terça-feira, 17 de março de 2020

Celebração vermelha marca o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora no Rio de Janeiro


RJ: Celebração vermelha marca o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora


Foto: Jornal A Nova Democracia

Uma grande e vermelha cerimônia foi realizada pelo Movimento Feminino Popular (MFP) no Rio de Janeiro em celebração ao Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, no dia 9 de março.
Reunindo mais de 60 pessoas, dentre donas de casa, trabalhadoras domésticas, estudantes, professoras, pesquisadoras, trabalhadoras assalariadas, funcionárias públicas e profissionais liberais, o MFP destacou o caráter classista da data, sob a consigna A emancipação feminina é obra da revolução proletária!
Entoando canções revolucionárias como A Internacional e Lutadoras da Revolução (Hino do Movimento Feminino Popular), as mulheres puseram-se ombro a ombro com seus companheiros nesta importante data memorável do proletariado internacional.
Em um auditório ornamentado, onde destacavam-se as efígies dos cinco grandes mestres do proletariado internacional (Marx e Engels, os fundadores, ademais de Lenin, Stalin e o Presidente Mao Tsetung), figurava em destaque também um retrato do Presidente Gonzalo, chefe da Revolução Peruana, e da camarada Norah, importante dirigente do Partido Comunista do Peru.
A imagem da fundadora do MFP, Sandra Lima, e do companheiro José Pimenta (fundador do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos - Cebraspo) também tiveram posição destacada.
Ao lado, foram afixadas em um mural fotos das heroínas do povo junto de um breve histórico de suas trajetórias de luta.
A atividade contou também com a participação ativa de outros movimentos classistas e revolucionários, como o Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação (Moclate), Unidade Vermelha - Liga da Juventude Revolucionária (UV-LJR), Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR), Movimento Classista em Defesa da Saúde do Povo (Moclaspo).
As mulheres homenagearam a fundadora do MFP, Sandra Lima, relatando sua trajetória de vida dedicada à luta do povo e pela Revolução no Brasil, além de apresentarem um jogral com performance teatral de As Milicianas, poema escrito por Mao Tsetung, chefe da Revolução Chinesa.
Em seguida a música popular Sangue Latino, uma das canções favoritas da companheira Sandra Lima foi apresentada em homenagem à revolucionária fundadora do MFP.
A mesa da celebração foi composta por duas militantes do MFP que abordaram questões chaves para a compreensão da situação feminina e sua verdadeira emancipação.
Dados sobre a violência reacionária que é despejada sobre as mulheres do povo foram apresentados, evidenciando como as medidas de repressão e “políticas públicas” nesta sociedade não puderam e não poderão resolver o problema que a mulher vivencia dia a dia.
Mostrando o desenvolvimento da sociedade apresentado por Engels, no livro A Origem da família, propriedade privada e do Estado, o MFP expôs muito claramente a raiz do problema feminino como sendo uma questão de classe, fruto do surgimento da propriedade privada e não resultado da divisão do trabalho. E, como tal, sua solução perpassa pelo fim do sistema de exploração do homem pelo homem, que nesta velha sociedade submete as mulheres à exploração pelo patrão, no trabalho, e em casa, pelo marido. Exploração esta que, por sua vez é ramificada nas demais formas de subjugar a mulher que, de forma reacionária, é pintada como tendo uma “natureza especial”, como sendo apenas uma reprodutora ou objeto de prazer, e assim podendo ser tomada como posse, propriedade.
Desta forma, o MFP sustenta que o fim dessa sociedade de exploração e a construção de uma sociedade sem classes é o único caminho possível para a completa e verdadeira emancipação da mulher.
No momento das intervenções, as mulheres presentes no evento revezaram-se nas falas, deixando claro o compromisso e a intrepidez das jovens e mulheres das classes revolucionárias que tomam a firme posição por escolher o caminho da luta e não o do reformismo nem da conciliação. Deixaram marcado também sua disposição de lutar todos os dias de suas vidas pela Revolução que, segundo o MFP é o único caminho capaz de derrubar a quarta montanha de opressão.
As mulheres revolucionárias do MFP compreendem que além das três montanhas que subjugam o povo: o imperialismo, a semifeudalidade e o capitalismo burocrático, as mulheres têm uma quarta montanha, a opressão sexual.
As intervenções também lembraram a companheira Remis Carla, militante do MFP, covardemente assassinada por seu ex-namorado e que lutou até o último dia de sua vida pela emancipação feminina e da classe operária.
Com espírito altivo, orgulhosas de sua condição de lutadoras, as mulheres participaram da atividade cultural, que consistiu na apresentação de bem elaboradas esquetes teatrais que ilustravam a participação combativa da mulher na luta estudantil, camponesa e operária.
Uma companheira recitou o poema Como Parte da Massa, de autoria do Presidente Gonzalo, seguida por outra militante, que entoou a canção Mulher, de Victor Campos Bullón, revolucionário peruano que morreu nas Luminosas Trincheiras de Combate, em Luncanamarco.
Para finalizar as apresentações culturais, um grupo de música popular apresentou lindas canções que narraram a dura, porém heroica vida do povo. As canções foram recebidas com entusiasmo pela plenária que bradou: Resistir, lutar com a cultura popular!
O entusiasmo e altivez prevaleceram ao longo de toda a celebração. Palavras de ordem como: Despertar a fúria revolucionária da Mulher!, Pra mulher se libertar de toda a opressão só com a luta proletária e a revolução!, Viva o 8 de março!, dentre outras, foram exclamadas pelo plenário.
A celebração foi encerrada com uma animada confraternização e o convite para panfletagens que serão realizadas pelo MFP em várias regiões cidade.

 DESPERTAR A FÚRIA REVOLUCIONÁRIA DA MULHER!

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