra o povo de tantas injustiças e desmandos dos governantes. Ao mesmo tempo é balão de ensaio na criação de opinião pública consentida, para futuro golpe de Estado, frente  a inevitável insurgência popular contra o estado de miséria e de abandono que tem relegado as massas trabalhadoras da cidade e do campo este caduco sistema de exploração e opressão do povo, e de subjugação da nação brasileira.
O fracasso da Operação Lava Jato, política do establishment dirigido pelos ianques na pretensão de limpar a fachada das carcomidas instituições do velho Estado brasileiro, através da punição de autores de corrupção, varrer as velhacas cúpulas dos partidos oficiais e apresentar “caras novas” na política e assim recuperar moralidade e legitimidade para seu chamado Estado Democrático de Direito, faz o imperialismo lançar mão da principal força de repressão para garantir não só a aprovação das “reformas” antipovo e vende-pátria de que necessita para safar-se de sua profunda crise geral, mas principalmente enfrentar a crescente ameaça da derrocada política de seu sistema de exploração.
Ocupação do exército nas favelas do Rio de Janeiro
São as forças armadas do velho Estado brasileiro de grandes burgueses e latifundiários serviçais do imperialismo, principalmente ianque, que historicamente aplastaram a ferro, fogo e sangue todas as tentativas de uma verdadeira revolução democrática de nosso heroico povo brasileiro, formado por operários, camponeses, pequenos e médios proprietários da cidade e do campo, professores, estudantes, intelectuais e artistas progressistas, indígenas e remanescentes de quilombolas. O exército brasileiro é, em última instância, o principal garantidor e guardião, o “braço forte” deste poder genocida desse atrasado capitalismo burocrático, da semifeudalidade e do imperialismo que esmagam nosso povo e entravam o progresso de nossa pátria, mantendo o país afundado neste mar de lama de corrupção endêmica, modus operandi deste Estado e que graça desde as altas cúpulas às entranhas de todas suas instituições. Haja vista o período em que esteve no comando do regime civil-militar entre (1964-1985). Mesmo diante do chamado regime “democrático” sempre estiveram no comando da contrainsurgência popular.
Diante da gravidade da crise social, política e moral que vivemos no Brasil, cuja base é a crise geral de decomposição do capitalismo burocrático do país dentro da crise geral do imperialismo, a única saída para os exploradores e traidores da pátria é lançar uma guerra civil reacionária contra o as massas.Nosso povo responderá a este crime medida por medida, até por abaixo todo este secular sistema de exploração e opressão.

Protesto popular em São Paulo em repúdio a intervenção do exército no Rio


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